
Pra variar mais uma vez há polêmica no Twitter. E dessa vez vou opinar porque ela é blogueira (Blog 4 Mom) e mãe como eu. O que está acontecendo desde o dia 17 de dezembro com Shelly Ross, 37 anos, no twitter @Military_Mom, uma norte-americana que vive na Flórida, me deixou indignada com a postura e a reação das pessoas isso porque ela tuitou o lamento de que o filho Bryan de 2 anos tinha se afogado na piscina pouco depois do ocorrido.
E frases maldosas do tipo:
Mom Tweets While Son Drowns, saiu no Florida Today
Que tipo de mãe twitta a morte do filho? (essa está na chamada da matéria do Estadão) pipocam por aí.
Os juizes morais de plantão não iam deixar essa passar, ainda mais porque é um prato cheio ao sensacionalismo: morte, criança, twitter, internet, mãe….Eu posso responder a pergunta acima assim: Qualquer tipo de mãe que usa a internet como meio de comunicação e faz dele também sua plataforma de interação na alegria e na tristeza.
Respondi????
Muita gente ainda não se dá conta de que julgamentos morais não lhes dizem respeito e que as ferramentas de publicação de conteúdo online estão para registrar tudo de bom e ruim que o usuário quiser.
Li o post do professor de comunicacão, Andre Lemos sobre o assunto e é de uma clareza absurda! Compartilho com vocês aqui, clique e leia também!
Lamento muito a morte da criança, a dor profunda dos pais e me solidarizo com a família em preces.
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Aqui está o conteúdo do post mais recente que Shelly Ross teve que escrever repercutindo essa coisa toda de críticas e como se não bastasse perder um filho, ela tem que gerenciar comentários sobre sua conduta e implora na melhor versão: ‘Deixem a gente em paz!’
Media outlets: Please leave us alone, stop trespassing onto our property. Yes this includes the private drive you have to turn down to get of our home. Stop calling me my family and friends for comments. WE ARENT GIVING ANY, PERIOD, END OF STORY FOR YOU. Stop posting my information, photos of my home and address.
Those who do not know me, us our family: Find a hobby, get a job, get a clue please. You do not know me us or him. You do not have the right to speak or type his name. He was better than you in every way. Stop slandering my name, stop disrespecting my son and husband with your pitiful pathetic mouths.
There have been NO interviews granted by myself, my husband or my family. There will be no interviews granted, period end of story. So for those who have “covered” this tragedy without learning the facts, and who have miss spoken and have not gotten it right, gee thanks. If it were not for you I could mourn in peace. Let’s try this why don’t we, leave me alone, find your next victim and let my sons memory be one of good and peace and strength.
LEAVE US ALONE















12 comments ↓
[...] Na alegria e na tristeza… | Liliane Ferrari lilianeferrari.com/2009/12/21/na-alegria-e-na-tristeza – view page – cached Pra variar mais uma vez há polêmica no Twitter. E dessa vez vou opinar porque ela é blogueira (Blog 4 Mom) e mãe como eu. O que está acontecendo desde [...]
Algum tempo atrás, logo que eu recebi a noticia do falecimento do meu avô, eu fiz o mesmo que esta mãe fez: compartilhei esta informação com os meus contatos. E chegaram varias mensagens de apoio que me confortaram em um momento tão difícil que era aquele impacto da noticia da morte dele. Mas pelo menos demonstra que este caso pode ser uma exceção, um mal entendido ou qualquer coisa do tipo. Tomara que ela esteja melhor agora após um perda tão grande e uma incompreensão dessas com sua postura.
Oi, Lili. Concordo com vc a respeito do modo como as pessoas expressam seus sentimentos, sejam eles bons ou ruins, no twitter… mas também penso que, a partir do momento que esta mãe levou a público seu momento de tristeza, ela permitiu que todos pudessem compartilhar com ela seu momento. Portanto, como ela pode pedir agora que, por favor, “os deixem em paz”? Sim, existem inúmeros “juízes morais” espalhados por todo canto, inconvenientes e maldosos, contudo, cada um tem o direito de expressar sua opinião, já que a mãe colocou isso para quem quisesse saber. Todos sabemos que o twitter é um meio livre de comunicação, mas se vc quer ter mais privacidade, é só ativar aquele “cadeadinho” e permitir acesso de quem vc ache interessante e confortável para vc. Beijos. Sara
Lili, o grande problema de compartilhar grandes tristezas no Twitter, no Blog ou em qualquer outra mídia em que seus leitores/seguidores não são obrigatoriamente seus amigos, é a abertura da intimidade. Ao escolher não compartilhar da dor, a pessoa se isola e não permite que pessoas que não fazem parte de sua vida de maneira real possam palpitar ou piorar a dor. Falo por experiência própria.
Ao compartilhar da dor com seus seguidores, a pobre mãe da criança afogada trouxe desconhecidos para um lugar onde só deveriam existir amigos.
Não estou defendendo os urubus e os maldosos, longe disto. Mas ela não pode reclamar da exposição. Ela escolheu.
Ela pode reclamar, sim, da falta de noção destas criaturas abomináveis que resolveram encher o saco dela, quando deveriam escrever apenas um “eu sinto muito”
gostei do teu enfoque no post, viu? mas chovem criticas, quando giorgio sofreu o acidente eu avisei às pessoas da melhora por dois posts (em 15 dias) no blog e muita gente me odiou!
Como mãe também, imagino a dor e entendo que ela tenha usado a internet como um canal de desabafo. Quantas de nós não fazemos isso? Acredito que a polêmica tenha se dado por vários aspectos: as pessoas desconhecidas mencionadas em outros comentários, que se acharam no direito de se meter na vida alheia; aqueles que entenderam que ela postava em um horário e era em outro e gerou um pré-julgamento. Estamos expostos e sujeitos aos “olhos” de muitos e, em sua maioria, sem vínculo afetivo. Acredito que tenha tomado esta proporção por ter sido pela internet, mas diariamente estamos sujeitos ao julgamento superficial e implacável. Tomara que ela esteja melhor, porque a perda de um filho a gente não se recupera, apenas, acho, aprende a conviver com a dor.
Desde que me tornei mãe sou obrigada a ouvir sugestões e comentários de ESTRANHOS na rua. Não importe o quanto vc ame seu filho, sempre haverá alguém que encontrará um botão faltando, uma frase que eu deveria ter dito, como eu deveria ter me comportado… Descobri que ser mãe é ser “coisa pública” ou ser culpada por algo. Sempre.
A moça não escapou desse ódio à maternidade, proferida por homens e mulheres mal resolvidos com suas próprias origens.
é fácil falar dos outros sem conhecer realmente a verdade.Infelizmente, as pessoas usam as informações da mídia para tecer pré-julgamentos. Nem sempre estas informações são procedentes. Se eu tivesse um twitter na época em que meu filho desapareceu (eu ainda não o usava, embora tivesse o cadastro no site), talvez eu o tivesse encontrado vivo. Com certeza eu tuitaria que ele estava desaparecido, e que eu o encontrei dias depois, morto.
Cada um sabe de si. Julgar é fácil; difícil é ser solidário e ter a capacidade de compreender a dor alheia.
Obrigada pelo post e por sua alma tão linda, querida!
beijo,menina
[...] vi um post (da @lilianeferrari) sobre uma mãe que tuitou pouco depois da morte por afogamento do seu filho de [...]
Oi Lili !
Não tinha visto a matéria do Estadão, mas a mãe em questão pode ter twuitado num momento de puro desespero, na falta de um ombro amigo “real” , ela pode ter procurado um “virtual”, será q alguém pensou nisso ?
Aproveitando para desejar um Hiper Feliz Natal a vc, sua família, e a todos os que te acompanham por aqui.
E que em 2010, todos os seus sonhos possam tornar-se realidade.
Bjs
Ana Paula
A Maria Carolina falou exatamente o que penso. Ao mesmo tempo em que a Sam encontrou muito conforto e descobriu amigos verdadeiros, muita gente vem falar mal, é a abertura da intimidade que faz com que as pessoas sintam-se no direito de tacar pedras.
Antes do seu post tinha uma outra visão da “mãe que tuitou a morte do filho”, entendo agora que ela queria conforto, que a relação dela com a internet e as redes sociais é diferente da minha, mais reservada. É uma pena que as pessoas ao invés de ficar cada um na sua se não tem nada bom para dizer, preferem criar intriga, apontar o dedo e jogar pedras. Seu post e o da Sam esclareceram muito para mim.
Adorei seu blog e pretendo sempre voltar por aqui! Comecei o meu faz pouco tempo.. Me diz o que acha quando tiver um tempinho.. Um beijao e Feliz Natal!
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