Essa semana morreu um menininho de 7 anos que tinha leucemia decorrente de vários motivos mas principalmente causa desse arrasto que é encontrar um doador. E no caso dele, ainda quando se encontra um doador 100% compatível o paciente pode estar já debilitado demais e o hospital não ter leito pra realizar a cirurgia….
Vou participar desta campanha e já estou com meu protocolo em mãos!! definitivamente demorei muito pra fazer isso…é o minimo que a gente pode fazer para amenizar o sofrimento direto de quem é maltratado demais com essa doença e não tem doador compatível na família.
Aqui está a convocação e abaixo segue a íntegra do release! Vamos aderir?
Segundo um levantamento realizado pelo INCA – Instituto Nacional do Câncer, no início de 2011, o Brasil possui cerca de 2 milhões de doadores voluntários cadastrados no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), fazendo com que o país tenha o terceiro maior registro do mundo, atrás apenas dos EUA e da Alemanha.
Mas esse número, apesar de expressivo, ainda não é suficiente, e muitas pessoas que necessitam do transplante ainda morrem a espera de um doador compatível. Preocupada com esse cenário, a RMA Comunicação e Negócios, uma das 10 maiores agências de comunicação corporativa do Brasil, está desenvolvendo uma campanha para aumentar o cadastramento de doadores voluntários. Para isso, a empresa irá realizar, em parceria com a AMEO - Associação da Medula Óssea, uma coleta de sangue no próximo dia 28/06, a partir das 13 horas, no edifício RA, em Pinheiros (Rua Cunha Gago, 700).
A campanha busca instruir e motivar mais pessoas a se cadastrarem no banco de doadores e a participação de cada um é muito importante, visto que o índice de compatibilidade entre doadores e pacientes é baixíssimo. De acordo com a AMEO, mais de 60% dos pacientes não possuem doadores na família e quando isso acontece, a solução é fazer a busca deste doador entre os grupos étnicos representados na população. Como no Brasil o grau de miscigenação da população é muito grande, as chances de encontrar uma medula compatível no registro brasileiro é em média 1 para 100 mil.
A participação é simples e muito rápida, basta o interessado ter entre 18 e 54 anos, trazer a ficha de pré-cadastro preenchida – http://www.santacasasp.org.br/hla/medula.asp e tirar um tubinho de sangue para o teste de compatibilidade - HLA. Não é preciso estar em jejum. Os dados e a tipagem HLA do doador serão cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), assim, quando aparecer um paciente com a medula compatível, a AMEO entrará em contato.
Caso isso aconteça, novos testes sanguíneos serão necessários para a confirmação da compatibilidade e o doador será consultado para decidir a doação. O estado de saúde do doador não será avaliado no momento do cadastro, apenas na ocasião da doação.
Após a confirmação da compatibilidade entre o doador e receptor e confirmada a decisão sobre a doação, o resultado é encaminhado ao centro transplantador, e é lançada a possível data do transplante. O centro que coletará a medula do doador desencadeará a realização dos exames clínicos, laboratoriais e de imagens do doador. O potencial doador será avaliado com exame físico e testes laboratorias, a fim de garantir a segurança do receptor, evitando transmissão de doenças, bem como a segurança do próprio doador. Essa avaliação irá considerar idade, sexo, doenças crônicas, avaliação das funções hepáticas e renal, tipagem ABO e HLA, sorologias, vacinações recentes, teste de gravidez, radiografia de tórax, eletrocardiograma e avaliação psiquiátrica.
Existem duas formas de doar as células progenitoras ou células-mãe da medula óssea. Uma relacionada à coleta das células diretamente de dentro da medula óssea (nos ossos da bacia) e a outra por filtração de células-mãe que passam pelas veias (aférese). A coleta direta da medula óssea é realizada com agulha especial e seringa na região da bacia. Retira-se uma quantidade de medula (tutano do osso) equivalente a uma bolsa de sangue. Para que o doador não sinta dor, é realizada anestesia e o procedimento dura em média 60 minutos. A sensação do doador é de média intensidade e permanece em média por uma semana (2 a 14 dias), semelhante a uma queda ou uma injeção oleosa. Não fica cicatriz, apenas a marca de 3 a 5 furos de agulhas. É importante destacar que não é uma cirurgia, ou seja, não há corte, nem pontos. O doador fica em observação por um dia e pode retornar para sua casa no dia seguinte.
A coleta pela veia é realizada pela máquina de aférese. O doador recebe um medicamento por 5 dias que estimula a multiplicação das células- mãe. Essas células migram da medula para as veias e são filtradas. O processo de filtração dura em média 4 horas, até que se obtenha o número adequado de células. O efeito colateral mais frequente deste procedimento é devido ao uso do medicamento, que em alguns doadores pode dar dor no corpo, como uma gripe.
Os riscos para o doador são praticamente inexistentes. Até hoje não há nenhum relato de nenhum acidente grave devido a esse procedimento. O médico vai informar sobre qual a melhor forma de coleta de células. O doador, por possuir uma medula sadia e bom estado de saúde, reconstituirá o que doou rapidamente e poderá voltar às atividades normais. Em casos especiais e raros, como compatibilidade com outra pessoa, o doador poderá doar novamente a medula óssea. Dependendo da doença e da fase em que se encontra, o paciente pode se beneficiar mais com uma forma de doação. O transplante só será realizado quando o paciente estiver pronto para recebê-lo, esta resolução cabe ao médico que está acompanhando o paciente.
O Transplante de Medula Óssea (TMO) é indicado principalmente para o tratamento de doenças que comprometem o funcionamento da medula óssea, como doenças hematológicas, onco-hematológicas e imunodeficiências. A indicação do transplante depende, em geral, da doença e da fase da doença em que os pacientes se encontram. Para muitos casos, não há como controlar a doença somente com a quimioterapia e radioterapia convencional e a realização do transplante é o melhor recurso terapêutico para alcançar a cura.
A AMEO é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público), composta por um grupo de pacientes, familiares de pacientes, voluntários, profissionais da área de saúde e possui o apoio técnico do Hemocentro da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Fundada em 2002, a partir da dificuldade vivenciada por pacientes e seus familiares em encontrar um doador de medula óssea compatível, a AMEO foi pioneira em assumir o compromisso de mudar essa situação. Naquele ano havia somente 12 mil doadores no Registro Nacional, o que tornava praticamente nula a chance de encontrar um doador.
A grande luta é aumentar o número de representantes brasileiros no registro e, consequentemente, haverá uma maior diversidade genética e as chances dos pacientes em encontrarem um doador compatível no banco serão maiores.




















