
Pode alguém me explicar a diferença entre falar e dizer, andar e caminhar, ver e olhar, ouvir e escutar, arrumar e ajeitar, finalizar e terminar, copiar e fazer igual, voltar e retornar, guiar e dirigir….??
Chega!
Sua dor não pode ser expressada nem entendida, a minha felicidade também não.
A experiência pessoal forma significados particulares, privados e secretos.
Entries from February 2006 ↓
Tractatus Logico-Philosophicus
February 23rd, 2006 — Poéticos, Reflexões
Sinta-Se-Self
February 19th, 2006 — Arte, Poéticos

Arte-sensação: sensibiliza os sentimentos mais sensíveis aos sentidos.
Sinta sem saber o que irá sentir. Sempre.
Sintar um sopro de ar e o ar assoprado.
Sinta seus olhos nos seus.
Sinta-se preso ao outro.
Desenhos escritos
February 17th, 2006 — Poéticos

Não sei desenhar.
O que é o desenho? Representação gráfica da idéia.
Minha idéia é perfeita, a representação que faço não combina com ela.
Tenho medo de escrever.
Por que não seria assim também com as palavras que uso? A frase um traço. A palavra a proporção.
A angústia da compreensão de ser entendida pelo outro. Traço sem proporção.
Presente ausência
February 14th, 2006 — Poéticos

Mesmo quando você não está seu olhar permanece gravado e pede para ser tocado e retribuido.
O contato com sua superfície macia chama meus pensamentos. Quero te dizê-los todos.
Mas não tem Aurélio, não tem ninguém para ajudar a descrever.
Só esses olhos dizem o que querem dizer.
para Eduardo
Fixação
February 14th, 2006 — Poéticos, Reflexões

Na minha cabeça você passeia pra lá e pra cá, e juro até poder ver seu reflexo em todo lugar…no papel aluminio da bala, no brinco da menina que passa, no vapor da água que cai do chuveiro e embassa.
Metapensalinguagem
February 11th, 2006 — Poéticos, Reflexões

Tento fazer um esforço para transpor sensação e sentido em significado e sílaba. Procurar e encontrar o verbo certo.
Como descrever o frio e o calor, o que é o vermelho e como brilha o raio de sol? Porque o diamante e não a pedra de construção. E ainda o cheiro e o sabor da água insípida e inodora.
Me perturba o intransponível do pensamento em palavra. Muitos caminhos até chegar ao ponto final.
Na logistica da expressão entre pensamento, fala e escrita existem muitos atravessadores no caminho.
Sentada em uma cadeira invisível sentindo meus órgãos funcionando, tremo, escrevo.
Uma colagem no papel dos sentimentos cubistas que parecem e são e não são.
Pathwork de uma vida pensada e exprimida. Composição infinita de cores, cheiros e sabores costurados pelo lápis e papel.
Me explico?
Una mirada
February 10th, 2006 — Poéticos
Beijo, logo existo
February 10th, 2006 — Poéticos
A pergunta pra cigana…
February 5th, 2006 — Poéticos
Ação e Reação
February 5th, 2006 — Poéticos

Positivo. Negativo.
Aproxima e repele.
Movimento que mantém escravo e escravizado, cão e dono, aluno e professor, dependência e dependente, recebedor e doador, réu e juiz, assassino e vítima.
Acende e apaga, tira e coloca, inspira e expira, a lei da vida nos movimentos contrários.
Cor que absorve luz e que devolve luz.
Claro da noite, escuro do dia.
Ciclo, vida, ordem, caos.
Hoje ofereço espinhos a quem dei flores.
FINALMENTE II
February 1st, 2006 — Poéticos















