...Diário poético-filosófico. Ou, caderninho daqueles pequeninos, capa de couro, pra fazer anotações, recheado de papéis, postais, escritos, uma agenda de memórias. Códice Lili. Moleskine.
Tem muita simplicidade e é do jeito que eu gosto o novo livro da Danuza Leão. Ela tem muita personalidade, auto-confiança, um estilo impecável e escreve bem demais. Mas cá entre nós também tem frescuras que eu já dispenso! Quer dizer, então dá pra ser mais simples ainda!
Brincadeira!
Esse video mostra Danuza toda calma falando várias verdades, dando tapa na cara da sociedade com suas dicas de maquiagem, moda, relacionamentos vale como uma aula de vida. Video fundamental, tem que ver! E concordo quase 100% com ela no que diz sobre sombras, unhas, cara de rica montada e o que é viver bem.
Eu li “Na sala com Danuza” quando tinha 16 anos e aprendi muito sobre a vida, o comportamento das pessoas e a sociedade! Certeza de que vou ler esse também!
É Tudo Tão Simples
Autora Danuza Leão
Editora Agir
Quanto R$ 34,90 (196 págs.)
Eu tinha uns 11 anos quando vi a Trip pela primeira vez e não foi em uma banca de jornal, foi no revisteiro da casa de um amigo do meu pai, e já naquela época eu percebi que só os caras mais legais, os mais bonitos!! os que mais viajavam e só aqueles “mais modernos” tinham essa revista em casa.
E enquanto meu pai fazia churrasco, bebia cerveja e conversava beeeem distraído, eu lia a Trip. E lia meio que escondida na sala, apesar de que nunca ninguém ter mandado parar de ler!!!!!!!! Mas como falava de sexo, drogas, rock n´roll e tinha mulher pelada acho que eu é que não queria que os outros me vissem lendo. E tinha que acelerar a leitura porque não podia levar pra casa!!!
Isso tudo porque eu sabia que a revista não tinha sido escrita pra uma adolescentezinha mas eu aprendia muito com as matérias, não sabia nem descrever nem pra mim mesma o que eu achava tão bom. O projeto gráfico, nunca que imaginava que o que me atraia tinha esse nome na época, também me fascinava, sem falar que ela tinha assuntos bem diferentes e já que era muito bom já estar ligada nas coisas que se passavam na vida real de adultos. Sentia que as matérias escritas eram bem mais realistas e os depoimentos das pessoas pareciam mais sinceros do que nas outras revistas que eu conhecia no meu vasto mundo pre-adolescente. Tudo verdade!!! Sensibilidade de criança nunca falha¹!
E sigo lendo a Trip anos a fio! É até engraçado porque uma das coisas que eu mais reparava quando estava solteira e saia com alguém era se tinha Trip no revisteiro. Quando tinha o cara ganhava bem mais pontos!!!! Uma vez briguei com a faxineira que era crente e implicou com uma capa e sempre deixava a revista virada pra baixo na mesa, nossa! como aquilo me irritava!!!!! Sempre lia as matérias do Arthur Veríssimo era meu preferido e muito inspirador!! Fiz até Jornalismo pra vocês verem…Hoje em dia eu me acho muuuuito porque tenho amigos que trabalham na editora!!!
Resumindo: eu posso dizer que leio a Trip desde o início! [Ah e depois veio a TPM pra se somar às minhas leituras mais essenciais....]
Ano passado quando saiu a edição com os surfistas se beijando, a minha filha que tem 5 anos viu no revisteiro, pegou e começou a folhear, uma hora falou: “legal essa revista né mãe!! é bem colorida”!!!!
Num é um amor!!!!!!!!???? A Trip é sim, uma revista muito educativa!!! Sensibilidade de criança nunca falha²!
O motivo mesmo deste post é que ainda estamos em janeiro, então dá tempo de dar parabéns pra Trip. 25 anos é o auge da juventude! Quando recebi essa edição de aniversário fiquei estarrecida! Que capa linda com a Luana Piovani @sigapiovani, mais bonita agora que está grávida, o que comprova minha teoria de que o início da gravidez traz uma luz e uma energia extra para a mulher e a gente tem que aproveitar e louvar esse momento. E mais uma vez a Trip foi foda colocando ela musona na capa, cheia de graça! Nada melhor do que comemorar 25 anos de vida com quem está carregando uma nova! Arrasaram.
Quero estar velhinha lendo a Trip! Imagina o post de 50 anos???! #voufazer
Listo abaixo a obra de autoria do admirável Daniel Piza que tristemente nos deixou há uma semana. Imagina quanto ainda ele escreveria…Acho que gente do Bem, produtiva, simpática, sensata, erudita e simples como ele deveria ser proibida de morrer. Presta atenção….e ele tinha só 41 anos.
Eu o encontrei uma vez na Escola São Paulo e fui falar da honra que era pra mim dar aula numa sala ao lado da dele e que na próxima turma queria participar o curso sobre crítica cultural. Ele foi supergentil, perguntou sobre a minha aula e falou da velocidade das redes sociais.
Ai como eu lamento essa perda…
Conheça a obra de Daniel Piza:
FICÇÃO
“As Senhoritas de Nova York - Descoberta de Pablo Picasso” (FTD, 1996)
“Mundois” (Bei, 2001)
“Noites Urbanas - Contos” (Bertrand Brasil, 2010)
COLETÂNEAS
“Questão de Gosto - Ensaios e Resenhas” (Record, 2000)
“Ora, Bolas - Da Copa de 98 ao Penta” (Nova Alexandria, 2003)
“Perfis & Entrevistas” (Contexto, 2004)
“Contemporâneo de Mim –Dez Anos da Coluna Sinopse” (Bertrand Brasil, 2007)
“Aforismos sem Juízo” (Bertrand Brasil, 2008)
ENSAIOS E REPORTAGENS
“Leituras do Brasil” (Talento, 2003) - www.ecofuturo.org.br
“Jornalismo Cultural” (Contexto, 2003)
“Mistérios da Literatura - Poe, Machado, Conrad e Kafka” (Mauad,2005)
“Amazônia de Euclides” (Leya, 2010)
“Dez Anos que Encolheram o Mundo” (Leya, 2011)
PERFIS E BIOGRAFIAS
“Ayrton Senna - O Eleito” (Ediouro, 2003; edição italiana:Italia Nuova Editori, 2004)
“Paulo Francis - Brasil na Cabeça” (Relume Dumará, 2004)
“Machado de Assis - Um Gênio Brasileiro” (Imprensa Oficial,2005)
LIVROS PATROCINADOS
“Academia Brasileira de Letras - Histórias e Revelações”(Dezembro Editorial, 2003)
“Viagem pela Medicina Brasileira” (Ediouro/ Dezembro Editorial, 2009)
“Chile e Brasil” (Ediouro/ Dezembro Editorial, 2010)
“Carlos Chagas - A Ciência nos Trópicos” (Ediouro/ Dezembro Editorial, 2010)
TEXTOS DE CATÁLOGO
“Gianguido Bonfanti” (2002; edição francesa: Acatos, 2005)
“Isay Weinfeld” (Viana & Mosley, 2006)
Participação em livros
“O que conservam os conservadores?” , in “O Terror - Revista de Filosofia Política” (Jorge Zahar, 2002)
“Dois gêneros separados pela mesma língua”, in”Jornalismo e Literatura - A Sedução da Palavra” (Escrituras, 2003)
“A terceira margem do jornalismo cultural”, in “Um País Aberto - Reflexões sobre a Folha de S.Paulo e o Jornalismo Contemporâneo”(Publifolha, 2003)
“Em Branco e Preto - Artes Brasileiras na Folha 1990-2003″ (6 textos, Publifolha, 2004)
“Veredas da Mente” , in “Imaginação” (AMA - Talento, 2004)
“Abertura para o Futuro” , in “Ciência, Tecnologia e Educação” (Unesco, 2004)
“Uma atração cultural transatlântica”, in “Embaixada Brasileira em Paris” (Dezembro Editorial, 2005)
“Não-ficção”, in “Cultura & Elegância”(Contexto, 2005)
“Educação pelo Outono”, in “Contos para Ler Ouvindo Música” (Record, 2005)
“Golpe de Vista” , in “11 Histórias de Futebol”(Nova Alexandria, 2006)
“The Place of Machado de Assis in the Present”, in “The Author as Plagiarist - The Case of Machado de Assis” (University of Massachusetts Dartmouth, 2006)
“As Lições de Kilimanjaro”, in “A Vida que a Gente Quer Depende da Vida que a Gente Leva” (Instituto Ecofuturo, 2006)
“A Vez da Bola”(com Lourenço Diaféria e Ivan Angelo, Lazuli, 2006)
“Esse Mundo Chamado João”, in “Quartas Histórias” (Garamond, 2006)
“Arquitetura da Memória - Milton Hatoum”(2 textos, Editora UFAM, 2007)
“Capitu É a Música”, in “Quem É Capitu” (Nova Fronteira, 2008)
“Ledinha”, in “Capitu Mandou Flores” (Geração Editorial, 2008)
“Bola de Meia”, in “A Cabeça do Futebol” (Casa das Musas, 2009)
AUDIOLIVRO
“Machado de Assis - Vida e Obra” (Universidade Falada, 2008)
ROTEIROS
“São Paulo - Retratos do Mundo” (Dezembro Filmes, dir. Flávio Frederico, 2004)
Colaboração: “Capitu” (TV Globo, dir. Luiz Fernando Carvalho, 2008)
“Um Paraíso Perdido - Amazônia de Euclides” (TV Estadão, dir. Felipe Machado, 2009)
Colaboração: “Caro Francis” (Imovision, dir. nelson Hoineff, 2009)
ORGANIZAÇOES
“Waaal - O Dicionário da Corte de Paulo Francis” (Companhia das Letras, 1996)
“O Teatro das Idéias de Bernard Shaw” (Companhia das Letras, 1996)
“Cinco Mulheres”, de Lima Barreto (Paz e Terra, 1997)
“Trechos de Os Sertões”, de Euclides da Cunha (Paz e Terra, 1997)
“A Vida como Performance” , de Kenneth Tynan (Companhia das Letras, 2004)
“Dentro da Baleia - Ensaios”, de George Orwell (Companhia das Letras, 2005)
TRADUÇOES
“Benito Cereno”, de Herman Melville (Imago, 1993)
“A Máquina do Tempo”, de H.G. Wells (Nova Alexandria, 1994)
“Jesus”, de Jacques Duquesne (Geração Editorial, 1995)
“A Arte da Ficção”, de Henry James (Imaginário, 1995)
“Primeiros Encontros”, de Edward Sorel (José Olympio, 1995)
“O Agressor Sexual”, de Matthew Stadler (Geração Editorial, 1996)
“O Perigo da Hora - The Nation”, com Hamilton dos Santos (Scritta, 1994)
“Big Loira”, de Dorothy Parker, com Ruy Castro (Cia das Letras, 1995)
PREFACIOS E ORELHAS
“Os Desastres da Guerra - Goya” (Imaginário, 1995)
“Homens de Ciência”, de Alessandro Greco (Conrad, 2001)
“A Vida com a TV”, org. Luiz Costa (Senac, 2002)
“Sociologia do Futebol”, de Richard Giulianotti (Nova Alexandria, 2002)
“Cabeça de Papel”, de Paulo Francis (W11, 2002)
“Esboço para um Auto-retrato” , de Bernard Berenson (Bei, 2003)
“A Leitura e seus Lugares” , de Julio Pimentel Pinto (Estação Liberdade, 2004)
“Este Lado do Paraíso” , de F. Scott Fitzgerald (Superclássicos, 2004)
“Dentro das Marés” , de Joseph Conrad (Revan, 2005)
“O Homem X”, de Bruno Paes Manso (Record, 2005)
“O Valete de Espadas”, de Gerardo Mello Mourão (Lazuli, 2007)
“Lendas e Notas de Viagem”, de Ermano Stradelli (Martins Fontes, 2009)
“Bacana Bacana”, de Felipe Machado (Seoman, 2009)
“O Grande Jogo de Billy Phelan”, de William Kennedy (Cosac Naify, 2010)
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By the way a causa da morte dele foi um repentino AVC. Você sabe o que é isso? Recebi um material sobre esse “acidente” e compartilho na íntegra:
AVC: lutando contra a causa número um de mortes no País
* Por Renata Simm
O acidente vascular cerebral, mais conhecido como AVC é a segunda causa de morte no mundo, sendo responsável por 6 milhões de óbitos a cada ano, independentemente da idade ou sexo. A doença é responsável por mais mortes anualmente do que as atribuídas à AIDS, tuberculose e malária, juntas. No Brasil, o AVC é a primeira causa de morte e incapacidade, com um enorme impacto econômico e social.
Há dois tipos de AVC, o isquêmico, quando um coágulo obstrui o fluxo sanguíneo e o hemorrágico, quando um ou mais vasos se rompem e acontece um sangramento na parte interna do cérebro.
Mas, como podemos evitar o AVC? A regra número um é a qualidade de vida e a manutenção de uma vida saudável. Pessoas que evitam o sal, bebidas alcoólicas e o fumo já estão fazendo um grande bem para a sua saúde, e consequentemente, diminuindo a probabilidade de um AVC. Beber bastante água e fazer exercícios fiscos regularmente também entram na lista dos hábitos saudáveis. Se você é hipertenso, tem colesterol alto, diabético, cardiopata, tem enxaqueca ou é obeso deve ficar atento aos sintomas que alertam quando o paciente está tendo um derrame.
Os principais sinais de um AVC incluem: alteração de sensibilidade ou fraqueza súbita na face, braço ou perna, especialmente em um lado do corpo; súbita confusão, com dificuldades para falar ou compreender; súbita dificuldade para enxergar com um ou ambos os olhos; súbita dificuldade para caminhar, tontura, falta de equilíbrio ou coordenação; e dores de cabeça forte sem causa conhecida.
Como em qualquer doença, a prevenção é o tratamento mais eficaz, mas se você apresentar algum sintoma a primeira providência a tomar é procurar um pronto atendimento o mais rápido possível. O ideal é que o atendimento do paciente seja feito em um período de 3 horas desde o início do primeiro sintoma. Quanto mais ágil for o atendimento nesses casos, maiores são as chances do paciente obter uma recuperação total, sem seqüelas.
No Brasil, o AVC é a primeira causa de mortes, mas um paciente que já teve um AVC tem grandes chances de recuperação total se atendido rapidamente. Dependendo da área afetada, ele pode passar por um tratamento de reabilitação.
*Renata Simm é médica chefe da UTI Neurológica do Hospital Santa Paula
Primeiro vi os desenhos e depois ouvi a história…Escuta:
A gravura acima foi feita em madeira em 1566 pelo artista alemão Hans Glaser que procurou descrever um evento muito mais muito extraordinário que houve em Nüremberg no exato dia 14 de abril de 1561, quando foram observados no céu diversos objetos de formato cilíndrico sobrevoando a região e de dentro deles saíam objetos esféricos menores, que pareciam guerrear entre si.
O jornal da época: Nuremberg Gazette, qualificou o evento como uma “aterrorizante aparição de formas cilíndricas, das quais emergiram esferas pretas, vermelhas, alaranjadas, azuis e brancas, que voavam por todo o lado, com cruzes com a cor de sangue, foi um espetáculo assustador e depois, um objeto negro em forma de lança apareceu”.
Um relato similar ocorreu cinco anos mais tarde em Basel, na Suíça no dia 7 de agosto de 1566 muitos cidadãos viram durante várias horas esferas negras envolvidas em um batalha aérea. O jornal da cidade relatou: “Quando o sol nasceu, as pessoas viram muitos objetos negros grandes, os quais se moviam à alta velocidade no ar, em direção ao sol, então faziam meia volta, batendo uns contra os outros, como se estivessem em batalha; um grande número deles ficou vermelho e incendiado, logo após sendo consumidos e desaparecendo.”
Tem gente que acha que eram OVNI’s mas há outros que mencionam um possível fenômeno de lapso no tempo-espaço e aquilo que essas pessoas no século XVI viram na verdade seria uma projeção do tempo futuro, de alguma batalha aérea da Segunda Guerra Mundial. Os objetos em forma de cruz parecem com o perfil dos caças ou mesmo o logo nas asas dos aviões bombaderos. Sem dúvida eu acredito na segunda opção!!
Contudo, a única coisa que se sabe ao certo é que tanto os fenômenos no céu ocorridos no século XVI, quanto as batalhas aéreas na Segunda Guerra realmente ocorreram na Europa.
Fim de ano, correria básica de trabalho e não contei que neste mês de dezembro escrevo também para o Blog Renovável da Continental.
Agora tô de mini-férias grazadeus !! Mas dei uma passadinha aqui ó pra te avisar que já tenho dois posts lá. Um fala sobre a possibilidade de renovação que nosso planeta nos dá todos os dias a milhares e millhares de anos nos dando um dia após o outro… Renove-se a cada 24 horas
E meu outro post trata das malas de viagem, o que levar, e mais ainda, o que não levar! De malas prontas, vai lá e prestigia porque foi escrito com muito carinho!
É isso! 15 minutos da mais pura e genuína reflexão! Pensar é isso minha gente!!! O resto é bobagem!!! E neste caso, o clichê retórico: “esqueça tudo o que você já aprendeu na vida” é exatamente o que você vai fazer depois de assistir o video acima.
(quem descobriu essa pérola de video foi minha sister Simone Donatelli, a musa da pedagogia da FE da USP)
Se você gostou, acha que tudo que ele disse faz mais que sentido, assista também a palestra no TED de Sir Ken Robinson
O PARTO, pintura do @souzacampus pintado em 2003 quando eu nem imagina passar por um parto.
Pra quem tinha medo de TODOS os tipos de parto, tive UMA filha que quase nasceu de (quase) TRÊS tipos de partos diferentes…
Eu sonhava com parto natural desde o primeiro dia que soube estar grávida. Procurei e achei uma casa de parto que se adequasse à simplicidade do parto que imaginava fazer e encontrei a Casa de Maria, anexa ao Hospital Santa Marcelina, no Itaim Paulista. Eles atendem pelo tão famigerado, mas que para mim foi abençoado, SUS (Sistema Único de Saúde). As consultas que fazia lá eram bem melhores do que as que passava com o médico do convênio, tanto que lá pelo 6º mês disse tchau pra ele e fiquei somente com o pré-natal na casa de parto.
Engordei nadica de nada, fazia ginástica, comia direitinho tudo corria perfeitamente como eu planejava: um parto calmo e fora do hospital. Na real o meu parto foi bem animimadinho pra quem só queria insensos e música new age!!!
No dia D na hora H na minha 42ª semana, quando achei que ia lindamente para a casa de parto (e fui!) porque já estava íntima das enfermeiras obstetras, descobri que apenas a bolsa havia rompido na madrugada e eu não tinha entrado em trabalho de parto. Por causa disso não poderia ficar na Casa de Maria, para não correr risco de infecção segundo as enfermeiras.
E elas foram queridas, até aguardaram as minhas primeiras contrações mas nada de dilatação…Era um caso preocupante. Foi decidido que eu tentaria o normal induzido sem anestesia e rapidamente fui para o hospital anexo.
A partir do momento que comecei a tomar o soro (ocitocina) e foram dez horas de uma dilatação slow motion e dores… muitas dores, não dá p mentir….
No hospital, para ajudar a Luisa nascer, fiz aqueles exercícios na bola de pilates, sentei na tal cadeirinha que a gente fica tipo de cócoras, tomei banho quente, mas nada surtia efeito.
Quando fui para aquela cama com os apoios para as pernas, ver a Luisa era uma questão de força. E olha que eu fiz muita força! Mas não rolou.
Quando já estava descabelada, a Luisa, por stress de parto fez o famoso mecônio (cocô na bolsa) e a partir daí os médicos conversaram rapidinho, explicaram o perigo dela aspirar o líquido na barriga. Então já fomos imediatamente fazer a cesarea de emergência.
Na minha cabeça as sirenes soavam…Imagina minha filha quase nascendo de parto normal com o maior esforço meu e de repente tudo aquilo se transformando numa cesarea??
Tive muita sorte porque o Hospital Santa Marcelina do Itaim Paulista acredita em práticas menos invasivas na hora da cesarea ou do normal induzido. Por exemplo, lá nenhuma mãe é depilada (daquele jeito horrendo), eles tentam ao máximo que o parto seja normal, tem paciência, colaboram e até fazem, se for o caso de cesarea, ponto de plástica nas mães. Fora que dão o maior auxilio para as primeiras mamadas no peito. Incentivam pra valer a amamentação, lembrando: é do SUS.
Enfim, minha filha acabou mesmo nascendo de cesarea e eu nem vi. Apaguei quando tomei a anestesia, que vale dizer foi difícil uma vez que a minha filha estava quase nascendo de parto normal….
Eu estava absolutamente exausta. Me lembro de ter ouvido um chorinho e depois vi uma coisinha embrulhada num lençol azul mas sinceramente estava muito aérea. Lembro que foi bom ouvir meu marido dizendo de longe que ela estava ótima e era simpática!!! Ai relaxei e dormi horas no pós operatório.
Então costumo dizer que conheci de perto as dores do parto natural, do normal induzido e por fim da cesarea.
E sobre essa cirurgia que morria de medo, posso dizer que sobrevivi. Por um momento cheguei a pensar que ia ficar frustrada e culpada para resto da vida porque o tipo de parto que escolhi não funcionou comigo.
Mas quer saber? Como me culpar ou me sentir frustrada com uma bonequinha tão doce como a minha filha no colo?
Há muitos anos, mais de 20, que nos Estados Unidos tem uma campanha estimulando o consumo do leite. Eles convidam popstars para posarem em fotos com aquele bigodinho branco, bem comum nas crianças que tomam leite em caneca. Rihanna já mostrou seu bigodinho de leite pro mundo:
É mais que sabido que o leite supre muito bem nossas necessidades alimentares. Nós, humanos somos o único bicho que toma leite de outras espécies e ainda por cima depois de estarmos adultos…fazer o que? se não tem como dispensar uma bela caneca!
Mas vamos aos fatos: leites desnatados, semidesnatados e integrais são indicados para diferentes faixas etárias. O leite é um alimento completo, fonte de cálcio, vitamina B1, B2 e minerais que favorecem o crescimento ósseo e uma vida saudável como consequência.
Se bem que minhas acupunturistas diziam para eu diminuir com o leite na minha dieta…Daí que não exagero e só tomo uma caneca de leite integral uma única vez por dia…ai ai viu! minha vontade era beber umas 3 ou 4 ainda mais depois que provei o tal Leitíssimo. Uma marca que comprei simplesmente porque achei a embalagem linda e por sorte tem um leite de alta qualidade, 100% livre de antibióticos. Realmente não é frescura, dea pra sentir a textura e o sabor bem diferente.
Com tantos leites disponíveis no mercado, é importante identificar qual o melhor para você. Segundo o Ministério da Saúde, o leite que deve ser consumido pelos adultos, preferencialmente, é o desnatado ou o semidesnatado; já as crianças, adolescentes e gestantes devem consumir o leite integral.
A diferença entre esses leites é o teor de gordura, sendo o leite integral o leite mais gorduroso e o desnatado com o menor teor de gordura, veja abaixo as porcentagens:
Leite integral: possui no mínimo 3% de gordura
Leite semidesnatado: possui de 0,6 a 2,9 % de gordura
Leite desnatado: possui no máximo 0,5 % de gordura
Os leites semidesnatados e os desnatados são indicados para pessoas que desejam ingerir menor quantidade de gordura por problemas como excesso de colesterol ou para manter o peso. Eles apresentam um teor de cálcio e de proteína semelhante ao do leite in natura.
O leite semidesnatado é o intermediário em relação ao teor de gordura e apresenta um sabor mais próximo ao integral. Quanto aos nutrientes, os três tipos de leite mantêm, com pequenas diferenças a quantidade das vitaminas e dos minerais.
A variedade de leite é grande, alguns acrescidos com vitaminas, outros com cálcio, muitos com baixíssimo teor de gordura; o mais importante é definir qual a melhor opção e aproveitar. Claro, desde que você não seja alérgica a proteína animal, lactose e afins.
Nesta semana, a atriz mostra seu lado performer e faz uma apresentação na Parahaus, num daqueles tubos de água incríveis. Será na quinta dia 10 de novembro às 21h, depois tem mais duas apresentações nos dias 22 e 29 de novembro às 20h. Não perca!!
PARAHAUS - Rua Caminha de Amorim, 532 Alto de Pinheiros.
Falar que ler é bom todo mundo fala, principalmente no Dia Nacional do Livro, que se celebra hoje, dia 29 de outubro. Mas, na prática, o que é bom afinal na leitura??
Se todos os argumentos que te deram na infância e na adolescência não foram suficientemente bons para que te fizessem amar um livrinho eu vou te dar o argumento de ouro: você fica mais bonita quando lê, eu já conquistei vários gatinhos quando estava com um livrinho na mão.
Mas o bom é que quando a gente lê, além de exercitar a capacidade de imaginação do cérebro, adquire vocabulário e fluência na escrita, ganha cultura e amplia os horizontes, dá pretexto para que aquele carinha no café se aproxime de você e o mais importe: vocês vão ter o que conversar.
Aqui no Brasil não é muito comum ver pessoas lendo nos trens, metrôs, ônibus [pelo menos é o que eu reparo]. Fica todo mundo com cara de bobo, parado, ou com um fone enfiado no ouvido. A ideia pra criar o hábito de ler é sempre carregar um livro na bolsa ou na mochila pra cima e pra baixo! Pra onde for! Assim quando estiver se deslocando de um lugar para outro pega o livro e lê umas paginazinhas.
Outra coisa bem importante se você pretende se jogar de corpo e alma num livro: ler antes de dormir é legal mas não é o ideal, na hora em que a gente tá mais cansado pegar um livro, por mais emocionante que seja, dá um soninho e aí não há leitura que resista. Agora se esse for seu melhor momento para ler, que seja!
Leia não importa o gênero literário, ler é sexy.
Mas aí você vem e me diz: “mas não tenho dinheiro para comprar livros” e eu te respondo: hoje em dia ninguém precisa gastar dinheiro para comprar livros. Os livros virtuais podem ser lidos diretamente na web, de graça! Aí é só abrir o laptop [se você for mais chic abre um Kindle ou um iPad repleto de livrinhos virtuais].
É bom lembrar que ainda existem muitas bibliotecas públicas prontas para que você escolha um livro à moda antiga. O Sistema Municipal de Bibliotecas além de emprestar livros realiza uma ampla programação cultural em suas unidades: shows, filmes, peças de teatro, contações de histórias, palestras, debates, cursos e oficinas, em todas as regiões da cidade de São Paulo.
Não acredito que ainda não postei nada até hoje sobre essa trilogia de filmes que assiti a primeira vez há uns dez anos. Shame on me!!!!
Mas vamos lá! Pra quem é viciado em Phillip Glass esses filmes são sagrados. Pra quem gosta de cinema são masterclasses. Powaqqatsi, Naqoyqatsi e Koyanisqqtsi são documentários do diretor Godfrey Reggio feitos em parte na década de oitenta, sendo finalizado com Naqoyqatsi em 2002.
A Terra, o ser-humano e a tecnologia, suas guerras e desequilíbrios e a natureza perfeita tudo isso sem uma palvra sequer, apenas música e imagens. É denso e impactante, te faz ir longe….
O significado do título dos filmes sempre é revelado no final.
Quando fui ao Pará comprei meio que por acaso no Mercado Ver-o-Peso um apito de madeira típico do norte e não acreditei quando percebi que é o mesmo tipo de apito usado pelo Phillip Glass na trilha do Powaqqatsi nas cenas de Serra Pelada. Achei genial!!! Eles filmaram no planeta inteiro e em cada lugar absorviam algum elemento.
Deveria ser obrigatório na vida assistir esses filmes não só pelo temas mas pela obra de arte rara que são.
É tanto talento que dá vontade de chorar, de rir sem parar, de aplaudir de pé, de gritar woo-hoo, de assoviar!
Os artistas do Cirque du Soleil simplesmente dedicam suas vidas para estarem em cena naquele grau de plenitude. Porque para emocionar a plateia da forma como eles emocionam, precisa ser excelente meu bem! top de linha!
Cada gesto, cada som, cada cor, every breath you take ali no picadeiro do Cirque du Soleil é pensado, não é aleatório e se completa quando unindo-se à espontaneidade da beleza e da emoção gestual dos artistas que executam seus números.
Mas também não tô falando só de acrobacias não, porque elas naturalmente enchem os olhos e surpreendem o coração. Mas também me refiro ao carisma, o timing e a concentração. Todos ali estão completamente inteiros nesse picadeiro contemporâneo. Seguem um bom roteiro, usam figurinos que contribuem para a cena e uma maquiagem com design ímpar. Todo movimento é tão limpo que se vê a quantidades de ensaio + ensaio + ensaio + ensaio + ensaio + vigor + técnica apurada.
Os músicos são perfeitos com uma versatilidade absurda! Fazem remix bárbaros com sons de rituais tribais, música havaiana, canções trovadorescas do sul da França, melodias da armênias, cantos ciganos e tango. E é essa riqueza toda a pura alma do Cirque du Soleil.
Chorei de ver tanta gente dedicando a vida à arte!
Cirque du Soleil não é uma opção de entretenimento é uma experiência de beleza e estética teatral, de catarse, de poder se deixar envolver com sons ancestrais.
Varekai, nome do espetáculo em questão significa “em qualquer lugar”, afinal o espírito gitano permeia a obra e conta a parte do mito de Ícaro que foi deixada de fora: o que aconteceu com ele depois da queda do céu. Ele aterrissou em uma floresta mágica, no ponto mais alto de um vulcão, em um mundo habitado por criaturas fantásticas e ali conhece uma jovem misteriosa…
Assisti este espetáculo na tarde da sexta-feira passada com um plus especial a convite da Time4fun: dando um giro pelo backstage que não incluiu somente coxias, mas fui na oficina de reparos, cozinha, lavanderia, academia e com acesso às mordomias do Tapis Rouge onde também tive a companhia de alguns blogueiros, dentre eles o Rodolfo Miwa do Update or Die, blog que diariamente leio.
Aqui algumas imagens dessa tarde inesquecível:
Um pouquinho da sala de figurinos
Espiando os preparativos do espetáculo.
Clima de Varekai
Icaro, tão lindo!
Tapis Rouge, uma tenda vipérrima para a guardar o início e curtir com prosecco o intervalo.
Varekai estreou em Montreal em 2002 e já foi visto por mais de 6 milhões de pessoas em mais de 15 países. E agora é a vez do Brasil! O espetáculo está em São Paulo em sua Grand Chapiteau (Grande Tenda), no Parque Villa Lobos, pela realização da Time4fun e o patrocínio exclusivo do Bradesco.
Os ingressos variam entre R$ 395,0 e 140,0 para apresentações de terças aos domingos até novembro, em seguida partirá para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Curitiba e Porto Alegre.
Veja como é a maquiagem na barriga que dá o truque do tanquinho! Assista a esse vídeo:
#euri
Talvez pela voz estridente da ‘professora’ tem mais do que um quê de pitoresco no tutorial que explica detalhadamente as técnicas milenares de como espalhar o blush e base para fazer aqueles quadrados dos músculos definidos. Isso porque ela vai pra praia…e não pode suar nem entrar na água…quanta privação!
(FAKE FAKE FAKE - imagine um alarme apitando e rodando a sirene vermelha de ambulância!!!)
Mas tem sua utilidade. Para uma bailarina de dança do ventre que tem a barriga como foco das atenções da sua apresentação é bem válido não?!
Mas é claro que essa maquiagem é muito normal nas modelos que desfilam e fotografam, afinal, ninguém é perfeito e nem precisa ser. Para ‘usar’ no dia a dia vale mais a pena uma série de abdominais.
De modo geral tudo que parece mas não é, agrada superficialmente, e é como a carruagem da Cinderela, tem hora para acabar, quem deu o truque conviverá de novo com a flácida, ops quer dizer, dura realidade depois da meia-noite.
Desde que o mundo é mundo acredito que apesar de modelos incríveis estamparem suas bundas sem celulite e com photoshop capas de Playboy, homem gosta mesmo é de mulher like the girl next door, aquela que é possível encontrar no hall do elevador e sendo assim, é passível de ser conquistada sim, eu ia escrever outra coisa.
Daí que todo mundo todo já tinha visto Scarlett Johansson belíssima em Vicky Cristina Barcelona, já tinha morrido pelo seu charme misterioso em Matchpoint mas ficou em polvorosa quando vazou na web tais fotos da musa nua, sem produção e com aquele jeitinho de mulher da vida real. E aí minha teoria é totalmente comprovada: não basta estar linda no red carpet e fazer filme sexy, tem que ser de verdade, com carinha de quem saiu do banho! Viva a scarlettjohanssonzão da beleza feminina!!
E será q a Scarlett vai me processar por postar a foto dela aqui??
Ok, entendo tem o fator hacker no caso do frisson pelas imagens dela, o que obviamente dá mais gostinho pra coisa, mas fala sério!!! além de Scarlett em si as imagens não têm nada demais na produção e são do tipo que qualquer menina pode fazer em casa no banheiro seja pra se admirar wannabe sexy ou pra mandar pro namorado vir hot hot hot no próximo encontro! Abafa! E por isso é que a gente gostcha!! mas o que pega é o fator naturalidade e verdade nelas.
E quando vi o post do meme proposto pelo queridão Cid, o @naosalvo com dezenas de fotos de outras pessoas [ah, tem cachorro pastor alemão, duende e ursinho de pelúcia tbém] refazendo a foto com a pose de Scarlett eu passei mal de tanto rir! E ai fiquei pensando em fazer uma “Scarlettjohanssoning” também. Mas não minha, de uma mulher maravilhosa que tem uma foto muito parecida com essa de 2011 da Scarlet, mas que foi feita em 1952.
Sei que esse post me faz correr o risco de ser apedrejada pelas feministas conservadoras mas eu que sou pagã tô nem aí. Até porque acredito que a própria protagonista da foto, se tivesse viva, iria curtir esse conceito de que mulher de verdade é mais gostosa!!!!
Simone de Beauvoir foi fotografada por Art Shay, numa pose muito muito muito ousada para uma intelectual da época da ‘codificação’ do feminismo. E aqui está a versão dela scarlettjohanssonizada (quem fez fofamente essa lindeza de montagem pra mim foi Samir Duarte, @samsworld):
“Viver sem tempos mortos” além da peça encenada por Fernanda Montenegro foi um dos slogans dos estudantes franceses que protestaram em maio de 1968, que com eloquentes palavras de ordem renderam ao mundo uma reflexão sobre a liberdade. Fernanda Montenegro, artista que dispensa qualquer apresentação, escolheu essa frase para batizar seu monólogo que traz trechos de correspondências de Simone de Beauvoir, a mulher que mais pensou sobre a condição e existência plena da mulher!
Fernanda não considera o espetáculo uma peça, mas sim uma encenação, e que encenação! Quem tem o privilégio, como eu tive, de vê-la no palco no auge de seus 80 anos repletos de razão e sensibilidade, mergulha no universo pessoal da maior pensadora do século XX ao mesmo tempo que se envolve no processo de catarse que a atriz generosamente compartilha com a plateia.
Fernanda é Simone, e para isso ela não precisa de trejeitos nem falsas tentativas de se assemelhar no ‘physique du rôle‘ porque ambas já se aproximam pelo simples fato de serem mulheres livres, o que não significa que eram mulheres sozinhas. Porque Simone também existiu através de Sartre, assim como Fernanda através de seu Fernando Torres em relações baseadas na igualdade.
Um parênteses: o Existencialismo é uma corrente filosófica que foi bastante popularizada por Simone, seu companheiro Jean-Paul Sartre e o amigo Albert Camus, entre outros intelectuais. Nessa doutrina, se estabelece que a gente constrói aquilo que nos tornamos, afinal ‘não se nasce mulher, torna-se’ frase famosa da filósofa. E nessa construção do que somos, precisamos obrigatoriamente do outro para de fato existir, ser percebido e considerado e a favor e contra nós, somente há o acaso.
Minha avó era uma leitora voraz da pensadora francesa e eu puxei dela esse gostinho especial pelo ‘existencial’ junto com minhas convicções libertárias e libertadoras. Sem a menor retórica, foi a mais valiosa herança que recebi. Por isso acredito que nenhuma mulher deve deixar de ler uma das principais obras da filosofia mundial escrita por Simone de Beauvoir: “O Segundo Sexo” e não tem desculpa, porque aqui está o link para download grátis do livro. Clique aqui e leia mesmo! Você não vai se arrepender.
Numa tarde geladíssima e seca do inverno de agosto, eu, a blogueira Juliana Ali e a jornalista Chris Campos conversamos sobre nosso jeito de cuidar da pele e de lidar com nossas vidas e com a idade. Foi bem divertido, elegante e sincero!
Depois de “E o vento levou” e Bonequinha de Luxo, “Os Pássaros” foi o filme que mais vezes assisti na vida. Sei de cor as falas da Tippy Hedren e tenho uma teoria muito louca sobre o ataque dos pássaros: basta notar quantas vezes Tippy não muda o figurino…smells like carniça.
Recentemente encontrei uma amiga que me contou que havia largado sua profissão de administradora de empresas para se tornar uma depiladora especializada no método egípcio, um tipo de depilação que requer muita, muita prática e habilidade. Ela contou maravilhas: que não agride a pele, que dura mais tempo, diminui o crescimento, não dá alergia e é menos dolorido também.
Aí fui pesquisar e aprendi que essa depilação já era feita há 2000 a.C. no Egito e em toda Mesopotâmia, por isso tem gente que chama esse método de depilação iraniana ou iraquiana. Essa técnica surgiu para amenizar os efeitos colaterais da cera quente na pele, afinal eles também já se depilavam com ceras de mel e ficavam com pelos encravados.
Pelos eram abominados, principalmente pelos egípcios; lá homens e mulheres compartilhavam esse ritual ‘dolorido’ de beleza, tudo por uma pele de porcelana como a de Nefertiti.
Achei essa depilação é muito higiênica porque ela é feita com linha de costura, 100% poliéster, descartável. E ainda é poderosa porque pode eliminar até 99% dos pelos pela raiz se quem a aplicar for fera. E quando a gente precisa fazer depilação mas o pelo ainda não cresceu o suficiente? Terrível né? Segundo quem aplica esse método diz que dá para retirar pelos mais curtos de até 3 mm e que nunca encravam.
A depilação com linha está se popularizando, principalmente entre as designers de sobrancelha e muita gente tem optado pela novidade dos tempos da Antiguidade e agora começa a ter profissionais em diversos salões de beleza de São Paulo e do Rio de Janeiro.
Na pesquisa que fiz até encontrei esse é um curta-metragem que mostra exatamente com é feita depilação e como ela é ligada à tradição do Oriente Médio. O documentário ‘Outch’ foi filmado em Chicago e é impressionante ver a prática da depiladora:
Diário poético-filosófico, ou caderninho daqueles pequeninos, capa de couro, pra fazer anotações, recheado de papéis, postais, escritos. Códice Lili. Moleskine.
lilianeferrari@gmail.com