Os felizardos sorteados no Daydreaming pra ver a pré e participar do debate com a diretora do filme são:
Larissa
Dani Schiavo
Tahia
Vitorio Tomaz
Juliane Morais
(os prints das telinhas estão guardados caso queiram auditar o sorteio!)
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Promô relâmpago!!! Lili Ferrari & Brazucah Produções oferecem 05 convites para a pré-estreia do filme “Sonhos Roubados”no dia 13 de abril. Para concorrer é simplérrimo: deixe seu nome e email nos comentários deste post.
Serão 05 felizardos!!! Participe!!! Você tem até segunda, dia 12/4 às 16h para deixar seu nome, concorrer e ver antes de todo mundo esse filmão! Sem falar no privilégio que será poder participar, após a sessão, de um debate com a diretora Sandra Werneck.
SONHOS ROUBADOS
Data da pré-estreia: 13/4
Horário: 10h30
Local: Espaço Unibanco – Rua Augusta, 1475
Veja o trailler:
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Pois é, “calça da Gang toda mulher quer! 200 reais pra deixar a bunda em pé”. Sempre achei óoootimo esse versinho de funk. É um daqueles que eu sei de cor e às vezes gruda na cabeça, sabe? Aí canto mentalmente o dia inteiro.
E por incrível que pareça ele resume muuuita coisa sobre o universo feminino: o desejo de ter a bunda mais gostosa do mundo graças à uma calça de marca que divinize e diga tudo sobre você. Pra quem mora no morro e vive de salário ralo, gastar 200 paus numa calça que abala Bangu é obviamente igual a menina de classe média pedir pro pai atolado no cheque especial mais R$1000 pra conquistar uma calça Citizens of Humanity e desfilar na Rua Amaury em São Paulo. Em ambos os casos mulheres gostam de status e basicamente é o que vestimos que traduz o que queremos ser no nicho da sociedade em que vivemos e dizem a que viemos também.
Por isso achei demais essa fala ‘da Gang’ no final do trailler. É uma frase tão carioca mas ao mesmo tempo é tão reveladora da alma universal, principalmente, das adolescentes. Me ganhou total o filme.
“Sonhos Roubados” conta a trajetória de três adolescentes que vivem na periferia carioca. As famílias disfuncionais, a gravidez precoce e a falta de dinheiro são realidades cotidianas. Elas acabam encontrando na prostituição uma saída possível. Mesmo assim, usam o humor todo o tempo para refletir suas decisões e procuram curtir a vida com as oportunidades que surgem: um namoro novo, um baile funk ou aquele mp3 tão sonhado.
Jéssica (Nanda Costa) divide suas atenções entre cuidar do avô Horácio (Nelson Xavier) e de sua filha Britney, fruto do relacionamento com o evangélico Andresson (Silvio Guindane). Já Daiane (Amanda Diniz), amiga e moradora da mesma comunidade, vive em busca do afeto de seu pai, Seu Germano (Ângelo Antônio), figura ausente e que reluta em ajudá-la a dar uma festa de 15 anos. Sabrina (Kika Farias) completa o trio de adolescentes de “Sonhos Roubados” se apaixonando por um traficante da comunidade.
Apesar de todos os problemas, as meninas buscam realizar seus sonhos. Por isso, não hesitam em se divertir no baile funk ou faltar aula para ir à praia. As três amigas trocam confidências sobre seus problemas, desde a falta de professores da escola pública até as dificuldades dos programas com homens mais velhos. “Sonhos Roubados” mostra questões específicas de comunidades cariocas, mas também vai além apresentando dilemas universais de qualquer adolescente que transpassam a cidade em que moram.
O fime foi patrocinado pelo braço nacional da World Childhood Foundation, criada por S. M. Rainha Silvia da Suécia, a Childhood Brasil (Instituto WCF-Brasil) foi fundada em 1999 com sede em São Paulo. Seu foco é a proteção da infância contra algumas das piores formas de violência: abuso e a exploração sexual. A organização apóia projetos desenvolvidos por outras ONGs em comunidades, fomentando experiências inovadoras de intervenção e contribuindo para o desenvolvimento de organizações de base. Em paralelo, desenvolve programas próprios que informam a sociedade, capacitam diferentes profissionais, fortalecem redes de proteção, disseminam conhecimento e influenciam políticas públicas, contribuindo para transformação positiva e duradoura.
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Particularmente adoro a Sandra Werneck.! Foi a 1ª pessoa que eu convidei para participar de um programa de TV. Quando eu era novinha novinha mesmo! e trabalhava com a Maria Lydia na TV Gazeta estava em uma festa no Maksoud Plaza e a Sandra também estava. Eu a reconheci e lembrei que ela havia há pouquíssimo tempo lançado o filme “Pequeno Dicionário Amoroso”.
E eu, toda estagiária de 1ªviagem, tomei uma taça de prosecco e veio a coragem pra me apresentar e ainda convidá-la para participar da bancada do programa. Ela foi muito receptiva, atenciosa de verdade e aceitou o convite. Dias depois estava no Gazeta Meio-Dia. Fiquei felizona da vida! Me senti ‘a produtora’.
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Primeiro a entrevista com Sandra Werneck (material enviado pela assessoria do filme).
Por que decidiu levar esta história para o cinema?
SW- li no jornal uma matéria sobre o lançamento do livro da Eliane na época em que estava lançando meu último documentário, sobre gravidez precoce, o “Meninas”. No mesmo dia fui comprar o livro e li rapidamente. Em seguida resolvi ligar para Eliane e pedir os direitos do livro, naquele momento eu decidi que era sobre isso que eu queria fazer meu próximo longa de ficção.
Você já tinha se aproximado do tema com o documentário “Meninas”. Como foi entrar em contato com esse universo?
SW-O melhor laboratório foi ficar durante dois anos em contato com essas meninas, nesse ambiente. Eu pude absorver material de sobra para caracterizar as personagens e o ambiente de “Sonhos Roubados”. E depois disso, claro, ler e reler o livro muitas vezes.
Por que a opção de trabalhar com atrizes relativamente desconhecidas nos papéis das protagonistas?
SW-Sempre achei um desafio trabalhar com atores desconhecidos ou pouco conhecidos na mídia. Eles podem trazer frescor e sempre se empenham muito para descobrir seus personagens.
Como foi o trabalho de preparação de elenco e a escolha das meninas?
SW-Eu fiz vários testes com atrizes conhecidas ou não. Vieram meninas de várias comunidades, do “Nós do Morro” e também atrizes quase desconhecidas, indicadas para o teste.
O filme conta também com ícones da dramaturgia brasileira com Daniel Dantas, Ângelo Antônio, Marieta Severo e Nelson Xavier. Como foi a relação deles com as três protagonistas durante o set de filmagem?
Foi maravilhoso mesclar atores experientes e profissionais com as meninas. Todos eles contribuíram da melhor forma possível, para que as meninas se sentissem a vontade no set para representar.
O livro de Eliane conta a história de seis meninas, mas você fez a opção de centrar o filme em apenas três delas. Qual o motivo desta escolha?
SW-O motivo da escolha e simplesmente porque, quando há muitos personagens, não se consegue aprofundar a história. Na verdade tirei um pouco da riqueza de cada uma das seis meninas do livro. Misturei as historias e acabou ficando a trajetória da Jéssica, Daiane e Sabrina.
Apesar de o filme se passar em uma comunidade carioca, esta realidade pode ser transposta para outros locais do Brasil, não?
SW-A história dessas meninas acontece o tempo todo em muitas comunidades de qualquer região brasileira.
Temas como pedofilia, gravidez na adolescência e famílias disfuncionais estão a todo o momento nos noticiários. “Sonhos Roubados” é uma maneira de alertar sobre estes problemas sociais?
SW-Claro, mas não só isso. Este filme também transporta você para um universo em que existe alegria, solidariedade e amizade.
A trilha sonora é um elemento importante no filme. Como você chegou a ela?
SW-
Convidei o Fabio Mondengo, Fael Mondengo e Marco Tommaso porque tinha adorado a trilha do filme Meu Nome Não e Johnny. A trilha tem vários ritmos brasileiros como funk, pagode, samba, chorinho. No final do processo achei que faltava uma canção para o filme, chamei o João Nabuco que juntamente com o Antonio Villeroy e Eugenio Dale compuseram um funk de boca interpretado pela Maria Gadu.
Essa é mais uma parceria com Walter Carvalho. Como vocês atuam juntos?
SW-O Walter e eu temos uma parceria de mais de 20 anos, já temos nossos códigos no set e uma parceria super criativa.
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“Sonhos Roubados” é baseado no livro “As meninas da esquina – Diário dos sonhos, dores e aventuras de seis adolescentes no Brasil” da jornalista Eliane Trindade. Aqui abaixo tem entrevista com a autora que é atualmente editora da revista de domingo da Folha de S. Paulo, foi vencedora do 5°Grande Prêmio Ayrton Senna de Jornalismo, com a matéria: Retratos do Brasil - O que eles vão ser quando crescer, publicada pela Marie Claire.
Em seu livro “As Meninas da Esquina” estão reunidos os diários de seis garotas adolescentes que ganham a vida na prostituição. Natasha, Britney, Milena, Yasmin, Vitória e Diana (nomes fictícios) foram convidadas pela jornalista para gravar e escrever tudo o que viviam a cada dia.
Entrevista com Eliade Trindade (material enviado pela assessoria do filme).
Alguns diretores pediram para levar a história do seu livro para o cinema. Por que decidiu dar os direitos para Sandra Werneck?
ET-O fator decisivo na minha escolha foi o olhar feminino de Sandra sobre o tema da exploração sexual de crianças e adolescentes. Enxerguei nela uma profissional sensível à questão e disposta a retratar “as meninas da esquina” não apenas como prostitutas ou vítimas. O fato de a diretora ter acabado de lançar naquela época o documentário “As Meninas” também contribuiu para a escolha, uma vez que os demais interessados em levar o livro para as telas não tinham uma vivência tão próxima com esse universo.
Você chegou a assistir ao filme? O que achou da transposição do livro para as telas?
ET-Fiquei comovida ao ver a história daquelas seis meninas retratadas no livro ganhar outra dimensão. Mesmo se tratando de uma ficção, a vida delas está ali em flashes e em tantas situações. As três personagens do filme espelham facetas da vida de garotas da periferia ou de favelas que, entre dramas familiares, miséria, bailes funk, prostituição e violência, teimam em não deixar de sonhar.
O que o filme e o livro têm de diferente além da redução das personagens centrais de seis para três meninas?
ET-O livro é uma grande reportagem e, portanto, procura ser um retrato fiel da dura e complexa realidade da exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil. O filme é um recorte dessa realidade e trilhou um caminho mais lúdico, sem mostrar tão cruamente situações de violência e miséria, como as descritas no livro. Outra diferença é que o fio condutor do livro são os diários. A força da obra escrita está no fato de as protagonistas relatarem o cotidiano em primeira pessoa, com uma linguagem ao mesmo tempo simples e contundente.
Após ter convivido com a realidade destas meninas qual a análise que você faz da realidade brasileira neste contexto em que elas vivem?
ET-O relato rico em detalhes da vida de seis meninas prostituídas em diferentes pontos do País é um importante testemunho que pode se converter em bússola para autoridades, famílias e sociedade. Dar voz a elas foi o principal mérito desse trabalho jornalístico. Nos diários, as meninas da esquina denunciam em um tom de absoluta normalidade os abusos a que estão submetidas cotidianamente. Desde a violência em todas as suas formas (urbana, doméstica, policial) às múltiplas carências da falta de moradia, de comida, de afeto, de saúde e de atenção. São dados que podem subsidiar a formulação de políticas públicas para atender a meninas que em seu dia a dia se confrontam com desestrutura familiar, tráfico de drogas, crise da educação, apelos da sociedade de consumo e armadilhas do mercado do sexo. Questões que estão na ordem do dia de uma parcela considerável da juventude brasileira que vive em favelas e bairros periféricos das grandes metrópoles de Norte a Sul do País.
















11 comments ↓
nossa, lili, adoraria ir.
o problema é o horário da pré-estreia, mas estou afim de assistir.
beijo.
leva eu!
Pô Lili, bem dia 13, dia do meu aniversário, e eu queria, seria um presentão, hein? Mas como vc sabe… Tô longe, muito longe daí…
Beijos
Patty Martins
Eu sou fã do filme “Pequeno Dicionário Amoroso”.
E pelo pouco que vi nesse trailer com certeza esse será mais um sucesso
E pra variar cá estou eu..querendo ganhar
bjos
Quem não arrisca não petisca!!!
Então to com fé Lili que vou ganhar!!!!
bjus!!!
Lili queridona, eu queeeero!!!
Bjss,
D.
O filme parece ótimo, tomara que eu ganhe
O filme parece bem interessante. Quero estar la
Muito interessante o seu site viu, estou iniciando como fotografa e li que o seu nome esta entre os palestrantes, e ai então estou aqui querendo ganhar um ingresso para o filme brazuca, adoro!
xxx.
Ah da feira fotografar 10 e o curso que vc vai ministrar é exatamente o que eu preciso, existir na Net, rs. Valew querida. Abraços.
Eu amo os trabalhos da Sandra Werneck. Eu sou produtor. Amo Documentários..
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