Vou na cabine do filme “Ninguém sabe o duro que eu dei”, documentário que promete esclarecer o misterioso boicote ao cantor Wilson Simonal (1938-2000) e tem estréia nos cinemas prevista para maio. [tks @flaviadurante pelo convite].
Na volta atualizo o post.
VOLTEI!
ATUALIZANDO:
Gostei é pouco! O filme é incrível e cheio de méritos históricos e emocionais [nostalgia de um tempo que nunca vivi]. Ri, chorei e cantei, não necessariamente nessa ordem. Quero ver de novo, quero levar o @souzacampus e mais um milhão de amigos!
O documentário é [bem] construido através de depoimentos de feras que conheceram o carismático Simonal. Caras como Nelson Motta, Arthur da Távola (†), Sergio Cabral, Chico Anísio, Jaguar, Ziraldo, Toni Tornado, Castrinho, Pelé e outros tantos falam da amizade com o cantor, dos causos curiosos, do estilo show-man e de toda ‘pilantragem’.
Tem entrevistas bonitas dos filhos Max de Castro e Simoninha [muito dignos por promoverem esse resgate da imagem do pai deles], da última esposa que ficou com Simonal nos perrengues da vida e tbém do ex-contador, pivô de uma grande confusão que culminou num escândalo político-cultural nos anos 70.
Acima de tudo achei o filme decente [não quer aplicar formulinhas de roteiro em cima de quem assiste], não endeusa e mostra a grande importância histórica de Simonal para a MPopB sob a dimensão humana de alguém que tinha carisma e talento e era tão comum como qualquer um de nós em seus erros e acertos.
Pensei em escrever mais sobre a vida do Simonal, postar as músicas na Blip.fm [farei], o lance do pa tro pi e os fatos e boatos que o levaram a ser persona non grata na mídia, mas vou deixar isso para o cinema fazer com som [de prima], roteiro e imagem! E também para a crônica do mestre Mario Prata “Esquecemos de Anistiar o Wilson Simonal. [pq ninguém escreveria melhor].
Só me sinto na total obrigação de usar este post para publicar aquilo que Simonal tanto buscou esclarecer e comprovar: que não foi informante do DOPS, inclusive recebeu do governo brasileiro um documento com declaração de que nunca havia sido ligado ao governo militar/DOPS e afins como havia sido a versão oficial na época.
O documentário já faturou os seguintes prêmios:
• É Tudo Verdade 2008 Menção Honrosa. • 1o Festival de Paulínia Melhor Documentário Brasileiro – Júri Oficial Melhor Documentário Brasileiro – Júri Popular • Festival do Rio 2008 Hors Concurs – Premiére Brasilp.s.: Um dos diretores do filme é Claudio Manoel [sim o Claudio Manoel do Casseta & Planeta! quem eu tive a divertida honra de ciceronear 6 anos atrás numa visita à exposição da China]. Acho bem bacana ver essa galera desenvolvendo projetos do tipo biscoito fino!










5 comments ↓
[...] Liliane Ferrari veio com a dica: O Brasil, pelas mãos dos diretores Cláúdio Manoel, Micael Langer e Calvito [...]
Um grande artista vitimado pelo preconceito. Se fosse nascido fora da América Latina, seria um dos banbanban até hoje…
[...] postais, escritos, uma agenda de memórias. Códice Lili. Moleskine. … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
[...] on 04.16.09 at 7:16 am. Um grande artista vitimado pelo preconceito. … fique por dentro clique aqui. Fonte: [...]
Lili
Parabéns por este post. Está muito bem escrito e , sobretudo, informativo. Não sabia que o Artur da Távola já era e segui o link para o artigo do Mario Prata. Quando houver cursos seus sobre “como escrever blogs”, invite me ok? Tenho muito o que aprender.
Beijo
Elcio
Leave a Comment