Adalbertolândia: a Disneylândia de Perdizes

A Adalbertolândia é um parque mágico, fincado num oásis urbano desde junho de 1969, uma esquina que somente os iniciados em Perdizes conseguem ver, pertinho da Simonelândia [a lândia mais louca da minha amiga Simone Donatelli].

Tem gente que acha que Adalbertolândia é mesmo uma miragem porque não se paga nada para entrar, é muito bem cuidada e ninguém fica te vigiando. Tem carrossel, balanços, trilhas pela florestinha, gangorra, mirante, sôssego e civilidade. Um microcosmo ideal onde tem até balanço para adultos!

Sim, eu não vou dar o endereço….Sorry people! A ideia não é bombar Adalbertolândia mas cuidar para preservá-la exatamente como está, para que a experiência de visitá-la se mantenha única, porque Adalbertolândia tem principios muito lindos:

E aqui a entrevista que a VejaSP fez com o GENIAL criador da única lândia que é de graça: Adalberto Bueno:

“Em junho de 1969, o publicitário Adalberto Bueno transformou o terreno na frente de sua casa, em Perdizes, num parquinho de diversões para as crianças do bairro. Marceneiro e eletricista nas horas vagas, ele construiu os balanços, as gangorras e os bancos coloridos que enfeitam o local. A atração fez sucesso e resistiu ao tempo. Hoje, os primeiros freqüentadores levam os filhos e até os netos para brincar na “Adalbertolândia – a única lândia que é de graça”.

De onde veio esse nome?
Eu queria que se chamasse “criançolândia”. Mas um dia, enquanto fazia os brinquedos, uns garotos pegaram uma tábua e escreveram Adalbertolândia. Achei legal e resolvi manter.

Tem idéia de quantas crianças já brincaram na Adalbertolândia?
Em um caderninho há o registro: até 1973, foram 503. Depois disso, perdi a conta. Mas creio que pelo menos 5 000.

Aconteceu algum problema com roubo ou invasão no parquinho?
Não, pelo contrário. Há seis anos, fui pegar uma sacola esquecida no muro do parque e, antes de jogar fora, vi que tinha uma imagem de Nossa Senhora. Fiz um altarzinho para ela. Recentemente, deixaram outra imagem de Nossa Senhora e uma de Iemanjá. Coloquei todas num altar. Tenho de respeitar todas as religiões, né?”

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3 comments ↓

#1 Giovanna Carvalho - Edelman on 05.07.09 at 1:06 pm

Oi Lili, é a Giovanna da Edelman, está lembrada?
Menina, fiquei em choque quando vi essas fotos.
Minha mãe nasceu e cresceu nas Perdizes e eu, como netinha criada pela vovó na Rua Vanderlei sempre frequentei a Adalbertolândia.
Muito legal ter essas lembranças assim, no meio de um dia tão corrido de uma vida já adulta!
Vou ter que dar um pulinho lá para matar a saudades. Quando vai ser a festa de aniversário, você sabe?
Um beijo

#2 Regiane on 05.19.09 at 10:44 am

Em que rua fica??

#3 Reynaldo on 05.24.10 at 8:39 am

Eu levo meu filho!!! Chamamos de “Parque do Cachorrão” pq tem uma estátua de cachorro. Minha mãe me levava qdo pequeno!

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