...Diário poético-filosófico. Ou, caderninho daqueles pequeninos, capa de couro, pra fazer anotações, recheado de papéis, postais, escritos, uma agenda de memórias. Códice Lili. Moleskine.
Eu sou daquelas que vai pro Rio pra se enfiar no CCBB e rodar horas pelas exposições! eu prefiro 1000x o CCBB do Rio ao de São Paulo onde me sinto meio que asfixiada naquele prédio espremidinho do Centro…Gosto de espaço, da luz do Rio e por isso vibrei qdo recebi esse convite: vou pra lá me enfiar no CCBB e ver Tarsila!
Mas vamos ao que interessa mesmo: Tarsila já é um clássico do modernismo brasileiro, renomadíssima e autora de um estilo que é só dela! Tarsila é Tarsila!! uma artista ícone! Mas essa exposição tem um toque muito especial porque a curadoria é da minha amiga linda e querida multitalentosa Tarsilinha do Amaral, sobrinha neta da Tarsilona!
Já marquei o fim de semana do meu aniversário em março pra passar uns dias na cidade mais linda do mundo e prestigiar a expo!
Primeiro vi os desenhos e depois ouvi a história…Escuta:
A gravura acima foi feita em madeira em 1566 pelo artista alemão Hans Glaser que procurou descrever um evento muito mais muito extraordinário que houve em Nüremberg no exato dia 14 de abril de 1561, quando foram observados no céu diversos objetos de formato cilíndrico sobrevoando a região e de dentro deles saíam objetos esféricos menores, que pareciam guerrear entre si.
O jornal da época: Nuremberg Gazette, qualificou o evento como uma “aterrorizante aparição de formas cilíndricas, das quais emergiram esferas pretas, vermelhas, alaranjadas, azuis e brancas, que voavam por todo o lado, com cruzes com a cor de sangue, foi um espetáculo assustador e depois, um objeto negro em forma de lança apareceu”.
Um relato similar ocorreu cinco anos mais tarde em Basel, na Suíça no dia 7 de agosto de 1566 muitos cidadãos viram durante várias horas esferas negras envolvidas em um batalha aérea. O jornal da cidade relatou: “Quando o sol nasceu, as pessoas viram muitos objetos negros grandes, os quais se moviam à alta velocidade no ar, em direção ao sol, então faziam meia volta, batendo uns contra os outros, como se estivessem em batalha; um grande número deles ficou vermelho e incendiado, logo após sendo consumidos e desaparecendo.”
Tem gente que acha que eram OVNI’s mas há outros que mencionam um possível fenômeno de lapso no tempo-espaço e aquilo que essas pessoas no século XVI viram na verdade seria uma projeção do tempo futuro, de alguma batalha aérea da Segunda Guerra Mundial. Os objetos em forma de cruz parecem com o perfil dos caças ou mesmo o logo nas asas dos aviões bombaderos. Sem dúvida eu acredito na segunda opção!!
Contudo, a única coisa que se sabe ao certo é que tanto os fenômenos no céu ocorridos no século XVI, quanto as batalhas aéreas na Segunda Guerra realmente ocorreram na Europa.
Dercy ( Heloisa Perisse ) - TV GLOBO / João Miguel Júnior
Dercy de Verdade! aposto que vai ser o máximo! Núcleo do Jorge Fernando e direção de arte de época,não perco!!
Compartilho o release que recebi já um pouco editadinho:
Uma mulher ousada e abusada, mas também tímida e recatada. Digna, porém desbocada. Uma mulher que caiu e se levantou quantas vezes foram necessárias. Que amou, mas disse nunca ter sido apaixonada. Uma guerreira incansável, que escondia das pessoas o seu romantismo e a sua fragilidade.
A atriz que, com improviso, liberdade, irreverência e bom humor, em quase um século de trabalho, conquistou uma plateia fiel com apenas uma preocupação: o público. Uma mãe que encontrou em sua filha a mais bela relação que teve na vida. Seu nome? Dolores Gonçalves Costa (1907 – 2008) ou, simplesmente, Dercy.
Na minissérie ‘Dercy De Verdade’, a autora Maria Adelaide Amaral propõe revelar quem foi Dercy, aquela que o público consagrou tanto quanto a que todos desconhecem. E destaca os motivos que a impulsionaram a contar a história da artista e sua amiga pessoal: “Em primeiro lugar, eu não queria que ela fosse esquecida. Segundo, eu não gostaria que ela fosse lembrada como ‘aquela velha que só falava palavrão’.
Santa Maria Madalena é nacionalmente conhecida como a “terra de Dercy Gonçalves”, foi lá que a humorista nasceu, cresceu e escolheu ser sepultada. Logo, não há como contar uma história sobre Dercy sem mencionar Madalena e vice-versa. E foi por esta razão que a equipe de ‘Dercy de Verdade’ não teve dúvida ao eleger a cidade como uma das locações para as gravações da nova minissérie. Santa Maria Madalena fez uma viagem no tempo durante os sete dias de gravações.
Dercy ( Fafy Siqueira ) - TV GLOBO / João Miguel Júnior
Graças ao trabalho das equipes de produção de arte, cenário e figurino, casas, ruas e igreja foram transformadas em algo bem próximo do que a comediante viveu. Para dar continuidade a esta volta ao passado - e retratar um momento importante da trama - foi necessário, no entanto, fazer um deslocamento até Tiradentes, Minas Gerais.
“Como em Madalena não existe mais Maria Fumaça, e foi nesse tipo de trem que Dercy (Heloísa Périssé) fugiu com o artista Pascoal (Fernando Eiras) e a companhia Maria de Castro, tivemos que recriar a cena em outra região”, explica Jorge Fernando. As gravações duraram três dias e contaram com uma equipe de 100 pessoas, entre produção, elenco e figurantes locais.
Nas cidades, participaram das gravações: Luiza Périssé e Heloísa Périssé (Dercy), Tuca Andrada (Augusto Duarte), Cássio Gabus Mendes (Valdemar), Fernando Eiras (Pascoal), Rosi Campos (Bita), Walter Breda (Manuel), Álvaro Diniz (Álvaro Castro), Rose Abdallah (Maria de Castro) e Anja Bittencourt (vizinha) e Anthero Montenegro (artista da trupe Maria de Castro).
‘Dercy De Verdade’ é uma minissérie com autoria de Maria Adelaide Amaral, baseada na obra “Dercy de cabo a rabo”, da própria autora, com colaboração de Leticia Mey e direção geral e de núcleo de Jorge Fernando. O programa tem quatro capítulos, com previsão de ir ao ar de 10 a 13 de janeiro de 2012.
Gabriel Nehemy expõe 30 obras selecionadas entre pinturas e fotografias numa mostra, montada em seu próprio espaço de trabalho. Ele convida o público a ter um contato mais íntimo com essas produções, ambientando-as no lugar onde ganharam vida. Para colecionadores uma informação a mais: as obras custam de R$ 600,00 a R$ 8.000,00.
07 de dezembro, quarta-feira, das 19h às 0h
Atelier Gabriel Nehemy – Rua Zapara, 94, Vila Madalena – São Paulo
Para entender e refletir!! Seminário Decantações nesta sexta dia 2 e sábado dia de dezembro às 11h e às 15h. GRATIS!!!!
Com curadoria de Cauê Alves e Cristiana Tejo, a 32ª edição da mostra bienal do MAM-SP tem como tema Itinerários, itinerâncias e traz cerca de 40 artistas de diversas partes do país, além de alguns estrangeiros com maior ou menor inserção no cenário nacional.
A ideia de Itinerários, itinerâncias surge da percepção dos curadores Cauê Alves e Cristiana Tejo de alguns aspectos da realidade artística de hoje, relativos ao tempo e aos deslocamentos implícitos nesse meio, não só no Brasil, mas no mundo todo. Com a globalização e a volatilização das fronteiras, os artistas viajam cada vez mais para participar de exposições e residências e em alguns casos passam mais tempo em trânsito do que nas cidades em que vivem.
O Panorama 2011 pretende ser uma plataforma de debate e análise sobre o que perdura e torna-se produto final em contraponto à velocidade e quantidade de processos e realizações, e de deslocamentos que têm muitas vezes por objetivo a criação de uma obra dentro de determinado contexto, artificial na medida em que não é o ateliê nem a cidade onde vive o artista. As obras selecionadas trazem em si características duais como impermanência e perenidade, presença e ausência, formalização e improviso.
Dessa forma, a exposição não ocupará o museu apenas no âmbito dos espaços de exibição, mas de forma abrangente, explorando a estrutura do museu como um todo, seja a biblioteca, seja o Educativo, fazendo com que o próprio MAM-SP seja um espaço de entrecruzamentos e conexões.
Participam da 32ª edição do Panorama da arte brasileira: Alberto Bitar, Amanda Melo, André Severo e Maria Helena Bernardes, Ateliê Aberto, Breno Silva e Louise Ganz, Bruno Faria, Cadu, Capacete, Chiara Banfi e Kassin, Cildo Meireles, Detanico Lain, Ducha, Gaio Matos, GIA, Héctor Zamora, Jailton Moreira, Jarbas Lopes, Jonathas de Andrade, Jorge Menna Barreto, Letícia Cardoso, Lourival Cuquinha, Lucia Laguna, Marcelo Coutinho, Marco Paulo Rolla, Nicolás Robbio, Oriana Duarte, Pablo Lobato, Paula Sampaio, Pedro Motta, Raphaël Grisey, Raquel Garbelotti, Ricardo Basbaum, Rodrigo Bivar, Rodrigo Matheus, Romano, Sara Ramo, Virginia de Medeiros e Wagner Malta Taveres.
Brinquedo Popular do Nordeste - exposição com mais de mil objetos da coleção de David Glat do Museu do Brinquedo Popular na Bahia e curadoria do grande Emanoel Araujo. Traz uma grande diversidade de objetos, de bonecos representando figuras populares, como bailarinas e forrozeiros, e mitológicas, como o saci e sereias, a miniaturas de veículos feitas de materiais diversos, tais como madeira, arame, tecido e latinhas de refrigerante.
Acho uma riqueza esses brinquedos brasileiros, porque são ao mesmo tempo tão ingênuos, delicados e rústicos, fora que refletem a nossa cultura original e folclore.
Segundo o release “O Museu Afro Brasil pretende nessa mostra, com mais de mil itens, pela via da estética, recuperar as raízes brasileiras contidas nesses brinquedos, que embalaram gerações de infâncias de meninos e meninas brasileiros.”
O Museu Afro Brasil fica no Parque do Ibirapuera, portão 10, São Paulo - (11) 3320-8900 ramal 8921 – agendamento/ educativo para visitas monitoradas. De terça a domingo das 10h às 17h.
Neste domingo, dia 13 de novembro, tem uma maratona de atividades gratuitas promovidas pelo MIS. Das 10h às 17h, acontece a terceira edição da Maratona Infantil, projeto mensal do Museu que tem atrações selecionadas para crianças.
O melhor é que durante todo o dia, o público experimentará a incrível sensação de voar numa instalação interativa chamada Asas do brother, artista, HQzeiro e gamer Nathan Cornes que mandou um convite muito lindo pra gente não esquecer de ir.
Bom, para voar segundo Nathan é muito simples: o candidato a pássaro se posiciona em um praticável com cromaqui ao fundo, uma câmera registra a imagem e é feita uma projeção, na qual ele aparece com asas no lugar dos braços. O participante pode subir, descer, girar e planar à vontade com o céu como fundo.
Vou levar a Luisa, claro!
***
Confira a programação completa da Maratona Infantil e aproveite:
• 10h às 17h | Intervenções circenses | com o Teatro de Rocokóz – Estacionamento • 10h às 17h | Projeto Asas | de Nathan Cornes – Auditório MIS
• 10h às 11h, 13h às 14h e 16h às 17h | Oficina de robôs com motor de celular | com a equipe Educativo MIS – Sala do Educativo
• 11h às 12h e 14h às 15h | Contação de histórias | com Deise de Brito – Foyer do Auditório MIS
• 12h às 14h | Oficina de teatro para crianças |com Niveo Diegues – Foyer do Auditório LabMIS
• 14h às 16h | Oficina de mangá | com a AreaE Escola de Mangá – Sala de Interface
• 16h às 17h |Bate papo sobre o livro “Meu filho, meu besouro” (Editora Cosac Naify) | com Cadão Volpato – Auditório LABMIS
Abstraia da trilha do Coldplay e se liga no desenho que parece fotografia da Lady Gaga. Foi feito em três horas.
Ok, esse traço tem um quê meio brega…. porém a técnica da garota é incontestável!! Rajacenna van Dam é holandesa, tem 18 anos e quando usar o talento que tem para fazer outros temas no desenho..ah, vai explodir o mundo.
Nesta semana, a atriz mostra seu lado performer e faz uma apresentação na Parahaus, num daqueles tubos de água incríveis. Será na quinta dia 10 de novembro às 21h, depois tem mais duas apresentações nos dias 22 e 29 de novembro às 20h. Não perca!!
PARAHAUS - Rua Caminha de Amorim, 532 Alto de Pinheiros.
Adoro o trabalho do Ozi e esta exposição está ma-ra-vi-lho-sa!
“Na exposição “Toy Art Show”, Ozi é o dono da brincadeira. Ele criou uma série de trabalhos em que os brinquedos e ícones infantis assumem um formato transgressor. De perto, nada é exatamente aquilo que parece ser. A sua habilidade com a técnica de estêncil está presente em todas as pinturas realizadas sobre telas e lâminas plásticas. Camadas de tinta se sobrepõem em máscaras recortadas com estilete para revelar cada detalhe das imagens. Em 28 anos de carreira profissional, Ozi apresenta pela primeira vez esculturas em plástico, resina, metal e pelúcia. Foi montado um verdadeiro “playground de adultos”, como ele mesmo diz. E nesta brincadeira, além de conseguir arrancar o sorriso do observador, Ozi também o provoca a refletir sobre o comportamento humano.” Marco Antonio Teobaldo, curador
A galeria Colecionador Contemporâneo é o novo projeto dos irmãos Ludwig e Luiz Danielian da Colecionador Escritório de Arte. Nesse novo conceito buscam incentivar o acesso à arte e apresentar obras de artistas pouco conhecidos no Rio a preços acessíveis para novos colecionadores. Essa exposição tem como objetivo trazer um consagrado artista de São Paulo e apresenta-lo ao mercado de arte do Rio de Janeiro.
Até dia 05 de novembro, sábado - Corra!!!
Galeria Colecionador Contemporâneo | Shopping Cassino Atlântico, Av. Atlântica, 4240, loja 224 - Rio de Janeiro-RJ
A arte e o design africano sempre influenciaram e inspiraram muitos artistas, como Picasso e seu cubismo na Europa como início do século XX. E na arte brasileira, com tantos redutos de africanos in loco em nossa terra, essa influência é ainda muito maior, mais perceptível e repleta de significados miscigenados.
Semana que vem começa em São Paulo um curso só sobre este assunto no Sesc Vila Mariana com orientação de uma querida amiga minha, a Solange Ardila. O curso Ressonâncias Africanas nas Artes Visuais Brasileiras aborda a presença marcante de influências africanas na produção artística brasileira, traçando um panorama que se inicia no século XVII, chegando à contemporaneidade.
Repertórios e questões relativas a estas influências serão apontadas tanto na obra de artistas afro-descendentes como no trabalho de artistas viajantes. Nomes como Albert Eckhout, Aleijadinho, Mestre Ataíde, Estevão Silva, Rubem Valentim, Mestre Didi, Irmãos Timóteo, Heitor dos Prazeres, Rosana Paulino e Cildo Meireles terão algumas de suas obras comentadas.
Dia(s) 09/11, 16/11, 23/11, 30/11
Quartas, das 19h às 21h30
R$ 40,00 [inteira]
R$ 20,00 [usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante]
R$ 10,00 [trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes]
Não acredito que ainda não postei nada até hoje sobre essa trilogia de filmes que assiti a primeira vez há uns dez anos. Shame on me!!!!
Mas vamos lá! Pra quem é viciado em Phillip Glass esses filmes são sagrados. Pra quem gosta de cinema são masterclasses. Powaqqatsi, Naqoyqatsi e Koyanisqqtsi são documentários do diretor Godfrey Reggio feitos em parte na década de oitenta, sendo finalizado com Naqoyqatsi em 2002.
A Terra, o ser-humano e a tecnologia, suas guerras e desequilíbrios e a natureza perfeita tudo isso sem uma palvra sequer, apenas música e imagens. É denso e impactante, te faz ir longe….
O significado do título dos filmes sempre é revelado no final.
Quando fui ao Pará comprei meio que por acaso no Mercado Ver-o-Peso um apito de madeira típico do norte e não acreditei quando percebi que é o mesmo tipo de apito usado pelo Phillip Glass na trilha do Powaqqatsi nas cenas de Serra Pelada. Achei genial!!! Eles filmaram no planeta inteiro e em cada lugar absorviam algum elemento.
Deveria ser obrigatório na vida assistir esses filmes não só pelo temas mas pela obra de arte rara que são.
É tanto talento que dá vontade de chorar, de rir sem parar, de aplaudir de pé, de gritar woo-hoo, de assoviar!
Os artistas do Cirque du Soleil simplesmente dedicam suas vidas para estarem em cena naquele grau de plenitude. Porque para emocionar a plateia da forma como eles emocionam, precisa ser excelente meu bem! top de linha!
Cada gesto, cada som, cada cor, every breath you take ali no picadeiro do Cirque du Soleil é pensado, não é aleatório e se completa quando unindo-se à espontaneidade da beleza e da emoção gestual dos artistas que executam seus números.
Mas também não tô falando só de acrobacias não, porque elas naturalmente enchem os olhos e surpreendem o coração. Mas também me refiro ao carisma, o timing e a concentração. Todos ali estão completamente inteiros nesse picadeiro contemporâneo. Seguem um bom roteiro, usam figurinos que contribuem para a cena e uma maquiagem com design ímpar. Todo movimento é tão limpo que se vê a quantidades de ensaio + ensaio + ensaio + ensaio + ensaio + vigor + técnica apurada.
Os músicos são perfeitos com uma versatilidade absurda! Fazem remix bárbaros com sons de rituais tribais, música havaiana, canções trovadorescas do sul da França, melodias da armênias, cantos ciganos e tango. E é essa riqueza toda a pura alma do Cirque du Soleil.
Chorei de ver tanta gente dedicando a vida à arte!
Cirque du Soleil não é uma opção de entretenimento é uma experiência de beleza e estética teatral, de catarse, de poder se deixar envolver com sons ancestrais.
Varekai, nome do espetáculo em questão significa “em qualquer lugar”, afinal o espírito gitano permeia a obra e conta a parte do mito de Ícaro que foi deixada de fora: o que aconteceu com ele depois da queda do céu. Ele aterrissou em uma floresta mágica, no ponto mais alto de um vulcão, em um mundo habitado por criaturas fantásticas e ali conhece uma jovem misteriosa…
Assisti este espetáculo na tarde da sexta-feira passada com um plus especial a convite da Time4fun: dando um giro pelo backstage que não incluiu somente coxias, mas fui na oficina de reparos, cozinha, lavanderia, academia e com acesso às mordomias do Tapis Rouge onde também tive a companhia de alguns blogueiros, dentre eles o Rodolfo Miwa do Update or Die, blog que diariamente leio.
Aqui algumas imagens dessa tarde inesquecível:
Um pouquinho da sala de figurinos
Espiando os preparativos do espetáculo.
Clima de Varekai
Icaro, tão lindo!
Tapis Rouge, uma tenda vipérrima para a guardar o início e curtir com prosecco o intervalo.
Varekai estreou em Montreal em 2002 e já foi visto por mais de 6 milhões de pessoas em mais de 15 países. E agora é a vez do Brasil! O espetáculo está em São Paulo em sua Grand Chapiteau (Grande Tenda), no Parque Villa Lobos, pela realização da Time4fun e o patrocínio exclusivo do Bradesco.
Os ingressos variam entre R$ 395,0 e 140,0 para apresentações de terças aos domingos até novembro, em seguida partirá para o Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Salvador, Curitiba e Porto Alegre.
“Natureza Impermanente” de Kilian Glasner apresenta, em sua primeira individual
em São Paulo, dez desenhos em grande formato feitos com pastel seco sobre papel e uma
intervenção no piso da galeria realizada com adesivo em vinil nas cores branco e laranja.
A mostra questiona as diferentes formas de representação da paisagem, onde os desenhos
funcionam como portais para o infinito, convidando o espectador a um passeio por um mundo
imaginário. O piso da galeria recebe uma representação em colagem feita a partir de medidas
exatas a uma pista de atletismo oficial. O espectador interage ao caminhar pela exposição e partir
dos fragmentos de pista, ele pode recriar a pista inteira na imaginação.
“Natureza Impermanente” – Kilian Glasner Galeria Moura Marsiaj
até 08 de novembro de 2011, de terça a sexta-feira, das 10h30 às 19h, sábado, das 12 às 18h
Rua Mateus Grou, 618 – Pinheiros – Telefone: (11) 3031 1061
contato@mouramarsiaj.com.br
Adam Kalinoski IN VOID in memorian of Andrzej Bereziasnski tem vernissage amanhã! Segunda 3 de outubro às 19h no MuBE, irei
Em cartaz de 04 a 27 de outubro no MuBE pela primeira vez na América Latina as obras do artista polonês Adam Kalinowski, com a exposição construída especificamente para sala Pinacoteca do museu.
Marcada pela falta de uma definição ou proposta única em um jogo entre realidade criada e representação artística. É nessa indefinição e imprevisibilidade que Adam Kalinowski leva a vida para a arte e nos convida a fazer o contrário: levar a sensibilidade artística para a vida. Influenciado pelos movimentos Fluxus e Land-Art, Kalinowski é conhecido por produzir grandes instalações externas em espaços públicos.
Com curadoria de Mirelle Martins, essa primeira exposição do artista no país irá apresentar um total de quatro trabalhos internos: a instalação Rock in Void e três modelos de construções orgânicas. Os trabalhos causam um estranhamento com o comum, conceito que permeia a produção contemporânea pelo seu gigantismo e sua falta de referência de escala.
Sobre Adam Kalinowski
Nasceu em Poznan (1959) onde vive e trabalha atualmente. Estudou Antropologia Cultural em The Adam Mickiewicz University em Poznan, Polônia, graduando em 1986. Autor de projetos outdoor e textos críticos. Organizador da próxima Bienalle Mediations de arte contemporânea na Polônia. Em 1998 ele criou e desde então preside a fundação artística que leva o nome de seu pai, o pintor construtivista Tadeusz Kalinowski.
Exposição – Adam Kalinowski – Rock in Void MuBE – Museu Brasileiro da Escultura – Sala Pinacoteca
Endereço – Av. Europa, 218, Jardim Europa
Vernissage: 03 de outubro
Aberto ao público – 04 a 27 de outubro
Horário – de terça a domingo, das 10 às 19 horas.
Informações – (11) – 2594-2601
Entrada franca
O MuBE possui acesso para pessoas com Necessidades Especiais, restaurante e ar-condicionado.
Não pense que já sairam os vencedores das votações do público! essa escolha é minha, da Luisa e do @souzacampus, mas aposto que mais gente curtiu tanto como nós. Vamos esperar os resultados oficiais e aí faço um update aqui, mas aposto que esse filme lindo vai se destacar. É uma homenagem à Jackson Pollock mas passa por Picasso, Munch, Leonardo, Gauguin e tem ritmo de romance policial! Lindo!
Sem dúvida, foi o melhor filme que assistimos na 19 edição (tímida) do Festival Internacional de Animação do Brasil, o Anima Mundi SP, no Memorial da América Latina. Porque se por um lado gostei que estava tudo mais tranquilo, menos parque de diversão… por outro Luisa sentiu que “não tinha nada pra fazer” porque ela gostava das oficinas e pras crianças a prática é muito complementar quando se mostram técnicas de cinema.
Louise Bourgeois:O Retorno do Desejo Proibidoreúne desenhos, objetos, pinturas, esculturas e instalações da produção da artista entre 1942 e 2009. Com curadoria de Philip Larratt-Smith, organização do Studio Louise Bourgeois (Nova York) e realização do Instituto Tomie Ohtake, a mostra que já passou pela Argentina e depois vai para o Rio de Janeiro.
Eu tenho um amor imenso pela obra de Louise desde o dia que vi na grande aranha do MAM-SP uma aranhazinha de verdade tecendo o fio na própria obra!
A exposição é linda e tem manuscritos da artista! Com textos assim: “Desconfio das palavras. Elas não me interessam, não me satisfazem. Sofro pela maneira como as palavras se desgastam. (…) Sou uma mulher muito concreta. As formas são tudo.”
Louise Bourgeois: O Retorno do Desejo Proibido
De 08 de julho a 28 de agosto Instituto Tomie Ohtake Rua dos Coropés, 88 - Pinheiros, São Paulo
(11) 3814-0705 De terça a domingo das 11 às 20h
Diário poético-filosófico, ou caderninho daqueles pequeninos, capa de couro, pra fazer anotações, recheado de papéis, postais, escritos. Códice Lili. Moleskine.
lilianeferrari@gmail.com