...Diário poético-filosófico. Ou, caderninho daqueles pequeninos, capa de couro, pra fazer anotações, recheado de papéis, postais, escritos, uma agenda de memórias. Códice Lili. Moleskine.
Sem ser esnobe, mas a melhor torta de maçã que comi na vida foi numa cafeteria, no dia 31 de dezembro de 2001, na Times Square cheia de cops pós September 11 em NYC, horas antes da Big Apple cair e o ano novo chegar. Em cima do inesquecível pedaço tinha uma porção tão linda de chantilly que você olha e fala: Oh My God. Fora que a torta tinha acabamento de xadrezinho de massa a coisa mais perfeita do mundo (lá embaixo na receita tem um link mára p vc fazer grandes acabamentos em suas tortas!)
Mas uma torta dessas de maça não é só uma torta.
É música, é filme, é arte, é way of life ou seja, é uma instituição norte-americana. Enfim, esse post pretende dar conta de listar algumas das diversas ‘American Pie’.
-Para comer: a receita
Torta de Maça ao estilo American Pie
Ingredientes
Massa
2 xícaras de farinha de trigo
3 colheres (sopa) de açúcar
1/2 xícara de gordura vegetal, em pedaços
3 colheres (sopa) de margarina ou manteiga, gelada e picada
6 colheres (sopa) de água gelada
Como fazer: no processador misture tudo (menos a água) ligando e desligando até a massa ficar com pequenos pedaços. Com o motor ligado, adicione a água aos poucos. Misture até que a massa solte dos lados da tigela. Retire e divida a massa em duas partes iguais. Em uma superfície polvilhada com farinha abra metade da massa formando um círculo a outra é para o acabamento. Forre o fundo e os lados de uma fôrma de torta com a massa.
Pré-aqueça o forno na temperatura média-alta.
Recheio
5 maçãs médias, sem casca e cortadas em fatias finas
3 colheres (sopa) de farinha de trigo
1 meio copo de suco de limão
1 pitada de noz-moscada
1 xícara de açúcar misturado com canela
Preparo: depois de fatiar as maçãs, cubra-as com o suco de limão. À parte, misture a farinha, a noz-moscada e o açúcar já misturado com a canela. Jogue sobre as maçãs, misturando bem. Distribua as maçãs sobre a massa e se quiser, espalhe pedacinhos de manteiga sobre as maçãs.
Há uma série de interpretações para a letra, nenhuma de Don, mas tem gente que diz que ele se refere diretamente aos Beatles, Janis Joplin, Elvis, Bob Dylan, Jack Kerouac, Mick Jaegger…Pode até ser, anos 70 muitas viagens…
Sei que adoro essa música!
Mas quem é que vai se lembra da orignal quando Madonna regrava uma canção….?
Encontrei também essa versão MEDONHA de American Pie by esquilinhos freak. Fica aqui como registro apenas!!
Vai aqui letra da música pra você cantar junto!!?? E analisar as possíveis referências:
“American Pie”
A long, long time ago
I can still remember how that music used to
make me smile
And I knew that if I had my chance
I could make those people dance
And maybe they’d be happy for a while
Did you write the book of love
And do you have faith in God above
If the Bible tells you so
Now do you believe in Rock ‘n’ roll
And can music save your mortal soul
And can you teach me how to dance real slow
Well, I know that you’re in love with him
‘Cos I saw you dancin’ in the gym
You both kicked off your shoes
Man, I dig those rhythm and blues
I was a lonely teenage broncin’ buck
With a pink carnation and a pick-up truck
But I knew that I was out of luck
The day the music died
I started singing
Bye, bye, Miss American Pie
Drove my Chevy to the levee
But the levee was dry
And good old boys were drinkin’ whiskey and rye
Singing this’ll be the day that I die
This’ll be the day that I die
I met a girl who sang the blues
And I asked her for some happy news
But she just smiled and turned away
I went down to the sacred store
Where I’d heard the music years before
But the man there said the music wouldn’t play
Well now, in the streets the children screamed
The lovers cried, and the poets dreamed
But not a word was spoken
Tho church bells all were broken
And the three men I admire the most
The Father, Son and the Holy Ghost
They caught the last train for the coast
The day the music died
We started singin’
Bye, bye, Miss American Pie
Drove my Chevy to the levee
But the levee was dry
And good old boys were drinkin’ whiskey and rye
Singing this’ll be the day that I die
This’ll be the day that I die
Bye, bye, Miss American Pie
Drove my Chevy to the levee
But the levee was dry
And good old boys were drinkin’ whiskey and rye
Singing this’ll be the day that I die
This’ll be the day that I die
We started singin’
We started singin’
We started singin’
We started singin’
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Para ver: a torta de Rockwell e o ‘pecado da gula’da série de filmes para virgens
Olha que linda a ilustração de Normal Rockwell‘Thanksgiving Pie’ de 1930. O artista que melhor retratou o espírito yankee nunca esqueceria da torta de maçã.
Nada pode ser mais imbecil que American Pie uma saga de filmes pra pegar mulher que culmina num American Wedding. Se passar na tv veja um trecho e comprove!
Passei muitos Natais com meu pai preparando nosso jantar. E uma das especialidades era bacalhoada. Um prato delicioso e que não requer acompanhamentos complexos, um belo arroz branco é uma combinação perfeita. Simples assim.
Meu pai não não tinha, nem seguia receita, fazia ‘no olho’, como dizem. Recomendava comprar tudo bem fresquinho e ir provando a comida no decorrer do preparo. E o incrível é que ele fazia NADA de bagunça na cozinha. A pia sempre linda, inox brilhando. Na hora de servir era no esquema que cada um incluia com o bacalhau, a cebola, batata, ovos em separado e colocava azeite como quisesse.
E daí que esses dias estava pesquisando para um post do #Juntos e pedi que me mandassem receitas. O @oalvarengaOsvaldo Alvarenga, que foi meu aluno esse ano na Escola São Paulo e é uber gourmand mandou especialmente pra mim, uma receita sensacional e que é muito parecida com a que meu pai fazia até na forma como ele explicou tudo.
Tomo a liberdade de transcrever a receita exatamente como no email dele pra mim:
Bacalhoada à Portuguesa:
Ps.: não tenho uma receita certinha, no papel. Faço de cabeça…
Então vamos lá.
Porções individuais:
300g de postas de bacalhau com pele;
uma batata inglesa média;
uma cebola grande;
um dente de alho;
um ovo;
100g de grão de bico, ou 200g de vagem ou umas três ou quatro folhas de couve (a gosto).
Algumas azeitonas verdes.
sal, pimenta do reino, azeite extra virgem e vinagre de vinho branco à vontade.
Modo de preparo:
depois de deixar o bacalhau de molho por uns três a quatro dias (se possível em água fria, reserve aguar fria limpa numa outra vasilha para as trocas e deixe de molho na geladeira)
ponha primeiro as batatas descascadas e pouco depois as cebolas (descascadas tb, claro) e em seguida o bacalhau para cozinhar na mesma panela. Se for usar as couves pode, ao final do cozimento do bacalhau, adicionar a couve nesta mesma panela para um “banho” rápido. Se não couber tudo na mesma panela, cozinhe as batatas em separado. Verificar o ponto do bacalhau e das batatas para não ficarem cozidos demais.
cozinhe os ovos noutra vasilha.
Cozinhe o grão de bico (preparo normal, deixa de molho antes para tirar aquela pelinha) ou a vagem noutro recipiente (para a vagem - que é a minha opção favorita para este prato, eu costumo cozinha-las no vapor).
pique o alho (cru) em pequenos pedaços.
Vá comendo as azeitonas enquanto prepara o prato… rs. A rigor come-se o bacalhau com azeitonas, mas eu não uso, então…?!
Modo de servir:
sirva em vasilhas separadas, batatas, cebolas e bacalhau. Noutra os ovos. Numa terceira a vagem. Também o alho e as azeitonas são colocadas em lugares próprios e separados.
sal, pimenta, azeite e vinagre são levados à mesa para que cada um tempere seu prato a seu modo.
cada convidado se serve à vontade e tempera no seu próprio prato. Mas a pimenta, azeite (muito) e vinagre são indispensáveis. Para crianças vc pode amassar o bacalhau com as batatas, azeite e vinagre e fica ótimo. Até os mais ruins de boca comem…
Para beber… deixa eu ver… Quinta da Lagoalva Talhão, da região do Ribatejo, Portugal - claro!!
Acho que vai funcionar bem…Vantagens: supersimples de fazer, não suja demais a cozinha e a sobra fica pro bolinho de bacalhau do dia seguinte… outro dia eu passo a receita do bolinho.
A gente vai cobrar o bolinho!
***
De onde vem essa tradição de comer bacalhau no Natal?? ( e em outras datas religiosas)
A Igreja Católica na Idade Média mantinha um rigorosissimo calendário no qual os cristãos deveriam respeitar os dias de jejum, e eram proibidos de comer as carnes consideradas “quentes”.
Com isso, passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo português super católicos. O rigoroso calendário foi com o tempo sendo aliviado… Mas a tradição do bacalhau mantém-se forte nos países de língua portuguesa até hoje, principalmente no Natal.
Convite disputadíssimo e sem maiores informações. Táxi na porta às 20h pra me buscar e me levar ao destino top secret. [Recomendação de uma amiga: Não use vendas para comer nada, a menos que seja um evento a la de Olhos bem Fechados.]. 15 minutos depois já estava no restaurante Capim Santo. #GoodFeellings….
Uma sala de jantar especial toda organizada esperava pelos convidados. Dj’s djanzando, convidados simpáticos chegando.
Quando todos estavam já reunidos à mesa e num zumzumzum e bebericações, a chef e linda: Morena Leite se apresentou, contou como seria a dinâmica do evento e pediu pra que cada um dos 20 convidados contasse sobre sua a relação com comida. Histórias divertidas de quem nem sabe fazer miojo até especialistas com livros de culinária publicados fizeram o warm up descontraído da noite.
Logo depois fomos direto para a cozinha fazer nossa própria entradinha: baby lula com tomate cereja, quer dizer tomate perinha, rúcula e pesto. Eu prestei bem atenção pra não comer lula borrachuda! pq o ponto certo da carne da lula é uma arte pra poucos. [mas o importante foi que todo mundo saiu do jantar com pelo menos uma receita de impressionar!!].
Os pratos principais foram servidos logo depois e para esses não se arriscaram a pedir nossa ajuda.
Tinham muitas comidinhas incrivelmente saborosas e saudáveis, afinal com Morena Leite na ‘chefia’ não dá pra esperar menos….Tabule de quinua, lagosta no vapor, nhoque de batata doce, sorbet de lichia…ai tudo divino!
Consegui também uma outra receita! a do perfumado brigadeiro verde que comemos e piramos!!! e compartilho aqui pq tô boazinha demais da conta hoje!!!
Brigadeiro de Capim-Santo by Morena Leite
Rendimento: 30 colheres/ 1 panela
Tempo de preparo: 1 hora
Ingredientes:
3 latas de leite condensado
150ml de leite
150g de capim-santo
Modo de preparo: Bater no liquidificador o capim-santo com o leite. Depois peneire o líquido do liquidificador para juntar com o leite condensado e leve ao fogo baixo, mexendo até soltar do fundo da panela como no brigadeiro tradicional.
(aproximadamente 50 minutos).
***
E tudo isso foi powered by Electrolux com produção de Bold+Remix (leia-se: @lalai e sua cia criativa ilimitada) em parceria com a F/Nazca. Congrats people!!
Aqui eu e @biagranja num momento histórico ‘ryca e phyna’! Pq dividir champagne pra mais um brinde é que é luxo!
O restaurante dos meus alunos lá da Escola São Paulo: Zé Renato e Gustavo, o Restaurante Chácara Santa Cecília, em Pinheiros, promove o Jantar no Escuro, com produção das psicólogas Elis Feldman e Maria Lyra e cardápio preparado pelo chef Plínio Arraes.
O objetivo dessa noite especial é ampliar a consciência corporal, trazer novos paradigmas e promover a troca de experiências entre o grupo. Faz bem ao cérebro prestar mais antenção nas nuances dos sabores da comida.
O cardápio oferece duas entradas, um prato principal e uma sobremesa. Tudo preparado para ser degustado de olhos fechados.
Restrições alimentares ou alimentos que não sejam aceitos pelos clientes devem ser informados com antecedência e as bebidas servidas são água e vinho, sempre harmonizados com o menu sob a consulta de um sommelier.
Segunda 9 de novembro
R$90 sem vinho e R$110 com vinho
Reservas: 11 8339-5099 e 9690-7259
atelie@noescurogastronomia.com.br
Chego em casa tarde, exausta e faminta e a única ideia nada criativa mas saborosa e prática que tenho é: Let’s make some hot dogs!
Afinal…
temos pressa?? SIM
temos fome?? SIM
temos pão de cachorro-quente?? SIM
temos mostarda?? SIM
temos catchup?? SIM
temos salsichas?? SIM
temos maionese?? NÃO
Maionese não tinha, quer dizer, na verdade tinha sim, um pote semi-vazio na geladeira, que me deu raiva só de pegar porque era aquele restinho do restinho e que não dá pra nada….
Como ‘alternativa’ é praticamente meu sobrenome e não desisto fácil, pensei, meio frustrada, em passar uma manteiguinha pra fazer a substituição e seguir firme e forte no preparo dos lanches.
Ma eis que toca o interfone e o porteiro me diz: “Dona Liliane, tem uma caixa aqui na portaria pra senhora”.
Toca eu parar tudo e descer pra pegar a bendita caixa…..
E o inacreditável se fez! Pasmem, era uma caixa da Hellmann’s que fui pegar:
Precisa dizer mais alguma coisa???
Timing perfeito. Hot dogs com maionese. E não era via realidade aumentada como prometia e cumpria a imagem impressa no pratinho.
Minha vida é mesmo um plano sequência.
Achei que tinha alguma câmera escondida filmando tipo um The Truman Show.
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Se você não conhece o filme do Jim Carey The Truman Show, clica ali e lê sobre.
Quando a gente viaja de carro pelo Brasil pode ter ótimas supresas pelo caminho, principalmente se for comidinha gostosa.
Uma vez já em viagem pelo Rio de Janeiro, decidi que queria ir para Salvador de qualquer jeito, mas assim de última hora e tempo de carnaval era óbvio que não tinham passagens aéreas e lá fui eu encarar a viagem de busão. Fui do Rio a Salvador e passei por lugares inenarráveis meio que perdidos pela estrada mas que mantinham artesanato bonito e uma culinária típica brasileira super saborosa que experimentei nas várias paradas pelo caminho.
Jequié [quente pra danar] na Bahia é uma das cidades que conheci e que a Casa Consul vai visitar em breve e registrar as receitas originais de lá. Quero ver se eles tem receita de sorvete!!!
Essa Casa Consul é como uma casa mesmo com rodas. Fica num endereço móvel num caminhão equipado com cozinha, sala de estar e lavanderia e percorre o Brasil para oferecer e promover gratuitamente cursos de culinária, oficinas de artesanato, brincadeiras para as crianças e mais um concurso de receitas em 21 cidades no total, passando pelo Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste.
Tudo sobre essa viagem vai ficar registrado num blog com um pouco sobre cada cidade e dicas de passeio, curiosidades, personagens e claro, as receitas regionais que precisam e devem ser guardadas no livro de história do gostinho de comida brasileira de raiz.
Todo mundo que estiver pelo caminho pode participar dos cursos de culinária oferecidos e dá pra se inscrever com receitas de própria autoria para o concurso “O Brasil com o seu Tempero”.
As três melhores receitas são selecionadas por uma culinarista que prepara e elege o melhor prato.
Confira no calendário abaixo o roteiro de cidades. Se você estiver num desses locais visite e participe. Se não estiver acompanhe pelo blog as deliciosas receitas e as fotos das paisagens lindas no Flickr e pelo twitter.
De 08/09 a 12/09 – Lages (SC).
De 15/09 a 19/09 – Pelotas (RS).
De 22/09 a 25/09 – Americana (SP).
De 26/09 a 27/09 – São Paulo (SP) (Evento Viva Consul).
De 29/09 a 03/10 – Poços de Caldas (MG).
De 06/10 a 10/10 – Araguari (MG).
De 13/10 a 17/10 – Rio Verde (GO).
De 20/10 a 24/10 – Itumbiara (GO).
De 27/10 a 31/10 – Montes Claros (MG).
De 03/11 a 07/11 – Jequié (BA).
De 10/11 a 14/11 – Vitória de Santo Antão (PE).
De 17/11 a 21/11 – Bayeux (PB).
De 24/11 a 28/11 – Campina Grande (PB).
De 01/12 a 05/12 – Garanhuns (PE).
De 08/12 a 12/12 – Juazeiro (BA).
De 15/12 a 19/12 – Paulo Afonso (BA).
Das boas receitas originais dessas cidades por onde o caminhão já passou e estão registradas, eu fiquei realmente com água na boca por essa de Almirante Tamandaré que já está no blog:
Na véspera do dia em que se comemora o centenário de nascimento de Carmen Miranda, a Cozinha da Matilde em parceria com Jantarte (evento conceituado em 2001 por essa quem vos escreve) realizam uma homenagem à mais famosa artista brasileira do século XX.
Com um menu especial e aula ministrada por mim, discotecada pela Dj Marina Novaes, vamos falar sobre os principais momentos da carreira de Carmen Miranda através de suas canções, pontuada pelas curiosidades gastronômicas envolvendo a cantora.
O menu será preparado pela cozinheira da casa, Letícia Massula, e terá de entrada caldinho de chuchu com camarão, pastel de feijoada, copinhos de purê de banana da terra com siri e salsa brasileira de abacaxi. O prato principal será cozido brasileiro, servido com arroz branco e pirão e, de sobremesa, salada de frutas com creme de manga.
E não é só isso, depois do almoço, já em clima de pré-carnaval, vamos descer em bloco para a escola de samba Pérola Negra, da Vila Madalena, para participar do ensaio especial da escola.
Haverá também sorteio de muitas surpresinhas inspiradas em Carmen Miranda. A Cozinha da Matilde: a arquitetura da casa é uma homenagem ao poeta chileno Pablo Neruda e foi inspirada na casa conhecida como La Chascona, em Santiago do Chile. Esta casa do poeta foi dedicada à sua ultima companheira, a cantora lírica Matilde Urrutia. No jardim uma jaboticabeira centenária emoldura um ambiente aconchegante, descontraído e com pouca formalidade onde se come muito bem.
Dia 08 de fevereiro, domingo.
A partir das 13h são servidos os petiscos
Aula 14h
Almoço 14h45
Bloco de carnaval na escola de samba Pérola Negra 17h30
R$79,00 por pessoa (entrada/prato principal/sobremesa + aula +visita na escola de samba)
Bebidas à parte.
Pagamentos: cheque ou dinheiro
Grupos tem desconto, consultem
Vagas limitadas
Sim, Mabel é irmã de Caetano, Bethânia e também de Roberto, Clara Maria, Rodrigo, Nicinha e Irene e todos filhos de dona Canô e Zeca.
Compilações e codificações de receitas e histórias familiares em torno do fogão são extremamente importantes para o registro da culinária brasileira e acima de tudo valorizam a tradição da cozinha familiar, um assunto que me interessa muito.
O livro é um verdadeiro prato cheio para quem gosta de cozinha de perfume marcante que impregna a cozinha e a sala de tanto apetite E cheirinho da comida é o teaser de boa refeição. Fora que a edição é linda e elegante com capa dura e uma foto maravilhosa.
Li que Caetano gosta muito de moqueca de tainha preparada nos almoços que reúnem a família toda em Santo Amaro da Purificação, cidade que fica a 80 kilômetros de Salvador em pleno Recôncavo Baiano.
Além disso, “O Sal é um Dom” tem fotos de álbum de família e uma pitadinha da vida de dona Canô entre sua família e uma grande mesa.
Dona Canô, é uma filósofa sábia bahiana, assim dá título ao livro: “O sal é um dom, nem demais nem de menos”. Eu diria mais, o sal é uma virtude! há os que sabem colocar e aqueles que são verdadeiros desastres.
Outra frase dela no livro que adorei é: “Olhos maus não podem olhar as claras em neve senão o bolo sola”. É isso ae, tira o olho!!!!!!
Tô apaixonada por Canôzinha e encontrei esse videozinho em que ela fala de um dos pratos descritos no livro, a Maniçoba:
O ritmo da receitas descritas é bem aquele de caderno de vó, vai direto ao ponto. Dá pra sentir o temperinho fritando na panela! e perceber aquela praticidade e naturalidade caseira no preparo dos pratos.
Muito útil a seleção de receitas de arroz, com o aproveitamento de restinho, matéria-prima que toda casa tem todo dia. Outro tipo é o arroz de viúva, feito com leite de coco no lugar da água, são receitas simples assim. Tem bolinho de aipim, caruru, cocada preta, sopa de cebola, galinha de xinxim, farofa de mel….ai quero fazer todas!!!! são receitas conhecidas mas que eu não tinha a menor ideia de como começar! Agora já sei!
E pra terminar fica um outro video com Dona Canô tão fofa junto com a family cantando Oração à mãe Menininha. Escolhi esse porque desde pequena ouvia falar em mãe Menininha do Gantuá, cantava esta música e nem fazia a menor idéia de quem fosse, mas o nome dela e essa canção na minha infância tinham poder! A primera vez que fui pra Salvador em 96 sabia bem quem foi mãe Menininha e fiz questão de ir até o terreiro!! é uma das melhores lembranças de lá!
***
PROMÔ da Dona Canô!
Para você concorrer ao livro “O Sal é um Dom” gentilmente oferecido pela Ediouro basta um comentário aqui com o tema:
Minha família tem receita!
Você prepara um comentário contando qual a receita mais antiga, interessante, rara, bizarra…. que sua mãe prepara, sua avó fazia tbém porque aprendeu com sua bisavó….
No dia 29 de dezembro a melhor história será escolhida e informarei o felizardo que ganhará o livro de presente!
* O Sal é um Dom é uma boa dica de presente para quem gosta de cozinhar no dia a dia e aprecia a culinária baiano-brasileira!!!! Delícia de livro!!
Eu e as meninas do Cozinha da Matilde vamos fazer um jantar com as receitas originais da Frida Kahlo + Aulinha sobre a obra da artista + Bazar das Coisas Das Dores + Dj’s e surpresinhas surreais que conto logo mais.
Menu: Guacamole, Chillie Beans, Tortillas, Mole negro de Oaxaca, Cozido de Jalisco, Arroz c/ banana, Brodo de camarão e Cocada de forno.
Dia 23 de outubro, quinta-feira. A partir das 19h30 são servidos os petiscos. Aula às 20h. Jantar das 21h às 23h.
R$65,00 por pessoa (entrada/prato principal/sobremesa + aula) Ah, e ainda ganha um chaveiro lindo todo Frida Kahlo by Coisas das Dores. Bebidas à parte.
Grupos tem desconto, consultem/ Vagas limitadas
RSVP
(11) 3081.8306 e 9250.4374
cozinhadamatilde@gmail.com
Cozinha da Matilde
Rua Dr. José Almeida Camargo, 96 - Vila Madalena
(é a rua estreita paralela com a Inácio Pereira da Rocha que termina quase no beco dos graffitis)
Como esse blog é feito de homenagens gastronômicas essa vai para o meu pai.
O melhor tabule do mundo era meu pai quem fazia. Aliás vários pratos meu pai mandava bem como ninguém! Agora que ele não está mais por aqui, eu vivo tentando imitar as comidas que ele fazia.
Não deu tempo de perguntar sobre aqueles truques de cozinha…mas vou me virando, sem meu paizinho querido e sem a supervisão dele no fogão.
Meu pai teve um restaurante árabe há muito tempo. Ficava na alameda Lorena e chamava-se Sfiha Voadora, foi pioneiro em delivery nos Jardins.
E ninguém melhor do que ele pra coordenar uma cozinha! Nunca vou picar todos os ingredientes tão uniformemente lindos como ele fazia!
Essa receita de tabule é bem incrementada, por isso sirva a saladona árabe com uns pães sírios e antepastos que a festa tá pronta! Essa de colocar o grão de bico foi uma grande sacada!
Tabule
Meio pacote de trigo para kibe
1 tomate grande sem semente e picado
1 cebolona picada
1 maço de salsa cebolinha picada
1 pepino picado em cubinhos
150gr de grão de bico cozido
1/2 pé de alface crespa picada
1/2 maço de hortelã (só as folhinhas, eu tiro os cabinhos pq acho q atrapalha na hora de comer)
Deixar o trigo de molho por 30 minutos.
Seguinte gente: o trigo não tem que nadar na água por horas não, basta uns 30 minutos e só mesmo. Você vai ver como fica mais tenro sem ensopar.
Depois é só misturar os demais ingredientes lavados (óbvio) e picadinhos e adicionar o grão de bico, que é o toque especial.
Basta temperar e servir! Tabule é pra servir fresquinho nada de guardar ou ‘fazer antes’.
Tempero indicado: sal, azeite, limão e uma boa pitada daquele tempero sírio em pó que vende em vidrinho. Pode fazer um mix louco q eu gosto com noz-moscada, pimenta do reino, gengibre! fica demais.
Essa receita foi postada para participar do sorteio do livro Nigella Express, do blog Homem na Cozinha.
O café é tão grave, tão exclusivista, tão definitivo
que não admite acompanhamento sólido.
Mas eu o driblo,
saboreando, junto com ele, o cheiro das
torradas-na-manteiga que alguém pediu na mesa próxima.
Mario Quintana
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Manuel Bandeira
Café expresso – está escrito na porta.
Entro com muita pressa. Meio tonto,
por haver acordado tão cedo…
E pronto! parece um brinquedo:
cai o café na xícara pra gente
Maquinalmente.
E eu sinto o gosto, o aroma, o sangue quente de S.Paulo
nesta pequena noite líquida e cheirosa
que é a minha xícara de café. (…)
Mulheres maravilhosas da blogosfera puderam se jogar à vontade, sem culpa nenhuma (não ouvi ninguém falando de regime) nas gostosuras que nem cabiam mais na mesa de café no 1º LuluzinhaCamp (vou numerar pq vão ter muitos ainda!!).
Esse bolos lindos, caprichados e gostosos foram surpresa do @rcobrabr do Homem na Cozinha
Em outubro, Cozinha da Matilde e Jantarte organizam um evento especial com uma aula sobre a artista e de quebra será servido um menu especial com as receitas originais que a própria Frida Kahlo usava para preparar seus pratos preferidos.
Gaudí gostava de peixe: sardinhas, anchovas e cavalinhas, adorava guisado, uma receita tradicional da Cataluña.
Apreciava o sabor agridoce da Cataluña: pêras e maças recheadas com carne de porco, bacalhau com mel e ervilhas tenras, Frango assado com pêssegos.
Chouriço, batatas ao alho e óleo e pão com tomate eram seus tira-gostos favoritos.
A Espanha tem diversos pratos que combinam a carne de peixe e frango numa mesma receita e Gaudí adorava, principalmente a paella valenciana.
De sobremesa o bom e velho creme catalão (daí vem o creme brulee) agradava o paladar do artista.
Receita de Creme Catalão conforme manda o figurino:
meio litro de leite
meio litro de natas batidas
raspa de laranjas e canela em pau
8 gemas
150 g de açúcar branco
150 g de açúcar mascavo
Aqueça as natas junto com a raspa de laranja e a canela até levantar fervura.
Bata as gemas com o açúcar até obter uma massa. Coe a mistura das natas e misture lentamente com as gemas. Aqueça tudo em banho-maria, batendo sempre até ficar consistente. Dê um choque térmico colocando o recipiente logo em seguida em água fria.
Coloque em cumbuquinhas para ir ao forno. Antes de servir, aqueça o forno. Espalhe o açúcar mascavo para caramelizar como toque final.
Caso vc tenha o maçarico de cozinha pode queimar o açúcar direto em cada cubuquinha.
Ele gostava de canja de galinha, especialmente da receita que incluía um pouco do sangue do frango, bife com ovo mexido e tudo o que fosse assado na brasa - aves, peixes e crustáceos
Não podia faltar à mesa uma xícara com cinco ou seis dentes de alho semicozido que ele adicionava à carne ou ao peixe, com as mãos.
Bebida:chopp e whisky com gelo.
Petiscos; todos!
Adorava a posta mais gorda do peixe grelhadacom panaché de légumes.
Sexta-feira era o dia de comer sardinha fresca.
Adorava o camarão grelhado servido com salada de maionese com batata.
Teve uma época que carregava uma bolsa de couro a tiracolo e levava uns camarõezinhos, ou umas lulas, ou um presunto de Parma, e pedia para preparar nos bares que frequentava.
Gostava de mocotó e dobradinha de boteco.
Batizou e tornou famosa uma receita, o “frango atropelado”: metade da ave, desossada, feita na brasa.
Quando estava em Paris frequentava o L’Aussace e comia escargot e steak au poivre.