“Uma meditação filosófica sobre o privilégio econômico… a fotografia é deslumbrante”
Variety Magazine, EUA.
“Sem forçar, nos provoca a pensar sobre desigualdade, satisfação e esquecimento”
Los Angeles Weekly (EUA)
“Olhar muito raro e muito incômodo sobre a elite brasileira”
Cahiers du Cinema (FRA)
“Um Lugar ao Sol” (Brasil, 2009), doc dirigido por Gabriel Mascaro aborda o universo dos moradores de coberturas de prédio das cidades de Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. O diretor obteve acesso aos moradores das coberturas através de um curioso livro que mapeia a elite e pessoas influentes da sociedade brasileira. No livro são catalogados 125 donos de cobertura. Destes 125, apenas 09 cederam entrevistas.
Através dos depoimentos dos moradores de cobertura, o filme traz um rico debate sobre desejo, visibilidade, insegurança, status e poder. Discute o paradigma arquitetônico e social brasileiro.
O site Cinema entrevistou o diretor do documentário e destaco essas duas perguntas:
Em Um lugar ao sol você manipula a vinculação entre verticalização e poder, status, visibilidade. Pode falar um pouco mais sobre isso?
Pude perceber que a ideia de verticalização preenche uma lacuna arquitetônica muito previsível no sentido da dinâmica social brasileira, latina. Adotamos o padrão de verticalização como a ideia de segurança, e com isso vem status, conforto, proteção. Dentro desse modelo estabeleceu-se um apartamento privilegiado que seria a cobertura, com uma vista especial, “com sol e chuva dentro de casa”, como uma das personagens fala. É um processo esquizofrênico conflituoso, que faz pensar uma nova dinâmica social no espaço. Para mim foi curioso trabalhar como a arquitetura infere, espelha e estilhaça esse espelhamento na sociedade.
No Rio as favelas sobem os morros, têm uma vista privilegiada. Como você analisa essa posição arquitetônica e social?
Eles estão mais alto ainda. Na minha leitura existe uma relação da visibilidade com o poder. Naturalmente, quem está mais alto tem mais poder ainda, e a favela tem mais poder do que a própria elite carioca. Só corrobora a ideia da verticalidade e da visibilidade como espaços de disputa de poder. Mas nesse caso quis fechar o filme num recorte de classe média alta, que é pouco retratada no cinema. Não queria cair numa comparação de quem tem mais poder. Ao mesmo tempo queria fazer um filme em que você não visse a pobreza, mas sentisse o cheiro dela, sabendo que ela está ali e alicerça e funda toda essa ideia de verticalização.












2 comments ↓
Esse filme parece interessante e reflexivo, fiquei curiosa!
Bjks,
Aretusa, mamãe da Doce Sophia
Bem legal e chocante!…
bora procurar… quero assistir.
Bjux
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