Você tem poucas chances de assistir um verdadeiro “O Banquete” de Zé Celso. A peça é uma ode ao amor, como ele mesmo fala: “É sobre o amor de qualquer tipo, porque para mim não há o amor hetero ou o amor homo, é apenas amor. No entanto não pode existir liberdade em nenhum sentido, principalmente amoroso, se qualquer forma de amor for cerceada, demonizada não existe razão de ser..”
Faço questão de reproduzir na íntegra o release mais bacana que recebi. Em forma de poema! PHYNO. E a foto então? está sensacional!!
RELEASE
Na segunda fogueira de Junho dia 24noite de São João
entre as noites mais longas do ano
estréia O Banquete,
diálogo de Platão
encenado pelo Teatro Oficina Uzyna Uzona
que o prepara desde alguns meses atrás
para virar Bori
de Pratão
oferecido a Eros.
A transversão do texto
por José Celso
começou em março
depois do convite do festival Queer, em Zagreb na Croácia
para onde foram seis integrantes do grupo
realizar com sérvios e croatas “Gozba”, o Banquete
em ensaio aberto no dia 10 de maio.
O trabalho lá
tornou-se missão
de descatequização
“a mensagem toda do espetáculo foi formada durante os ensaios, com os atores, seguindo suas emoções e reações. Nos olhos deles e nas palavras explicitadas eu pude reconhecer o medo, relacionado à homofobia, na sociedade croata, que hoje ocupa o lugar que era do nazismo e do stalinismo.”
disse o diretor a jornal croata.
Depois o grupo partiu para a Grécia
e abriu caminhos para a realização das Bacantes
no teatro de Epidauro em 2010.
Ao voltar
Zé Celso trabalhou mais sobre o texto e
desde o dia 04 de junho,
depois de quatro leituras,
o grupo levanta a encenação,
trabalhando principalmente sobre
a interpretação do texto tornado “phala”
em versos musicados.
A pista do Oficina vai transformar-se em chão de camas
para o encontro dos banqueteiros que
reunidos na casa do poeta Agatão,
recém chegado da vitória com Bacantes nas Dionísiacas,
mas ainda na ressaca do banquete anterior,
decidem por outro jogo: dar a Eros, cada um, um canto – e assim beber menos.
Entre eles estão personagens históricas de 2500 anos atrás,
o poeta Agatão feito por Marcelo Drummond,
Aristófanes, o comediógrafo de As Nuvens, interpretado por Sylvia Prado,
o médico Erixímaco, por Rodrigo Andreolli, a filósofa Diotima por Camila Mota,
Sócrates, personagem principal através da qual Platão constrói todos seus diálogos, interpretado por José Celso,
Heráclito, o filósofo,
e personagens da mitologia grega, que originalmente surgem apenas nos discursos proferidos
mas estão incorporados na versão do Oficina:
Orpheu e Eurídice em seu caminho para o Hades;
os Andróginos que partidos pelo raio de Zeus tornam-se homem e mulher
na encenação ritual do mito de surgimento dos gêneros a partir dos transgêneros;
e Eros, nascido do pai Poros e da mãe Penia, a Necessidade, cujo parto é encenado;
além de Jesus e Iemanjá.
O Banquete é um dos mais de trinta diálogos filosóficos escritos por Platãono século V a.c.
e hoje considerados obras seminais do pensamento ocidental,
estudados diariamente por filósofos e fundamentais na formação das teorias da psicanálise.
Em todos eles, Sócrates, fundador da academia peripatética, que em vida fora o mestre de Platão,
aparece como interlocutor preferido das personagens.
O Bori de Pratão é oferecido a Eros,
ao amor, de qualquer tipo
“Muitas pessoas hoje fazem guerra contra o amor, mas nós estamos lutando pelo amor. E não precisamos de armas para isso, nossas armas são música e poesia. Amor, assim como teatro, dá poder, cultiva a vida, e necessitamos, a todo tempo, poesia, como ar.”
e vai se realizar apenas nas seguintes datas:
24 de junho de 2009, 21:00h - estreia
27 de junho de 2009, 21:00h
e 28 de junho de 2009, 19:00h - temporada
tempo estimado de duração: 4 horas
ingresso : R$40,00 inteira R$20,00 meia
com direito aos comes do Banquete
o vinho custará R$5,00 e deverá ter fichas compradas com antecedência na bilheteria
Os ingressos já estão a venda na Casa de Produção do Teatro Oficina
tratar com Vanessa Tomaz nos tels. 11 31040678 / 31065300
***
Serviço: “O Banquete”
Estréia: Quarta-feira 24 de Junho às 21h
Reapresentação: Sexta, Sábado 21h e Domingo 19h
Preço: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia entrada)
Endereço: Rua Jaceguay, 520 – Bixiga
Censura: 16 anos
Estacionamento no local: R$ 10,00
Chapelaria: Sim
Lotação 300 pessoas
Mais informações e compra antecipadas de ingressos: www.teatroficina.com.br






0 comments ↓
There are no comments yet...Kick things off by filling out the form below.
Leave a Comment