(…) Diante da repercussão negativa, Neymar e Paulo Henrique foram ontem à TV Bandeirantes, para pedir desculpas. “Conversei com o meu pai, e percebi como foi ruim a nossa postura. Por isso, temos que pedir desculpas”", afirmou Neymar, alegando que teve receio de entrar na casa espírita e não se sentir bem diante de algum ritual. “Mas há outro motivo e isso não pode ser dito aqui e tem de ficar fechado no grupo.”"
Ao participar do programa por telefone, Robinho afirmou que Neymar tinha falado demais e procurou se justificar. “Só ao chegar soubemos que se tratava de um ambiente espírita. Cada jogador tomou a atitude que achou conveniente, e acho que a religião de cada um precisa ser respeitada. Ninguém orientou a gente para que tomássemos essa atitude. Ela foi movida pela religiosidade de cada um. Isso não tem de virar polêmica.
(…) Onze jogadores entraram no Lar Mensageiros da Luz e deram atenção aos doentes. Dos titulares, apenas Felipe, Edu Dracena, Pará, Arouca e Wesley. Os outros foram Wladimir (goleiro reserva), Zé Eduardo, Maikon Leite, Breitner, Zezinho e Gil.”
Trecho extraído do jornal O Estado de São Paulo - leia a íntegra da matéria, clique aqui.
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É de estarrecer a postura que tiveram em plena Páscoa os jogadores Neymar, Robinho e Paulo Henrique, hoje pertencentes ao time do Santos porque amanhã podem estar jogando onde pagarem mais, lógico. Essas três pessoas preferiram ficar dentro de um busão por 2 horas!!!! a entregar ovos de páscoa para quem não tinha nada a ver com o pato: crianças e adolescentes com paralisia cerebral.
Burrice, falta de assessoria, péssimo traquejo social, pitizinho… isso é falar o mínimo para classificar a atitude medíocre que tiveram. Crianças inocentes e para agravar: doentinhas, estejam elas amparadas por qualquer que seja a instituição, religiosa ou não, e que tem nesses jogadores verdadeiros super-homens, não mereciam nunca serem preteridas a um suposto conflito financeiro-religioso.
Se esses jogadores não tem recebido seus direitos de imagem, se eles ficaram putinhos pela reprimenda que sofreu o coleguinha Madson que chegou atrasado no treino, se o clube fazia marketing, tudo isso é pequeno demais diante do que efetivamente fizeram. E tiveram 2 horas dentro do ônibus para refletir e mudar de ideia, mas não mudaram.
Me pergunto onde estava esse vigor e fervor evangélico quando Robinho se metia em confusões e até suspeita de estupro em boates da Inglaterra? Onde estava essa virtude religiosa quando Neymar fez aquela falta feia em Pierre do Palmeiras? Onde?? Dois pesos e duzentas e vinte duas medidas…
Como assim alegar: “não se sentir bem diante de algum ritual” sr. Neymar ?? Ali não havia ritual algum, não subestime a inteligência alheia, havia lá somente crianças ansiosas por um tiquinho de atenção de quem elas admiram. [pois só inocentes mesmo para ainda admirá-los]
Religião por conveniência foi bem isso que eles demonstraram com essa atitude mesquinha e que com certeza deve ter sim envergonhado os verdadeiros evangélicos de alma.
Amor ao próximo é algo que não se ensina a ter. Solidariedade está no caráter, coisa que pelo menos Neymar e Robinho já mostram escassez.
Não merecem ser ídolos de ninguém, merecem total desprezo e repulsa.
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[E a Roda da Fortuna gira, gira rápido. Nos falamos daqui um tempo]















8 comments ↓
concordo com TUDO o que disse liliane. menos com a palavra “doentinhas”, porque paralisia cerebral não é doença. é uma deficiência.
é por isso que sou contra caridade. prefiro responsabilidade. comprometimento. esses aí não sabem o que é uma coisa nem outra.
Bom, eu como nunca vi nada de ídolo em jogadores de futebol, não posso considerá-los ídolos de nada.
Só posso lamentar que eles ainda sejam vistos como figuras importantes, seja para adultos que não têm noção, seja para crianças que, através deles, sonham em se tornar alguma figura famosa.
Aì está na hora de refletir: os escândalos envolvendo jogadores de futebol são diversos. Tudo bem que boa parte deles envolvem mulheres, sexo e drogas, mas quando envolve criança, especialmente as doentes que são mais carentes e buscam somente afeto, eles assinam o quão ignorantes e superficiais são.
#fail
oi Cris
tks pelo seu comentário!
me referi como ‘doentinhas’ sem nenhuma conotação pejorativa, pelo contrário, fui pelo senso-comum, pensei em dizer na ‘condição’ até, mas talvez ficasse menos inteligível ainda.
é verdade q caridade nao resolve situações, concordo, entretanto é uma atitude tão arraigada nos costumes cristãos q não se erradicará e sua substituição, se houver vai ser lenta. talvez aos poucos a sociedade se ligue q é melhor ser responsável a ser paternalista, mas vai levar anos…
fique tranquila. eu entendi que não foi pejorativo. só aproveitei para exercer minha militância e conscientizar as pessoas, que ainda confundem deficiência com “doença”. deficiência com “peninha”. com “coitadismo” e por aí vai.
essas crianças com paralisia cerebral dessa instituição deveriam estar nas escolas comuns, na vida. e não segregadas em um lugar como “seres dignos de pena”.
é isso o que mais me incomoda. elas têm cidadania e direitos.
e ainda, pra piorar, vem esses imbecis, a troco de fazer caridade, humilharem as crianças. e ainda com desculpas religiosas.
agora, isso só aconteceu por causa da indústria da caridade. dos “costumes cristãos”.
mesmo que demore anos para esse quadro mudar, enquanto estiver viva, lutarei para que mude.
de qualquer forma, super valeu esse teu post. principalmente porque ele está impregnado pela sua revolta diante do ocorrido.
gostei de lê-lo.
Liliane, junto minha indagação as suas: onde estava o engajamento religioso de Robinho quando ele foi a Sapucaí, no Carnaval?
E além de burrice, falta de assessoria, etc., foi também (e pior) desumanidade. Desumanidade com crianças que acima de qualquer religião ou condição são CRIANÇAS.
Estou chocada, triste e revoltada.
Foi o que eu disse no Twitter: se eles se recusaram a entrar lá alegando motivos religiosos, isso só mostra que não entendem rigorosamente nada da fé que praticam.
E, pior, segundo consta, ainda ficaram ‘batucando’ e cantando dentro do ônibus.
Independente da religião ou da fé que prega a entidade assistencial, o que importa é o trabalho que desenvolve, que é nacionalmente reconhecido.
Infelizmente, ataques de estrelismo causaram essa situação toda, que ficou muito, mas muito feia para os jogadores envolvidos.
bom, apesar da tamanha falta de consideração vista nesse ato, isso de forma alguma me surpreende, haja visto que se trata de “ídolos” que, como você mesma quase disse no post, em breve estarão jogando onde pagarem mais, lógico. sim, o comportamento deles pode servir como exemplo para alguns seres humanos desavisados, mas aí é outra história…
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