Miss Faghag, yes I am.

*Miss FagHag pra quem não sabe é um apelidinho dado para mulheres amiga de gays e com eles ela anda pra lá e pra cá.

Um post gigante cheio de tudo, mas vamos lá:

A minha mãe trabalhava ao lado do Teatro Procópio Ferreira quando eu tinha uns 4, 5 aninhos e eu convivi com as beechas-clichê. Eram todos cabeleireiros incríveis e maquiadores, figurinistas de teatro que sempre me levavam para assistir os ensaios da Sandra Brea a primeira mulher travesti que eu conheci. Por isso devo a eles a prática em colocar um cílios postiços, dar um truque na roupa e jogar o cabelón como fazia a musa. ATóRON.

Minha avó teve uma faxineira que era uma travestizona, a Catarina, ela era do sul e tinha quase 2 metros de altura e limpava uma casa como ninguém. Catarina era uma figuraça, ela adorava pão com geléia. Nossa nunca me esqueço quando ela enchia o pão com geléia e saia comendo pela cozinha deixando pingar no chão era muito engraçado. E a Cata passando roupa e escutando programa de rádio AM “Que saudade de você” que contava aqueles casos escabrosíssimos a la Gil Gomes, mas eram só de amor e paixão. Eu conversava horas com ela. Por isso I belive in Almodovar!

Sem falar que eu conheci Roberta Close de pertinho mesmo cuidei do camarim dela quando eu trabalhava na TV Manchete, e vi como ela é sem maquiagem, todos os segredos de beleza não conto não conto depois toda montada! Uma coisa de louco.

E tem meus amigos me chamam de travesti Lili com o maior carinho! UM BEIJO PRA VC QUE É TRAVESTI.

Claro que fora os travis, tenho amigos que vestem terno Ricardo Almeida, são empresários e a parte são bofes discretos. Outros são assumidíssimos e casadíssimos há décadas. E tem aqueles que estão por aí pegando geral.

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E domingo é dia de Parada do Orgulho Gay, há 2 anos anos não consigo ir. Mas hoje já planejei o fervo com amigos e amigas. A manifestação ainda que tenha virado uma micareta repleta de vinho barato estaria assim abençoada por Baco é uma demonstração de ‘existência’ de um número gigante de pessoas que como eu acham legítimo e aceitam que é possível se apaixonar e viver um amor com pessoas do mesmo sexo.

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Nesta semana, depois da Claudia Giane nos enviar o release do 1º ambulatório de saúde do Brasil dedicado exclusivamente a travestis e transexuais e daí começou uma boa conversa entre blogueiros do grupo M de Mulher. Compartilhamos posts:

Transexuais aqui e acolá 

Nossos filhos podem ser gays e daí?

E gerou muita conversa boa, com autorização reproduzo uns trechos aqui:

O termo “opção sexual”, como muitos utilizam, é inadequado para qualquer situação. Como você mesmo disse lá, a sexualidade nasce conosco, não é mutável. Então, o mais adequado seria utilizar “orientação sexual”. Esse termo “opção”, é algo que buscamos quebrar já há algum tempo, pois dá a entender que “escolhemos” nossa sexualidade, que escolhemos ser homo ou heterossexual, o que não é verdade.

Pablo Biglia 

 

(…) tive um “mordomo” como chamava minha madrinha, ele era um lord e cuidou de mim e dos meus irmãos por alguns anos. Filho de uma conhecida da minha vó, uma doçura de pessoa!

Conviver com o diferente nos faz ver como as pessoas se assemelham ou não pelos valores e os sentimentos.

Sam Shiraishi 

 

(…) quando a sociedade homofobica pega pesado, vem com a argumentação de que no caso do gay que se ‘veste de mulher’ só quer putaria e por isso faz programa. Quando não é bem assim…Um banco não contrata para ser caixa, nem a padaria contrata um atendente, e na agência de publicidade não contratam para a recepção um travesti….E aí a gente acaba de novo caindo na questão que é o despreparo e a hostilidade da escola  (professores/alunos) para receber ‘o tal diferente’. Afinal sem formação educacional a gente hj em dia não sai do lugar. (…) não gosto muito desse termo ‘diferente’ porque afinal quem é igual? Eu posso ser mulher mas não sou igual a outras mulheres no sentido de que cada ser é único pelo simples fato de ocupar uma posição distinta no tempo e no espaço.)

Liliane Ferrari

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NOTICIA DECENTE

A Secretaria da Saúde inaugurou nesta semana um centro com profissionais especializados, preparados para lidar com as dificuldades e demandas específicas do público LGBT.

O ambulatório pode fazer 100 atendimentos por mês e é especializado em urologia, proctologia e endocrinologia (terapia hormonal), avaliação e encaminhamento para implante de próteses de silicone e cirurgia para redesignação sexual. Gente achei muito DIGNO, muito!!!!

O centro deverá se tornar uma referência para a saúde pública no Brasil. Para isso, irá elaborar protocolos clínicos, desenvolver e avaliar tecnologias e modelos assistenciais e promover atividades integrando movimentos sociais. Será também um local de treinamento para profissionais de saúde nessa área de atuação. 

A orientação sexual e a identidade de gênero são fatores determinantes para a saúde, não apenas por implicarem em práticas sexuais e sociais específicas, mas também porque podem significar o enfrentamento cotidiano de preconceitos e violações de direitos humanos. 

“Trabalhamos para todos e para todas. Eles são considerados cidadãos e, portanto, devem merecer serviços públicos e devem ser defendidos da discriminação e das agressões”, disse o governador José Serra. Olha que fofo!

O ambulatório estará aberto de segunda a sexta, das 14h às 20h e fica na rua Santa Cruz, nº 81, Vila Mariana, São Paulo no DST do CRT/Aids. Não gostei muito que o ambulatório mantenha o nome que tem Aids no meio, porque acredito que colabora institucionalmente para perpetuar o rótulo.

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EVENTINHO PARA CINÉFILOS E BLOGUEIROS LGBT

O crítico de cinema Christian Petermann conversa sobre a produção cinematográfica LGBT na Cozinha da Matilde, será uma conversa aberta à interação com o público presente, num bate-papo pop e inteligente sobre a representatividade e a inclusão dramática do homossexual na Sétima Arte e sobre os grandes nomes do chamado Queer Cinema, seja ele New, Old ou Atemporal. 

E no mesmo dia vamos aprovieitar para reunir blogueiros de temática LGBT num mini Camp informalíssimo na onda todo o movimento provocado pela Parada do Orgulho Gay de São Paulo que acontecerá neste domingo dia 14.

Letícia Massula chef anfitriã da Cozinha da Matilde colocará à disposição pequenos quitutes para acompanhar a noite, mais caldos e porções variadas e o famoso brigadeiro de colher. Nenhum dos sentidos deixará de ser satisfeito! 

Quando: 16 de junho de 2009 às 19h30 

Onde: Cozinha da Matilde  Quanto: R$ 15,00 - consumo à parte 

Informações e Reservas: cozinhadamatilde@gmail.com

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