Sua história vale um ingresso para assistir Última Parada 174


Dia 4: Bráulio Mantovani
Originally uploaded by Cine Players

Eu assisti ao documentário Ônibus 174 de José Padilha, num dia frio, deitada na cama, com fone e dvd no iBookzinho. Fiquei muuuito impactada porque a história é bastante densa, cheia de nuances que só me faziam pensar no porquê do menino ter chegado naquela situação.

Na época sabia que o Bruno Barreto estava filmando Última Parada 174 a mesma história só que com enfoque mais ficcional e roteiro de Bráulio Mantovani (mestre!). Fiquei curiosa. Neste filme de Barreto o que importa é a trajetória de Sandro e as consequências da violência banal e não somente no fato do sequestro do ônibus em si.

Aliás o filme é grande concorrente a uma vaguinha na categoria de melhor estrangeiro no Oscar 2009. E os Barreto tem o poder em Hollywood!

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Promo (imagina aqui um luminosinho piscando em neon)

A Rede Brazucah oferece gentilmente à blogueira que vos escreve ingressos para uma promoção do filme Última Parada 174, de Bruno Barreto.

E pra poder premiar mais gente, ao invés de dar 3 pares de ingresso, vou premiar as 6 melhores histórias reais que tenham acontecido dentro de um ônibus e cada boa história ganha 01 ingresso. Só pode participar com 1 história!

Eu mesma tenho muitas histórias de busão, alegres, tristes, engraçadas, violentas e isso desde os tempos da velha CMTC passando pela nossa atual SPtrans.

Basta deixar seu relato aqui mesmo nos comentários. O resultado divulgo no dia 23 de outubro.

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p.s.: escolhi a foto do Bráulio Mantovani na coletiva do filme pq além de mega roteirista ele é um doce! Já precisei convidá-lo para um evento e ele rapidinho respondeu meus emails com a maior atenção!!! merece estrelinhas!

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7 comments ↓

#1 babimaues on 10.16.08 at 5:30 pm

Uma vez, saindo da faculdade, eu estava no ponto, esperando o ônibus, quando um sujeito esquisito sentou ao meu lado e puxou assunto. Perguntou o que eu fazia, pra onde eu ia, etc e tal. Até que num dado momento, o cara pergunta se eu queria ser modelo, hahahahaha! Logo eu, com essa minha altura toda. Ele tentou, de todas as formas, me convencer a ir em um estúdio, fazer umas fotos pra um book (!!!), q eu iria ficar famosa… hahhhhahaa! Bom, eu não dei a menor bola, claro. E logo em seguida, meu ônibus chegou e eu fui pra casa, pensando em quantas tontas devem ter caído na conversa do cara.

É isso.

beijocas!

#2 Vitor on 10.16.08 at 6:39 pm

eu acabara de me assumir gay. ano de 2002, 20 aninhos e meu primeiro namorado.
Pois bem, estudávamos juntos e, algumas vezes, pegávamos o mesmo onibus. Eu trabalhava na Bienal, e a linha Sacomã-Ibirapuera já estáva na nossa rotina.
Um dia entrei com o rapazinho no ônibus. Algumas pessoas ficaram cochichando, olhando de canto de olho. Ah, mas não tive dúvidas. Passei a catraca, tomei a mão do boyfriend e no estilo mais hoolywoodiano possivel, quase rodando numa lambada, puxei ele e tasquei um mega-beijo bem ali no corredor do ônibus.
Todos nos olhavam.
Só que agora as dúvidas haviam acabado!

Vitor mizael

#3 Pri Alves on 10.16.08 at 7:00 pm

Eu nem tenho muita história de bus pra contar, aqui na Grande SP é td relativamente perto, vou de carro ou a pé. Não gosto de ônibus pq não sei me manter equilibrada e sempre tenho a sorte de não achar banco vazio.
A história que lembrei, tem a ver com isso, a primeira vez que precisei usar um ônibus na capital (SP) tive a sorte de encontrar mtos bancos, o problema é que mal tinha entrado no ônibus, ao invés de sentar e pegar o dinheiro para a passagem, fiquei em pé :/ e o motorista deu uma arrancada seguido de uma curva e o inevitável aconteceu, cai bonito e bati a perna na quina do banco … putz, doeu horrores e até chegar ao destino, ia demorar muito.
Embarquei no ônibus, no ponto do Viaduto do Chá e ia para o Estádio do Morumbi – Show do U2, a perna latejando foi o de menos, quando percebi que estava perto da região do Morumbi e comecei a ver vários ônibus identificados com as placas para o show, passando em sentido oposto. Foi um desespero tão grande, que quase desci do ônibus, até que o cobrador garantiu que o ônibus ia me deixar na porta principal do estádio. Era simplesmente a pior sensação, nem lembrava mais da dor na perna, demorou mais uns 20 minutos até que cheguei no estádio, desci mais que depressa, só tinha eu e mais uma garota no bus. Nem preciso dizer que só fui sentir a perna doendo no outro dia né ? até hoje tenho a cicatriz na perna desse dia. Mas valeu cada centavo, e todas as emoções, lavei a alma naquele show.!

#4 MaWá on 10.17.08 at 8:44 am

Eis que numa manhã chuvosa, inovei no quesito meio de transporte ao trabalho: fui de ônibus. Desde que tenho carro, há mais ou menos 3 anos, a minha experiência com ônibus é totalmente externa, com um certo ódio por eles fecharem meu carro e eu me sentir totalmente menor do que eles. Enfim, hoje fui de ônibus. A peripécia começou quando minha amiga liga e avisa que já tomou o ônibus (amarelo), dois pontos abaixo do que eu deveria estar se não estivesse atrasada. Dá-lhe correr que nem uma louca para não perder o ônibus e a amiga dentro dele. Corro, piso na poça, atravesso a rua, chuva na cabeça e chego no ponto. Enquanto tenho o meu momento sem ar e gotas no óculos, passa um ônibus amarelo. Do outro lado da rua. Desespero. Estou no lado certo? O ônibus sai. Minha cabeça funciona e – ufa! – estou do lado certo. Pego o ônibus, R$2,00, lotado, embaçado, mas beleza. Espírito esportivo. Desço na Brigadeiro, 10 conto no guarda-chuva do camelô (paulista de meia tigela que sai sem guarda-chuva…) e pego o próximo ônibus. Mais R$2,00. Pessoas molhadas entram e pessoas abafadas saem. Aquela velha sensação de estar próximo, muito próximo do outro. Seja lá quem for. Chego no trabalho, mais uma andadinha aqui, uma pocinha ali, um carro que espirra água. Tudo tão comum e ao mesmo tempo tão novo. Praticamente uma gringa fora de casa. Só faltou ouvir o motorista falando inglês.

#5 Eli Golande on 10.21.08 at 5:51 am

RIO – SÃO PAULO
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Não, não foi num ônibus interurbano que aconteceu a minha história.
É que eu já morava há uns dois anos em São Paulo –já me sentindo paulistano- e fui passar uns dias no Rio.
E lá, dentro de um ônibus urbano, eu vi o maior exemplo do que a gente chama de despojamento carioca, entre os vários outros exemplos que eu presenciei naqueles poucos e ótimos dias que fiquei no Rio .
E na cena ‘onibilistica’ que eu vou contar, também não sou eu um dos personagens.
Fui um observador naquela madrugada, sentado no fundo do ônibus, percorrendo várias avenidas escuras da zona sul.
Nessa altura, tinham umas 5 pessoas dentro do busão e uma delas foi até o fundo e gritou para o motorista pedindo que ele abrisse a porta.
Na verdade não foi bem um pedido, foi quase uma ordem, com toda a intimidade que demonstravam os poucos passageiros acordados entre os poucos passageiros daquele busão.
Até aqui era uma cena normalíssima, daquelas cenas de ônibus de madrugada, onde os últimos 5 passageiros a saltar sempre conhecem o motorista e acabam se conhecendo também.
Mas vamos voltar ao personagem principal da história, aquele que pediu pra que o motorista abrisse a porta de trás, onde ele estava.
E a porta então foi aberta.
Cena normal.
Normal se o busão não estivesse em movimento e sem nenhum sinal de reduzir a velocidade.
Aí então comecei a prestar mais atenção no que seria o desfecho dessa história.
O desfecho de um homem em frente a uma porta aberta de um ônibus em alta velocidade numa avenida da zona sul do Rio.
E o tal desfecho foi o mais improvável, inusitado e despojado que qualquer “paulistano” em terras cariocas poderia presumir.
Em frente a porta, o homem desceu até o último degrau sem que a velocidade fosse reduzida, abriu o zíper da calça e acredito ter deixado um rastro molhado pelo caminho que foi percorrido enquanto ele inaugurava(?) o primeiro ônibus urbano com banheiro.
Já mais aliviado, o nosso personagem fechou a calça e voltou à frente do ônibus, sem a velocidade ser reduzida e sem despertar comentários ou reação da galera que engatava uma conversa animada ao lado do motorista.

Eli Golande (nomestranho@gmail.com)

#6 MaWá on 10.27.08 at 4:18 am

Lili! Você postou o resultado?

Beijo

MaWá

#7 Maria Cristina Vacc on 05.18.09 at 12:11 pm

Não me esqueço o dia em que estava sentada dentro de um onibus lotado assim como todo final do dia, quando entrou um Sr.com uma porchete. Ele era bem alto e segurava sua porchete com a mesma mão que segurava o cano de apoio no teto do onibus deixando a alça da bolsa suspensa. Um pouco adiante entrou uma Sra. bem baixinha e para se apoiar segurou a alça , confundindo com aquelas que estão distribuídas para facilitar quem não alcança no alto. Quando o homem percebeu tentou recolher a alça de sua porchete, mas ele puchava de um lado e a mulher , sem perceber o engano,puchava do outro. Esta situação durou apenas algumas quadras, mas o suficiente para que eu não pudesse controlar a vontade de rir até que sem controle, fui obrigada a descer no próximo ponto. Já na rua, ri muito, muito mesmo e só depois de conseguir me controlar é que tomei outro onibus e segui o meu caminho.

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