...Diário poético-filosófico. Ou, caderninho daqueles pequeninos, capa de couro, pra fazer anotações, recheado de papéis, postais, escritos, uma agenda de memórias. Códice Lili. Moleskine.
O site novo da EXS 09 está no ar e já estamos recebendo os stickers para serem expostos no segundo semestre.
Se você é um criador de sticker art mande seu pack para Caixa Postal 941 Curitiba-PR Brasil 80011-970 até dia 30 de junho.
Como em 2008, a Expo Stickers começa sem data e local definidos mas acontecerá em Curitiba e São Paulo simultâneamente. [Patrocinadores e apoiadores sejam bem-vindos!e participem dessa grande celebração]
E este ano fotos de stickers pela cidade também terão espaço na exposição. Mande suas fotos!
Só posso dizer quea palestra do professor Massimo Canevacci* na Escola São Paulo foi maravilhosa, o máximo!! Ter conceitos como body-corpse, eróptica, metrópole comunicacional, multindivíduo e tantos outros sendo explicado e refletidos por quem conceituou essas ideias é muito especial, um privilégio que faço questão de aproveitar muito bem. É aquele momento que o conhecimento de quem explica é tão visceral que transcende a própria complexidade do que venha a abordar.O difícil fica fácil! [claro q tbém é bom ouvir q algumas visões de questões q se tem -eu tenho algumas, q tolinha -são compartilhadas]
Para mim ele é o pensador que mais reflete a contemporaneidade, relaciona publicidade, arte, arquitetura e cultura digital de maneira realmente inovadora, sem cair nos paradigmas reducionistas e depreciativos. Massimo nos mostra uma outra perspectiva e reflexão bem mais ampla ao observar as várias tentativas de unificar corpo e produto, orgânico e inorgânico, vivo e morto numa redefinição do que é fetische e metrópole. E tem muito mais! Cada slide da aula dá um post, por isso quero trazer várias questões do que ele disse para o blog. Vai ser uma série de posts porque com minha super rapidez [e letra de médico] fiz 10 folhas de anotações.
Agora vou esperar o email com PDF da aula [pq assim fica mais organizado e tem as imagens q são incríveis e sem elas o diálogo não é tão rico como pode ser] para começar a escrever e compartilhar aqui.
*Massimo Canevacci é professor doutor em Antropologia Cultural na Universidade La Sapienza, em Roma é reconhecido pela ousadia em romper com métodos clássicos da história e por explicar a metrópole contemporânea, e sua influência das mídias digitais. Autor de São Paulo, Cidade Polifônica; Culturas Extremas: mutações juvenis nos corpos das metrópoles; e Antropologia Visual.
21 de março -Aniver do Ozi Duarte, Travessa da Paciência, Chora Menino em Santana- Zona Norte SP
Com apoio e ajuda do Coletivo Casa da Lapa, Ozi Duarte super artista! agitou uma pintura coletiva gigante num lugar que é misto de viela, beco e rua numa extensão de mais ou menos 1,5 km na zona norte de SP, tudo isso para comemorar os seus 51 anos de vida, 25 de graffiti e os 20 anos do dia do graffiti. Diferente, divertido e louvável pois presenteou a comunidade com street art coisa fina!
No convite da festa Ozi justificou a escolha do local porque “esta precisando de uma levantada no astral, os vizinhos tem medo caminhar em alguns trechos dessa passagem e gostaríamos que ela se transformasse em uma grande galeria ao ar livre”. Tudo aconteceu colaborativamente, via mobilização entre amigos mesmo, sem apoio e nem patrocínio de empresa, cada um levou seu próprio material, escolheu sua parede e transformou o beco num espaço novo, que segundo palavras de uma moradora agora é ‘uma área de lazer colorida e alegre para as crianças e a vizinhança, ninguém vai ter coragem de jogar lixo nuns desenhos tão lindos.” Mas a área ainda precisa ganhar iluminação pública, aí sim fica show!
Clodovil Hernandes foi um dos primeiros estilistas brasilleiro a ter prestígio como criador de moda neste país. Eu cheguei a assistí-lo na TV Mulher desenhando ao vivo modelitos para as telespectadoras que mandavam cartinhas com pedidos e dúvidas sobre o que vestir nos casamentos da vida e é assim que eu prefiro me lembrar dele já que faz uma semana que Clô morreu.
Sinceramente ele não foi um mau político, foi o 1º homossexual assumido a ser eleito deputado federal, mas penso que ele nunca deveria ter se candidatado ao cargo, assim como nunca deveria ter largado a moda para servir de chacota como sendo mais um pitoresco apresentador de TV dentro da fauna e flora dos programas de variedades.
[Ah sim, ele falava muita merda, assim como eu e você falamos! mas falava muita verdade também e fazia os outros também dizerem, sempre olhando pra lente da verdade, seu famoso bordão]
Pra quem acha que a gente só perde tempo e bate papo furado no Twitter essa matéria do Urbano mostra o Twestival, um festival mundial beneficente que foi concebido e organizado pela rede que teve uma festa bem bonita na 1st life. [aconteceu em fevereiro mas só achei o video para postar hoje].
Outro dia eu e a Flavia (aka @ladyrasta) estávamos falando de lugares em São Paulo girly friendly [isso aí, lugares que atendem bem a mulher e com frescurinhas sim!!!]. Chegamos a conclusão que as concessionárias da Audi são super! [lá Deus existe e os caras forram até o volante com magipac pra não sujar e não mexem na sua seleção no rádio. Mulher adora isso!]
[Nossa lista de lugares é um working-in-progress se souber de algum bem Lulu e legal avisa tá!]
Essa semana descobri um outro lugar que entrou pra lista! Um laboratório de exames só para mulhres. Por que qual mulher nunca ficou tensa antes de fazer um maldito ultrassom transvaginal? hein??? Mas aí calma, porque não é só o exame em si que vai te constranger, tem a hora que a moça da recepção grita SEU NOME e o NOME DO EXAME que vai fazer no meio de todo mundo!! Ah que beleza, agora você e a torcida do Corinthians aguardam ansiosamente pelo início do atendimento. e no meu caso, ainda tenho um agravante, essas chatices me fazem sempre dar aquela adiadinha básica para agendar exames que o médico pede [shame on me]
O FEMME Laboratório da Mulher é pioneiro em medicina diagnóstica voltada exclusivamente à saúde da mulher, tem um conceito que reúne conhecimento científico especializado, tecnologia, arquitetura e decoração, tudo girly friendly como a gente procura.
Por exemplo, nenhum exame íntimo desses que a gente odeia é realizado por um médico sem a presença de uma assistente mulher, e isso torna o momento menos desconfortável. As antessalas de espera para são mais reservadas lá a recepcionista não vai gritar que você vai fazer um ultrasson transvaginal.
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Agora em março, o FEMME promove eventos voltados ao público feminino, abertos ao público e de graça!! todos acontecem na sede do laboratório em São Paulo, no Paraíso [fácil chegar]. Durante o evento será sorteado um SPA Day entre as participantes.
23/03, segunda-feira
“Maquiagem e beleza sem mistério” com Nane Lopes
Dicas básicas de maquiagem e beleza para o dia-a-dia. Maquiadora profissional com mais de 15 anos de carreira, Nane Lopes atuou em cinema, televisão, shows, publicidade, eventos. Trabalhou com personalidades como Ana Paula Arósio, Fernanda Montenegro, Lima Duarte, Fátima Bernardes e muitos outros.
24/03, terça-feira
“Stress – Pequenos hábitos salvadores” com Prof. Dr. Roberto Cardoso
Apresentação do conceito de Stress e uma estratégia para seu auto-gerenciamento, com especial enfoque sobre a possível mudança de pequenos hábitos em busca de qualidade de vida.
25/03, quarta-feira
“Nutrição, Dieta e Beleza” com Dr. Weliton Souza, do SPA MED PRAXIS
Uma alimentação mais adequada para cada tipo de pessoa pode trazer mais beleza e saúde. Dicas de alimentação voltadas à saúde e à estética.
26/03, quinta-feira
“Como manter sua pele saudável em cada etapa da sua vida” com Dra. Meire Gonzaga
Uma visão das alterações da pele com a maturidade e o que é possível fazer para prevení-las no dia-a-dia.
Informações e inscrições: (11) 3889-9043 ou contato@laboratoriodamulher.com.br
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Em tempo, eles atendem os seguintes convênios:
- AGF
- BLUE LIFE
- BRADESCO
- CABESP
- CAIXA ECONOMICA FEDERAL - FUNCEF
- CASSI
- CLASSES LABORIOSAS
- CORREIOS
- CRUZ AZUL SAÚDE
- FUNDAÇÃO CESP
- GAMA
- GOLDEN CROSS
- INFRAERO
- ITAÚ FUNDAÇÃO PAMPULHA
- LINCX
- MARÍTIMA
- MEDCARD - MEDCLÍNICAS
- MEDSERVICE
- NIPOMED
- PORTO SEGURO
- PORTO SEGURO - AMIL
- PREVENT SENIOR
- SABESPREV
- SAMESP
- SANTAMÁLIA SAUDE
- SÃO LUIZ
- SAÚDE MEDICOL
- SUL AMÉRICA
- UNIBANCO SAÚDE
- UNIMED CENTRAL NACIONAL
- UNIMED PAULISTANA
12 de março: Estréia do musical Beatles em um Céu de Diamante, Teatro das Artes-Shopping Eldorado
Eu tive uma professora de inglês bem no style do Jack Black em A Escola do Rock, sabe? lo-co-na! Eu adorava Miss Nancy e ele ensinava muito bem! Numa aula ela trouxe a letra de Lucy in the Sky with Diamonds, dos Beatles. E depois da gente ler e cantar ela contou sobre sua interpretação da música e foi quando ouvi pela 1ª vez o que era LSD[via explicações bem autênticas!!] e achei o máximo!!! imagina ver tudo como colorido e fractal como um caleidoscópio? [sou apaixonada por Albert Hoffman que se você não sabe foi o cientista suiço que sintetizou a fórmula e ele não tinha nada a ver com hippies nem com bandas de rock, muito menos com seitas, ele estava interessado em um medicamento para controle da hemorragia pós-parto e deu no que deu!]
Mas o que Miss Nancy tem a ver com um espetáculo com músicas dos Beatles? No caminho para assitir a esse musical dos Beatles pensei em como o elenco se sairia cantando em inglês a música que eu aprendi pequeninha na escola. OBVIO que todos os atores cantam tremendamente bem e num inglês bem bonito e pronunciado! Claro que pra chegar nesse bom resultado eles têm além das aulas de canto, fono e aulas de inglês! Nada é de graça né!
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Algumas versões das canções mais famosas do mundo interpretadas no espetáculo me causaram um certo estranhamento porque já são músicas tão perfeitas e consagradas que não tem como não soar estranho como Eleanor Rigby, a qual prefiro a original. Agora, tem outras versões que estão sensacionais como a divertida Ob-la Di Ob-la Da lírica e Can’t Buy Me Love.
Mas o número que mais gostei foi só piano e o vozeirão de Gottsha [sim, a mesma Gottsha que cantava I love the Nightlife] em Here, There and Everywhere. Diva! Priceless! Vale a pena assistir!
De 13 de março a 28 de junho (sexta às 21h30, sábado às 19h e 21h30 e domingo às 19h) Teatro das Artes (Shopping Eldorado - Av. Rebouças, 3970, 3º piso, fone 3034-0075)
Sexta feira e domingo R$ 70,00 (platéia) e R$ 60,00 (balcão), sábado - R$ 80,00 (platéia) e R$ 70,00 (balcão)
Classificação etária: 10 anos
Vencedora do Prêmio Contigo 2008 - Melhor Musical Nacional com 3 indicações ao Prêmios Shell nas categorias: Diretores (conjunto da obra), Arranjos e Iluminação.
Dos 4 aos 17 anos fiz ballet clássico pelo método da Royal Academy of Dancing como mostra uma das avaliações de quando eu tinha 8 anos pelas miss Noreen Nelson [fundadora do The South African Ballet Theater, coisa fina! porque meus pais não iam me deixar estudar com qualquer uma, pode apostar].
Cheguei a dançar com o Ballet da Cidade de São José do Rio Preto, quando morei lá e tempos depois até passei num concurso da Prefeitura para dar aula de Baby Class em creche. Então nessa época eu fui bailarina sim e realizei o sonho de toda menina que usa colant rosa, meia-calça, sapatilha e coque no cabelo. Quando passei no vestibular mudei de fase e o ballet ficou para trás. Mas não me arrependo, sou uma apreciadora feliz. Quando a Luisa crescer quero que ela possa fazer umas aulinhas!
Ah, aqui mais uma nota que achei da minha professora muito querida Ana Maria Pelegrino sobre meu desempenho como bailarina mirim.
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Hoje faço RP para uma escola de dança, a Pulsarte [estou mto contente!] porque lá é um lugar para quem ama a dança. Eu volto no tempo vendo as meninas do ballet fazendo exercícios na barra. Outro dia vi um também ensaio de um pas-de- deux lindo lindo.
Eles promovem atividades bacanas e hoje eu sugiro essa audição, que é mais uma iniciativa legal que a escola promove para quem quer ser bailarina, somente para meninas de 8 a 14 anos. Uma audição que oferece bolsas de estudo de Ballet Clássico Formação com descontos nas mensalidades de 25% a 50%.[Se vc é mãe de menina como eu deve estar louca né?]
Data limite para inscrições: 27/03. Enviar ficha de inscrição preenchida via e-mail ou fax. Acesse o link aqui!
Audição dia 28/3 sábado:
* Turma 1: 14 às 15:30hs (não há necessidade de experiências anteriores)
* Turma 2: 15:30 às 17:00hs (com experiência em ballet clássico)
Pulsarte, arte em movimento
Rua Pereira Leite, 55 – próximo ao metro da Vila Madalena.
tel.: 11-3877-1115 / 3482-7863
Olha o site Mães com Filhos em publieditorial na Revista Claudia deste mês! Eu, @samegui e @cybelemeyer escrevemos o blog e respondemos perguntas de mães nesse projeto! Visite a gente lá também!
10 de março - Abertura da Exposição 10 pãezinhos, de Fábio Moon e Gabriel Bá, com curadoria de Monica Filgueiras na Daslu, loja 284
De ilustrações para a revista Daslu, os quadrinhos de Fábio Moon e Gabriel Bá viraram estampa para a coleção da nova marca jovem a 284 e que resultou agora numa exposição de originais dos desenhos no espaço que a grife ocupa no 2ºandar da Daslu!
Fiquei curiosa sobre o nome 10 Pãezinhos e perguntei para os irmãos que me contaram que quando eram crianças e iam à padaria pediam sempre 10 pãezinhos, daí que o pedido virou uma espécie de ‘expressão’ de conforto de infância e deu nome à expo que fica em cartaz até o fim do mês
Os desenhos que eu mais gostei foram os da série O Alienista [que também estão entre os preferidos do deles e que não estão à venda]. Mas tem lindos originais assinados para quem quer começar uma boa coleção de comics e lá todos os livros publicados pela dupla também estão disponíveis para compra.
Aqui tem umas fotos dos moletons [são bem lindos mesmo]. Preços a partir de R$168,00, vale quanto pesa!
Achei fofo e fiquei honradamente feliz com o post da Monalisa de Pijamas sobre as Mulheres influentes da blogosfera. Não é concurso, nem ranking, nem nada, só uma citação e lembrança por ocasião do Dia da Mulher. [mas é claro ainda faltam mulheres poderosas nessa lista, como @ladyrasta, @anarina, @santahelena @gabibianco e muitas outras queridas!!!] Bacana ser lembrada!
8 de março - Festa da Novela Paraíso - TV Globo - no antigo Moinho Santo Antônio na Mooca.
Quem me conhece sabe que gosto de uma festinha! No caso, festão, eu não perco por nada e daí que através do portal M de Mulher da Abril fui convidada para a festa de lançamento da nova novela das seis, o remake Paraíso. Estava animadíssima porque já tinha feito um post sobre a novela que me diverti muito escrevendo. A festa, claro, prometia todo clima rural gostoso [olha eu saudosista do que nunca tive]. Fazia décadas que não ia no Moinho, ou melhor pra Mooca. A última tinha sido a trabalho como repórter da Fox Kids numa festa infantil de Halloween !que bizarro!.
So, let’s get party!
Logo na entrada, com flash e tudo vem o Christian Pior do Pânico e eu que não sou malcriada abri o vidro do carro! [momento medo do Pânico]. Ele me perguntou se eu era atriz e aí que claro a gente começou a conversar! lógico! porque se tem uma coisa que eu faço na vida é conversar! Ele foi engraçado e ao mesmo tempo elegante! Dei muita risada quando ele disse que a gente ia comer de graça e que carro com teto solar é uma coisa emergente!!!! [no caso poderia ter incluído beber de graça também porque olha esse menuzinho de drinks!!! eu favoritei o 'por-do-sol' romã com maracujá encrustado com pó de ouro, tá boa bem?]
@juliareis, @samegui, @cybelemeyer @zeoffline @renataruiz @claudir_segura @gustavojreige @mariacarol, @bites @voiponline @pergunteaourso foram boas companhias tuiteiras e valeram ótimas risadas!!!
Obviamente a festa estava repleta de globais e entre todas, a mulher mais bonita era a atriz Cris Vianna. PELAMORDEDEUS além de linda ela tem uma elegância exuberante e usava um vestido preto tomara que caia coladíssimo no corpão porque ela pode minha gente!!!! Agora no quesito mais gato foi o peão Souzacampus, [meu bofe!!!!!] quem arrasou nas fotos com o chapéu da novela e tudo [muito engraçado ele ser sempre tirado de ator famosinho, o que valeu posts hilários como o da Maria Carol e da Sam]
Foi um encontro especial de mulheres! Bem diferente do anterior daquele eu participei na Gafanhoto (onde corri feito louca pra ajudar na organização e também atrás da Luisa!!!), a Cozinha da Matilde trouxe um clima hospitaleiro de casa de amiga e bem mulherzinha pro nosso encontro. @ (arrobinhas) novas e antigas do Twitter, papos sérios e furados me fizeram refletir que a virtualidade carece sim de um contato real para não virar esquizofrenia, sabe???
E tinham tantas atrações deliciosas; como fazer couzcouz marroquino, manicure, dança do ventre, filminho e até aula de maquiagem. E que make up!!! Acabei virando modelo para a demonstração e lançamento do novo rímel da Lancôme: Ôscillation vibra e faz vibrar mesmo os cílios! Super Glam!
Fiquei demais de feliz em ver minhas terapeutas, as acupunturistas Tatiana Raiunec e Heloísa Lauar que eu transformei em blogueiras criarem no deck do ofurô num espaço super zen. E dá-lhe mapa energético!
Os sorteios pra variar foram além da imaginação….mil brindes, mil premiadas. Não tem como reclamar da sorte no LuluzinhaCamp! Que venha o próximo em breve! pois somos mulheres e ansiedade é nosso sobrenome!!
Amanhã é dia de Luluzinha Camp [oba] e na nossa comunidade de mulheres desde ontem rolando uma discussão bem oportuna sobre mais um web concurso/eleição whatever que a meu ver, vindo de quem o promove [e eu respeito], deveria ser top postura contemporânea mas acaba caindo no sexismo bobo do mainstream quando categoriza ‘musa’.
A parte disso, uma outra questão, está nas considerações e justificativas sobre o uso do genérico termo ‘blogueirO’ no web concurso/eleição whatever, que resvala na forma como usamos a linguagem. [não vou me estender com Wittgenstein agora, até pq quero publicar rapidinho esse trem aqui...mas tem gente que acha que esse assunto de sexo e linguagem não tem nexo e é pura bobagem e frescura, mas não é. Linguagem é uma parada forte e tem mais poder do que o senso-comum pode imaginar]
Daí que faz tempo que minha amiga Letícia Massula [que além de advogada porreta- tem o dedo dela na Lei Maria da Penha- é a anfitriã mais cozy do mundo na Cozinha da Matilde] me mandou uns textos que pedi para publicar sobre a questão da mulher. E esse texto [sensacional] que escolhi tem tudo a ver com o que estamos discutindo. Vale a leitura. Que acham mulheres?
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Até tu, Gil? por Letícia Massula
A recusa à ideologia machista, que implica necessariamente a recriação da linguagem, faz parte do sonho possível em favor da mudança do mundo
Paulo Freire
Dessa vez foi ontem, digo dessa, porque não foi a primeira vez, nem será, por enquanto, a última… estava na entrega do prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e todas as pessoas que fizeram o uso da palavra usaram o plural no masculino, até o Ministro da Cultura Gilberto Gil. Pode parecer bobagem, mas foram tantos “boa noite a todos”, “solicitamos a todos que desliguem os celulares”, “agradecemos a presença de todos” que em certo momento tive vontade de sair, já que como “toda” eu era nada ali.
Não estou aqui fazendo uma crítica pessoal ao Ministro Gilberto Gil, tampouco o acusando de machista, não seria justa tal crítica a quem compôs, entre outras canções, “Super Homem”, verdadeiro hino ao feminino. O que quero demonstrar, é que o modelo cultural patriarcal em que vivemos está tão arraigado que até alguém como Gil, que ocupa justamente a pasta da cultura, acaba incorporando padrões culturais que excluem as mulheres, vale dizer, metade da população.
Se como disse Caetano “minha pátria é minha língua”, quero uma pátria/mátria que não me exclua, começando pela linguagem, importante instrumento de libertação, mas que também pode ser utilizada como ferramenta de opressão. E em opressão, nós, mulheres, somos escoladas. Em 1997 o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) criou dois índices para medir as diferenças por gênero: o Índice de Desenvolvimento por Gênero (IDG) e o Índice de Poder por Gênero (IPG). Quando pela primeira vez os dados sobre as mulheres foram analisados de forma separada o PNUD sustentou em seu Relatório do Desenvolvimento Humano de 1997 que “Nenhuma sociedade trata suas mulheres tão bem quanto seus homens”.
A linguagem tem tudo a ver com esse dado, na medida em que invisibiliza cotidianamente as mulheres na sociedade e na história. Mulheres são nada se nunca estão incluídas na linguagem, daí para exclusão do poder, da vida pública, do mercado de trabalho é um pulo. Segundo Vera Vieira, coordenadora executiva da Rede Mulher de Educação, quando se diz “A salvação do planeta está nas mãos dos homens”, ao invés de “A salvação do planeta está nas mãos da humanidade”, reflete-se a posição que o homem vem ocupando na história, reforçando-se seu papel hierárquico e as relações de poder e dominação masculina na sociedade.
O educador Paulo Freire, em sua obra a Pedagogia da Esperança - um reencontro com a Pedagogia do oprimido faz um mea culpa e reconhece em sua obra o traço machista arraigado em nossa cultura, diz ele: “Em certo momento de minhas tentativas, puramente ideológicas, de justificar a mim mesmo, a linguagem machista que usava, percebi a mentira ou a ocultação da verdade que havia na afirmação: ‘Quando falo homem, a mulher está incluída’. E por que os homens não se acham incluídos quando dizemos: ‘As mulheres estão decididas a mudar o mundo’? (…) A discriminação da mulher, expressada e feita pelo discurso machista e encarnada em práticas concretas é uma forma colonial de tratá-la, incompatível, portanto, com qualquer posição progressista, de mulher ou de homem, pouco importa”.
Esse padrão excludente de linguagem não é privilégio da língua portuguesa, nem de países em desenvolvimento, está presente também em outras culturas, e países desenvolvidos, só para exemplificar, em francês não existe palavra que designe professora, existe apenas a palavra professor, no masculino, e, para as mulheres que ousaram professorar cabe a designação “la profeseur” (“a” professor), o mesmo vale para médico “la docteur” (“a” doutor).
Algumas iniciativas vêm sendo apresentadas sobre o tema. O PL 4610/2001 de autoria da Deputada Iara Bernardi (PT-SP) aprovado no plenário do Senado Federal, que prevê a utilização da linguagem inclusiva na legislação e em documentos oficiais. Irônico é que parta justamente da Câmara dos Deputados, que, em que pese ser composta também por 44 deputadas, mantêm em seu nome a menção apenas aos deputados, poderia, a exemplo do Senado, se chamar Câmara Federal, contemplando mulheres e homens. Assim como no caso da Câmara dos Deputados, pequenos ajustes na linguagem fazem toda diferença. O xis da questão é a vontade da sociedade de fazer diferente.
Acabar com a opressão e discriminação ao feminino significa construir bases sólidas de igualdade e não discriminação que aproveitem às futuras gerações - a materialização do desejo de todas as pessoas de viverem em uma sociedade justa, igualitária e inclusiva. Esta construção também começa pela desconstrução da linguagem como está posta, buscando uma alternativa à cultura patriarcal. Uma tarefa para todas as pessoas!
* Letícia Massula é advogada, diretora executiva do Centro Dandara de Promotoras Legais Populares.
A primeira vez que doei sangue foi no trote da USP em 1994. Tive medo, mas encarei e foi tudo tão rápido e tranquilo que depois disso fui durante os 4 anos da faculdade no Hospital Universitário doar a cada 8 meses mais ou menos. E se eu que sou a mais medrosa de todas doei algumas vezes então TODO MUNDO PODE DOAR SANGUE.
Mas o importante é que eu fui ‘evangelizada’ no trote e assim me tornei uma doadora [tenho que voltar a fazer com mais frequencia] por isso, quando a Rô Martins encaminhou uma campanha que a Cruz Vermelha Brasileira promove para incentivar a doação de sangue entre o público jovem não teve como não aderir e passar adiante. Doe sangue agora!
Acredito que Paraíso tenha sido a única novela da TV Globo que meu pai acompanhou de verdade. Depois só me lembro de assistirmos juntos no sofá a Pantanal da TV Manchete, porque meu pai não gostava de novela, ele só era um rapaz nostálgico do interior que vivia na cidade grande e ficou fã de Benedito Ruy Barbosa.
Em 1982 eu tinha 7 anos bem urbanos e foi assistindo a abertura de Paraíso que ele me ensinou o que era fazer um contraponto. Simplificando para uma menininha, ele me mostrou que o campo era o oposto da cidade e a moto que o Kadu Moliterno dirigia na cidade seria um contraponto ao cavalo do campo, por exemplo. [O campo então era o 'ideal' porque eu estava interessada em andar a cavalo, e se existia algo além do horizonte da cidade de São Paulo eu queria experimentar também para saber quão diferente poderia ser]
Foi nessa época que comecei a viajar para a fazenda do meu tio que ficava em Aparecida do Taboado-MS e me sentia na própria novela! Lá era o ‘Paraíso’ porque tinha peões, cavalos e mato. Toda referência de interior que eu tinha havia sido formada pelas explicações do meu pai em cima daquela ‘historinha’ que eu assitia na tv [semioticamente falando a novela marcou de verdade a construção dos meus signos]
***
Como recordar é re-viver diferente, vem aí o remake de Paraíso, versão 2009 adaptada, a nova novela das 18h. Uma responsa fazer remake, ainda mais quando na 1ª versão tiveram, por exemplo, atuações memoráveis como a de Eloísa Mafalda interpretando a beata mais beata de todas e que de tão beata foi outra boa beata em Roque Santeiro e depois de novo beata em Pedra sobre Pedra de 1992. Beata de vida longa.
Sérgio Reis então! nossa era um estreiante na teledramaturgia em 1982, hoje a gente sabe que ele pegou gosto e já fez zilhares delas e agora quem faz as vezes é outro estreiante em novelas, o cantor sertanejo Daniel [ será que o Daniel vai ficar tbém malaco no gênero novelístico e virar 'cantor e ator'? filme ele já fez.]
Vale a pena ver de novo! Kadu Moliterno que foi o protagonista da trama original como galã agro-surfista, agora no remake encarna um dono de bar mais tiozão, duro na queda e à prova de amor. E os protagonistas Santinha (Nathalia Dill) e Zé Eleutério (Eriberto Leão) que antes eram vizinhos, nessa adaptação se conhecem casualmente e é amor à primeira vista [sure!]
No remake as filmagens aconteceram na Chapada dos Guimarães e na Bahia [espere por aquelas cenas de babar como sempre], já na 1ª versão da novela as cenas do campo foram rodadas em Vassouras-RJ.
Outra coisa: é muito legal olhar tempos depois para uma novela e ver como o autor faz reaparecer elementos em sua narrativa. Foi nessa novela a 1ª vez que o cramulhão [diabinho de garrafa] aparece na ‘mitologia rural’ de Benedito Ruy Barbosa. [E como é genial essa figura, acho até que o cramulhão tem status de personagem]
Mas fundamentalmente o que está diferente de lá pra cá é que agora comemorarei 34 anos no dia da estréia da novela e não tenho mais o colo do meu pai para assistir a ‘historinha’, as utopias bucólicas da infância também ficaram para trás, sou apenas uma mulher totalmente urbana que recorda as novelas ‘rurais’ como quem preserva as memórias de seu pai [agora com sua neta no colo].
***
Se já viu reveja, se nunca viu assista agora a abertura da 1ª versão da novela Paraíso nos idos 1982. E se quiser acompanhar a produça da nova novela, versão 2009 clica aqui. [aliás achei bem fofo Edmara Barbosa, filha do próprio Bendito fazer a adaptação do remake]
P.S. que não posso deixar passar batido: me apaixonei pela voz do deuso Ney Matogrosso depois de ouvir essa abertura. Há 27 anos eu ainda cantava os versos da canção que tem um toque de Leminski tudo errado! [eu era criancinha e devia ser fofa cantando errado] e era assim mais ou menos:
Precisava não ah sei lá
Precisava não promessas de lá
Precisava não ah sei lá
A felicidade é um rio q vai
O rio que vai me levar
Não passa na sua cidade
O paraíso, o paraíso começa
É só começar num sorriso
O correto é:
Não precisava não acenar
Não precisava não promessas demais
Não precisava não acenar
Muita felicidade é um rio que vai
O rio que vai, o rio que vai me levar
Não passa na sua cidade
O paraíso, o paraíso começa
É só começar um sorriso
***
[tenho estado nostálgica nos últimos posts, não? e por coincidência ou não o que me desperta fortes lembranças são programas de TV dos anos 80]
Essa foi a cena da novela Caminho da Índias em que Bahuan, Marcio Garcia conta a Maya, Juliana Paes que é um dalit e não um brâmane, o que representa muito mais que só ‘coisas de castas que não bicam’.
Esse fator Romeu e Julieta quando é protagonizado por dois lindos tem seu romantismo, mas quando a gente vai ver o que é de verdade ser um dalit na Índia, aí a coisa assusta. Check it out:
Eu fiz uma rápida pesquisinha sobre como são tratados os dalits e fiquei estarrecida MESMO. Eu que me acho esclarecida e que sei o que acontece no mundo, leio jornal, internet, NUNCA SOUBE que tipo de coisas ainda aconteciam ainda em 2009 na Índia. [claro que sabia das castas e de alguns costumes mas NUNCA soube a que ponto chegava essa exclusão]
• crianças dalits são freqüentemente forçadas a sentarem de costas nas suas salas de aula, ou mesmo fora da sala por isso 98% são analfabetos
• a taxa de mortalidade infantil é perto de 10%
• as crianças dalits abaixo de 4 anos estão muito abaixo do peso
• 300 milhões de dalits vivem em Índia
• 60 milhões de dalits são explorados através do trabalho forçado em países hindus
• os dalits são proibidos de beber da mesma água que os de castas mais altas
(Fonte: Dalit Awakening)
Se tiver interessado na minha conversa acompanhe a história em que eu conto como encontrei uma dalit à brasileira na sexta-feira passada em São Paulo.
***
São Paulo, avenida Rebouças x Cardeal Arcoverde, sexta-feira, 15h30, temperatura de 30º como se fossem 300º e o céu ficando num tom preto chumbo com nuvens quase não se aguentando. Nesse belíssimo cenário: eu dirigindo pensativa depois de um teste de VT na Record agora já estava parada no posto de gasolina esperando atendimento. Dentro do carro junto comigo uma sacolona com roupas e sapatos para doar depois da Grande Faxina Anual de Carnaval.
Fato era que o mundo queria chegar antes e ninguém queria estar na rua quando a maldita chuva despencasse, [dava pra sentir a puta tensão no ar entre os motoristas e os pedestres nas ruas. eu sinti. vc não?] E oposta à essa pressa foi proporcional a lentidão do posto minha gente. E de tão lenta essa lentidão, deu tempo de causar e conhecer uma dalit, brasileira, assim numa simples paradinha para completar a água (shame on me tinha esquecido de colocar há tempos).
Eis que o posto estava obviamente cheio de carros e motoristas com pressa. Muita pressa! Parecia aqueles filmes de apocalipse que as pessoas começam a sair das cidades e o caos se estabelece, assim estava o posto com apenas UM FRENTISTA, que também era caixa e também cuidava da loja de conveniência. UMA PESSOA para 8 bombas de gasolina e lojinha numa área über movimentada. [uma frase de memorável bom senso de um motorista que saia na loja de conveniência para outro que estava entrando: - olha se a gente ficar comprando coisas aqui, ele não vai conseguir abastecer nossos carros!!! MORRI]
Mas calma tudo pode piorar, pois nesse momento também chegou a entrega de gelo, daqueles que vendem em pacotões para BIG PARTIES [agree @ladyrasta] e o FRENTISTA tinha que receber o pedido. JURO que comecei a rir, mas gargargalhar mesmo total descontrol. E ria de moi mesmo, já que eu esperava pacientemente, bem ao contrário da minha índole ‘vou contar até 3′ quando o único FRENTISTA encheu o regador da água [não sei como chama aquilo] numa piazinha dentro da loja de conveniência [bem conveniente], porque até então eu mesma já tinha aberto o capô e o tanquinho da água mais fervendo da Terra.
[outro detalhe que quase passou mais acho que ilustra do outro lado da calçada do posto, uma blitz da PM parando zilhares de motoboys e dando aquela geral na galere...tenso, eu disse que o clima estava tenso........]
Well… eis que aparece no posto uma mulher que não precisava dizer nada pra que todos já soubessem que ela era sem-teto, sem-nada e precisando de tudo. Umas sacolinhas com latinhas amassadas numa mão enquanto a outra remexia o lixo. Ela não olhava pra ninguém e não pediu nada também, pior ela ainda se afastava como se fosse ‘em respeito’ a quem passasse perto dela. Olha isso!
Em meu cérebro iniciou-se a operação entrega da sacola de roupas, sai do carro e antes de ser indelicada e levar a sacola simplesmente direto [sei lá eu penso assim sim] fui perguntar se ela queria receber as roupas. Claro que ela quis, voltei com ela CONVERSANDO até o meu para entregar a sacola. Ela me contou que mora embaixo da ponte da Eusébio Matoso com uns ‘meninos’ e sempre morou na rua, disse que tá bem difícil conseguir comer ‘por aí’ e que tudo eles dividem, uma lata de coca-cola dá pra 5 pessoas e que quando alguém topa, ela capina ‘uns matos’ ela ganha uns 15 reais.
Dei a sacolona e ela agradeceu. Na sacola tinha um tênis do @souzacampus bem em cima de tudo e ela me perguntou preocupada se só tinha roupa para homem porque ela sim estava precisando de roupas novas pra ficar mais bonita. Ainda bem que tinham roupas minhas também! Fiquei de prestar atenção quando passasse pela ponte pra quem sabe levar mais alguma coisa.
O lance é que desde a 1ªaproximação com ela fui olhada pelos outros motoristas como se estive na Índia e ela fosse um dalit. Foi estranho porque apesar de toda a preocupação daquelas pessoas para serem atendidas no posto, TODAS tiveram tempo de observar a cena. Acho que isso resume bem todo meu blábláblá, porque existem dalits à brasileira aos montes em São Paulo, a diferença é que aqui no Brasil a gente não tem uma desculpa milenar para excluir é só preconceito e omissão mesmo.
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