Quem me conhece sabe que eu não sou MESMO de tietar e tirar foto então…mas essa vale porque Serginho Groisman é um ícone da minha adolescência, num tempo em que não tinhamos nem internet mas que permanece até hoje íntegro e interessante para novíssimas gerações 2.0.
Fui uma única vez no Programa Livre (SBT) em 1991. Num dia em que Arrigo Barnabé foi entrevistado e eu estava com a turma do 2º colegial. Me esbaldei, fiz até uma pergunta pra ele! e foi a glória do colégio!
Daí que sempre achei o Serginho um cara original, bacana, sempre na dele, digno e profissional
E agora em 2009 fui a convite da CGCOM (vivas para a equipe: Carlos Alberto e Juliana Novochadlo) para assistir ao programa Altas Horas (Globo) e reviver essa experiência. Dessa vez estava com minha turminha de blogs: @samegui, @inagaki, @gnsbrasil e @kakoferreira.
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Encontrei um texto antigo do Serginho no portal “Fala, Brasil’ (20/11/2004). Reproduzo na íntegra porque é muito representativo:
Ser Famoso Pra Quê?
“Pra mim a coisa é muito clara: trabalho na TV brasileira porque acho que posso contribuir com um ponto de interrogação, Serginho Groisman.
Fama e poder. Esse é o binômio que move o célebre, o famoso, o artista, a modelo, o ator, o diretor, os big brothers. Mas ser famoso pra quê?
Pra ser conhecido, poder furar filas, viajar de graça, comer de graça e ainda ganhar uma grana? Só? Isso é pra poucos. Sei que sou conhecido por boa parte da população brasileira que não tem outra opção de divertimento a não ser a TV.
Mas sou conhecido sem ser arroz-de-festa, sem ter que me deixar fotografar em casa, em ilhas ou castelos. Sou conhecido sem ter que necessariamente namorar famosas gostosas, sem porra nenhuma na cabeça.
Pra mim a coisa é muito clara: trabalho na TV brasileira porque acho que posso contribuir com um ponto de interrogação.
Prefiro ser o ponto de interrogação do que o de exclamação, todo bem vestido, animando a festa, travestido de terno ético com a ceroula manchada por uma consciência violentada.
Prefiro ser o da madrugada, uivando por telespectadores que gostem de Gismonti ou Bruno & Marrone, mas que saibam que o famoso não sou eu. Quero ser aquela celebridade invisível.
Quero ter o respeito e a admiração de quem precisa, como o marginal armado que tentou levar meu carro e se espantou comigo, abaixando a arma. Espero que ele esteja bem. Não porque não atirou em mim, mas porque a marginalidade não é caminho pra se tornar uma celebridade.
Os rostos e impressões digitais das pessoas que escolhem esse caminho não acabam estampados em capas de revista, mas em fichas do IML, das casas de detenções e das Febens.
Ainda assim, ser famoso pra quê? Pra poder comprar um carro blindado, contratar seguranças, motoristas, agentes e assessores de imprensa?
Pra estampar capas de revistas só porque trocou de namorada ou porque agora está com a ex do fulano, que na semana passada era capa com um título qualquer jurando amor eterno?
Academia, cirurgia plástica, pequenos escândalos, casamentos circunstanciais não exigem estudo nem pesquisa. Pra muitos, a invasão de privacidade é o que de melhor a humanidade inventou.
Mas só sofre essa invasão quem quer. Não ter medo de enfrentar filas, de ir ao cinema e ter uma vida comum é possível. Mesmo sendo famoso.
Hoje em dia, difícil é permanecer famoso. Porque permanecer famoso não é fama nem sucesso, mas resultado.”










6 comments ↓
Porra! Eu lembro desse dia do Arrigo! Ele com o piano no meio do palco! Falando de Clara Crocodilo! Depois chiando que não fazia sucesso e tal. Lembro perfeitamente! Que legal isso!!!
Memórias de um tempo que tudo a gente podia. Olha, uma delícia teu depoimento e fiquei arrepiada com o texto do Serginho. =*
Até hoje, qdo assisto o Altas Horas, vem aquela lembrança boa… comecei a acompanhas o Serginho ainda na TV Cultura, no Matéria Prima. Imagino como foi pra vc ter tirado essa foto =)
Lilica, duas coisas.
1 - O texto do Sergito caiu como uma luva. Vou trabalhar ele com meus alunos de Projeto de TV amanhã mesmo!
2- Desde quando vc não curte uma tietagem? Ah vai! Quem não te conhece que te compre e em 12 parcelas hein…hohoho! Malandra!
Fala garota. Eu assistia o Matéria-Prima da TV Cultura.
Tem gente que ama ser famoso enquanto outros odeiam a fama que tem.
Amei o texto do Serginho, tambem sinto saudades daquela epoca…Fala Garoto-a….
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