...Diário poético-filosófico. Ou, caderninho daqueles pequeninos, capa de couro, pra fazer anotações, recheado de papéis, postais, escritos, uma agenda de memórias. Códice Lili. Moleskine.
Taís Araújo arrasa! Toda cacheada na capa da Cláudia deste mês de setembro, a bonita estreia pagando de Helena do Maneco na próxima novela das oito “Viver a Vida” como a protagonista top model.
Olha essas fotos, alguém duvida do it dessa Gisele??
Uma mulher forte e contraditória, invariavelmente chamada Helena, é uma das marcas registradas das novelas de Manoel Carlos. Suas Helenas são mulheres corretas, maduras, mas, ao mesmo tempo, possíveis, passionais e verossímeis. Em nome do amor, todas tiveram atitudes questionáveis: mentiram, enganaram e omitiram. [é disso q a gente gostcha!].
A Helena de “Viver a Vida”é bem mais jovem que suas antecessoras e é a 1ª negra a encarnar essa protagonista. Superavanço na TV brasileira escalar uma negra como protagonista, da novela das oito!! só por isso a trama já merece ser acompanhada. O autor Manoel Carlos, que nunca trabalhou com a atriz admite que pensava em criar um personagem especialmente para ela faz tempo, dado a seu inegável talento e beleza internacional. [amava qdo Taís apresentava o Superbonita no GNT. #voltaTais]
Atrizes poderosas como Lilian Lemmertz, Maitê Proença, Vera Fischer, Christiane Torloni e Regina Duarte, esta última por três vezes, já viveram a célebre personagem e agora é Taís que tem essa responsa.
[Me lembro que em Cobras e Lagartos, novela da sete em 2007, minha filhinha Luisa ficava hipnotizada quando ela aparecia em cena, toda linda e má na pele de Ellen.]
Com quase 30 anos, nessa novela nova, Taís interpreta uma top model no auge do sucesso. Criada em Búzios, foi para o Rio ainda na adolescência onde iniciou sua carreira. A profissão a levou para vários países e a colocou no centro da família, leia-se: ela meio que sustenta todo mundo…Logo no início da trama se envolve com Marcos interpretado pelo galãzão grisalho José Mayer e é aí que o bicho pega pra valer…
A estreia da novela está marcada para 14 de setembro!
Pra quem, como eu, está viciada na novela Caminho das Índias, recomendo um tratamento pós-novela para que a abstinência de Are Baba seja gradativa e não tão súbita.
Lembrei desses dois filminhos que assisti faz tempo e que pretendo rever. Ambos tratam de Índia e o choque de culturas com direito a dancinhas, saris e atcha! atcha! muita emoção, porque filme bom tem que ter lágrimas e draminha.
Esse aí embaixo mostra um outro olhar sobre os indianos expatriados e suas tradições, costumes e modo de viver nos EUA. Um conflito de gerações e um casamento sempre apimentam um roteiro. Daí que vale a pena assistir Nome de Família (Namesake, EUA India 2006), da cineasta indiana que não faz Bollywood Style: Mira Nair.
Este é o famoso Casamento à Indiana (Monsoon, 2001) também de Mira Nair. Lindo lindo lindo! Figurino caprichado e locações na Índia, tudo de bom.
Manoel Carlos foi um dos pioneiros da televisão no Brasil. Começou sua carreira como ator e passou a escrever, dirigir e produzir diversos tipos de programas como “A Família Trapo”, “Brasil 60” (apresentado por Bibi Ferreira), “O Fino da Bossa” com Elis Regina, “Esta Noite se Improvisa” e muitos outros. Para a TV Tupi, nos anos 50, escreveu mais de 100 teleteatros, num tempo em que as interpretações eram feitas ao vivo. Muita adrenalina!
Em 1972, chegou à Rede Globo para dirigir o ‘Fantástico’. Sua primeira novela foi em 1978,: Maria, Maria’. Desde então, Manoel Carlos emenda um sucesso no outro com ‘A Sucessora’ (1979), ‘Baila Comigo’ (1981), ‘Sol de Verão’ (1982), ‘Felicidade’ (1991), ‘História de Amor’ (1995), ‘Por Amor’ (1997), ‘Laços de Família’ (2000), ‘Mulheres Apaixonadas’ (2003) e ‘Páginas da Vida’ (2006), além das minisséries ‘Presença de Anita’ (2001) e ‘Maysa’ (2009). (grifei minhas favoritas!)
‘Viver a Vida’ é a 11ª novela de Manoel Carlos. Suas obras têm como marca registrada as relações humanas e a exploração da complexa alma feminina e a gente ADORA ISSO. Verossímil na forma de escrever, Maneco – como é carinhosamente chamado pelos amigos – trouxe essa experiência de emocionar o público para sua mais nova produção.
Esta entrevista recebi super fofamente do pessoal da CGCom que sempre alimenta a nós blogueiros com materiais exclusivos. Tá aqui mais um. Aproveite.
Como você define ‘Viver a Vida’?
Manoel Carlos: Um punhado de histórias humanas, tangendo, roçando a realidade, mas totalmente ficcional. Homens e mulheres vivendo suas vidas compostas de dramas e comédias, dando solução aos seus conflitos e superando suas dificuldades.
Em várias de suas novelas, as protagonistas se chamam Helena. Mas geralmente são mulheres mais maduras, por volta dos 50 anos. Dessa vez, o papel caberá a Taís Araújo, que tem apenas 30 anos. Qual o motivo dessa mudança?
Manoel Carlos: Sempre pensei em criar uma Helena mais jovem, que abrisse um leque de novas possibilidades para o personagem. Uma mulher por volta dos 30 anos, bonita, bem sucedida no amor e na profissão, mas sentindo-se, mesmo assim, incompleta. Por obra do acaso, vê-se envolvida com um homem mais velho, divorciado, que vai lhe dar a felicidade desejada, mas à custa de muita luta e muito sofrimento. Essa era a Helena mais jovem que eu desejava criar já há algum tempo. Como também sempre quis escrever um papel para a Taís Araújo, que é uma atriz que admiro muito, achei que a possibilidade estava nessa história. E assim nasceu essa nova Helena.
Luciana, personagem de Alinne Moraes, será um dos exemplos mais fortes de superação pessoal em ‘Viver a Vida’. De onde surgiu sua inspiração para essa história?
Manoel Carlos: Me interesso por histórias de superação. De pessoas que conseguem transpor obstáculos, aparentemente intransponíveis, tirando, de dentro de si, uma força que não imaginavam possuir. Que chegam a um limite de sofrimento – de onde não conseguem avistar uma saída –, mas que mesmo assim lutam, não se entregam, e acabam por encontrar uma solução para suas vidas. Viram exemplos de superação. Exemplos de que a vida vale a pena ser vivida, apesar de tudo. Luciana (Alinne Moraes) vai ser esse exemplo, entre outros que a novela vai mostrar.
O alcoolismo é um tema recorrente em suas novelas. Dessa vez, ele vem em forma de anorexia. Em que medida esse assunto preocupa você?
Manoel Carlos: Considero o álcool um dos maiores flagelos sociais, principalmente por ser considerado uma “droga lícita“, como se isso fosse possível. É dele que se tira o falso prazer, a falsa alegria, a falsa ideia de que a vida é um passeio. E por isso é tão atraente e, por consequência, perigoso. Por essa razão, me interessei sempre pelo assunto, usando a novela como um alerta, uma advertência, já que atinge milhões de pessoas. Por me interessar pelo tema, tive acesso a estatísticas aterradoras sobre anorexia alcoólica, distúrbio alimentar batizado de drunkorexia, em que as mulheres substituem a alimentação pelo álcool, para não ganhar peso com a ingestão de bebida. Segundo informações de psiquiatras, o alcoolismo feminino quase sempre está associado a transtornos psicológicos como a anorexia, a bulimia, a depressão, a ansiedade. A personagem Renata (Bárbara Paz) vai viver esse drama e terá que superá-lo.
Quais serão os outros temas importantes ou polêmicos da novela?
Manoel Carlos: São muitos os temas para os quais espero chamar a atenção do público, mas destaco um como exemplo: o de mostrar uma área médica, batizada de cuidados paliativos, que cuida de doentes em estado grave e terminal. Não há nada de mórbido e de assustador nesse tema, como pode parecer à primeira vista. Ao contrário: humaniza a relação médico-paciente, tornando uma vida aparentemente inútil ao se encerrar, numa nova possibilidade de bem-estar e de aceitação do fim, do qual ninguém escapa.
Dessa vez o bairro do Leblon vai dividir as atenções com Búzios na história. Qual é a sua relação com a cidade?
Manoel Carlos: Búzios é um lindo e ensolarado lugar, que, ainda que reúna qualidades de grandes centros urbanos (o de polo gastronômico, por exemplo), não perdeu o encanto de uma pequena cidade de férias. A sensação que se tem, estando-se lá, é de que todas as noites são sábados e todos os dias, domingos. Amo estar lá e reunir a minha família, para uma vida de pés descalços, de roupa leve, de cabeça livre, de coração em paz. O Leblon estará presente, como em todas as minhas novelas, mas dessa vez, dividindo espaço com Búzios.
‘Viver a Vida’ viajou para o Oriente Médio e para a França. Qual a importância de se gravar nesses locais?
Manoel Carlos: A Jordânia foi escolhida pelo fascínio que exerce, em nossa imaginação, a cidade de Petra, que é esculpida na rocha. Na pedra. Precisávamos de um lugar assim, fascinante e pouco conhecido, para a realização de um desfile de moda. Jerusalém exerce a mesma atração e curiosidade, já que é um lugar sagrado, historicamente muito conhecido, mas raramente visto nas novelas. E finalmente Paris, onde serão vividas duas luas-de-mel.
Suas tramas sempre têm base muito forte na relação familiar e no universo feminino. Você acredita que o público se enxergue nos seus personagens?
Manoel Carlos: Acredito que sim. Não custa repetir que não procuro o realismo, não tento reproduzir a realidade, mas o verossímil, o possível, o alcançável, sem me esquecer de que estou fazendo uma obra de ficção. O público, que vive a realidade propriamente dita, se reconhece nessa imitação.
Alguns atores são presenças certas em suas obras. Em ‘Viver a Vida’, José Mayer, Lilia Cabral, Natália do Vale e Alinne Moraes são alguns deles. Você escreve os personagens já pensando nos atores?
Manoel Carlos: Nem sequer começo a escrever uma novela, sem ter o elenco principal escolhido e confirmado. Preciso saber quem são os atores e atrizes que vão dizer o texto, que caras e vozes terão. E procuro, na medida do possível, reunir pessoas com quem tenho afinidades de pensamento. Isso facilita e torna mais prazeroso o meu trabalho.
‘Viver a Vida’ já foi título de outra obra sua, uma minissérie exibida pela TV Manchete. As tramas têm alguma similaridade?
Manoel Carlos: Não. A minissérie na TV Manchete, apresentada em 1984, era inspirada no romance “Uma Tragédia Americana”, de Theodore Dreiser (1871-1945 – EUA) e no filme “Um Lugar ao Sol” (1951). Já a novela é um original meu, que leva esse nome por eu gostar muito dele.
torna mais prazeroso o meu trabalho.
‘Viver a Vida’ já foi título de outra obra sua, uma minissérie exibida pela TV Manchete. As tramas têm alguma similaridade?
Manoel Carlos: Não. A minissérie na TV Manchete, apresentada em 1984, era inspirada no romance “Uma Tragédia Americana”, de Theodore Dreiser (1871-1945 – EUA) e no filme “Um Lugar ao Sol” (1951). Já a novela é um original meu, que leva esse nome por eu gostar muito dele.
Melissa Cadore (Christiane Torloni), quem diria! Foi a perua-fútil-lesada que sacou qual é q é a da Ivone (Letícia Sabatella) em Caminho das Índias e além da surra que deu na piranha-vilã mais bem vestida de todos os tempos, ainda proferiu a seguinte frase emblemática, uma pérola, já q é de jóia q ela gostcha!: “Pq sei ser fina, mas tbém sei ser chave de cadeia”.Ouça o audio original aqui na Távola Digital, equivalente ao que Scarllet O´Hara proclama em “E o Vento Levou”: “Nunca mais passarei fome”.
Eu alterno momentos em q torço por Ivone porque ela enganando o Raul(Alexandre Borges) e a Silvia (Deborah Bloch) é divertidíssimo!!! e em outros capítulos q quero q ela seja desmascarada! A-M-O Gloria Perez e esse turbilhão q é a novela q ela escreve!
Esse momento, cenão de novela das 8, nasce eternizado: a surra por um par de brincos e anel [ah, ela bate tbém pra mostrar a quem pertence o bofe-bom-presenteador: Ramirinho (Humberto Martins), mas o importante mesmo é recuperar o "ouro"]. Digno! quem não bateria feito Melissa Cadore pra ter aquelas jóias incríveis?? hahaha brincadeirinha! mas q o design é lindo de morrer e matar, ah isso é.
Em todo caso o video está aqui no finzinho do post, registrado! Nem sempre se vê grandes atrizes numa produça tão caprichada e trama tão louca q me envolveu a partir da minha simples curiosidade no início para ver as cenas coloridas na Índia…viciei. [Depoimento Noveleiros .Anônimos.:eu sou a lili e como não vi o capítulo da novela no dia em q foi ao ar procurei na internet de tão noveleira q estou nos últimos tempos.]
Não é nenhuma novidade que a arte [tirando a tinta e o talento] faz muitas caras e bocas. Quando eu trabalhei na exposição retrospectiva da arte britânica da Tate Modern passei por momentos um tanto quanto constrangedores diante de obras praticamente inexplicáveis mas criadas por artistas bem bons no mis-en-scene.
E eis que o ‘mundinho encantado das artes’ vai ser retratado nova novela das 19h da TV Globo e vai se chamar Caras & Bocas do autor Walcyr Carrasco[amo uma outra novela dele: Xica da Silva]. Tem personagem artista, galerista, marchand, colecionador, mecenas e eu posso garantir que é nesse universo onde mais se faz caras [de tô entendendo tuuudo] e bocas.
Caras & Bocas estréia dia 13 de abril será ambientada na cidade de SP e adoro novelinha que se passa na minha cidade, sempre tem umas imagens cotidianas em ângulos inusitados.
A trama gira em torno do romance entre Dafne [Flávia Alessandra] e Gabriel [o bofe escândalo Malvino Salvador] que se conheceram em um curso de arte, se apaixonaram mas não ficaram juntos por armações das mal-amadas de plantão. Mas 15 anos se passam eles se reencontram…só que não vai ser assim tão simples… no mais é assistir para saber o que vai acontecer.
O que gostei de saber sobre a novela foi a bela sacada de terem colocado na história um macaco chimpanzé pintor [olha só, dá licença, viu minha gente que é contra o macaco na novela! ontem vi umas imagens e achei ele 'performático' um talento nato e zero judiação!!!]. Pode deixar que vou acompanhar a trajetória desse novo artista contemporâneo. Porque essa ‘arte animal’ faz a gente questionar um monte de coisas, não?….
***
A Festa de Lançamento
A festa da novela foi no La Luna Club e era todinha temática, um arraso como todas as festas que a Globo promove. [eu tbém fui 'temática' bem acompanhada pelo meu personal bofe artista-plástico @Souzacampus]
Além de Sara, pintavam outro painel os grafiteiros Feno e Bonga – ambos do Espaço Criança Esperança e ainda estavam presentes os retratistas Giampaolo Kohler e Fhero Galdino Sá (q me corrigiu aqui nos comentários-segui o release q recebi sorry Galdino!) que fizeram umas caricaturas que ficavam de presente para os retratados.
Curti horrores! e pra ver mais fotos da festa a TV Globo montou um Flickr e tá tudo lá. A-D-O-R-E-I.
#meusmomentosabafaocasonafesta:
-eu quase fiz um ‘ÃH’ com jogação de cabelón pra Ingrid Guimaraes, sabe aquela coisa top model??
-de repente e do nada dei de cara com o sorridente Jorge Fernando (diretor da novela) que me deu a oportunidade de dar beijinho e um sinceríssimo parabéns astral!! pelo seu trabalho muito profissa [td que já fez e que faz sempre é de 1ª]
-e um quase-momento: o do beijo de fã que não dei no Christian Pior que estava na saída agitando como sempre, e isso porque se não fossem tantos shots que bebi, iguais esses em tubinhos de tinta na foto, e eu não estivesse tão super-tonta teria falado com ele de novo!! já que desde a festa da Paraíso não o via em total glamour searching for celebs-clique aqui e leiam mais sobre os drinkzinhos da festa]
8 de março - Festa da Novela Paraíso - TV Globo - no antigo Moinho Santo Antônio na Mooca.
Quem me conhece sabe que gosto de uma festinha! No caso, festão, eu não perco por nada e daí que através do portal M de Mulher da Abril fui convidada para a festa de lançamento da nova novela das seis, o remake Paraíso. Estava animadíssima porque já tinha feito um post sobre a novela que me diverti muito escrevendo. A festa, claro, prometia todo clima rural gostoso [olha eu saudosista do que nunca tive]. Fazia décadas que não ia no Moinho, ou melhor pra Mooca. A última tinha sido a trabalho como repórter da Fox Kids numa festa infantil de Halloween !que bizarro!.
So, let’s get party!
Logo na entrada, com flash e tudo vem o Christian Pior do Pânico e eu que não sou malcriada abri o vidro do carro! [momento medo do Pânico]. Ele me perguntou se eu era atriz e aí que claro a gente começou a conversar! lógico! porque se tem uma coisa que eu faço na vida é conversar! Ele foi engraçado e ao mesmo tempo elegante! Dei muita risada quando ele disse que a gente ia comer de graça e que carro com teto solar é uma coisa emergente!!!! [no caso poderia ter incluído beber de graça também porque olha esse menuzinho de drinks!!! eu favoritei o 'por-do-sol' romã com maracujá encrustado com pó de ouro, tá boa bem?]
@juliareis, @samegui, @cybelemeyer @zeoffline @renataruiz @claudir_segura @gustavojreige @mariacarol, @bites @voiponline @pergunteaourso foram boas companhias tuiteiras e valeram ótimas risadas!!!
Obviamente a festa estava repleta de globais e entre todas, a mulher mais bonita era a atriz Cris Vianna. PELAMORDEDEUS além de linda ela tem uma elegância exuberante e usava um vestido preto tomara que caia coladíssimo no corpão porque ela pode minha gente!!!! Agora no quesito mais gato foi o peão Souzacampus, [meu bofe!!!!!] quem arrasou nas fotos com o chapéu da novela e tudo [muito engraçado ele ser sempre tirado de ator famosinho, o que valeu posts hilários como o da Maria Carol e da Sam]
Foi um encontro especial de mulheres! Bem diferente do anterior daquele eu participei na Gafanhoto (onde corri feito louca pra ajudar na organização e também atrás da Luisa!!!), a Cozinha da Matilde trouxe um clima hospitaleiro de casa de amiga e bem mulherzinha pro nosso encontro. @ (arrobinhas) novas e antigas do Twitter, papos sérios e furados me fizeram refletir que a virtualidade carece sim de um contato real para não virar esquizofrenia, sabe???
E tinham tantas atrações deliciosas; como fazer couzcouz marroquino, manicure, dança do ventre, filminho e até aula de maquiagem. E que make up!!! Acabei virando modelo para a demonstração e lançamento do novo rímel da Lancôme: Ôscillation vibra e faz vibrar mesmo os cílios! Super Glam!
Fiquei demais de feliz em ver minhas terapeutas, as acupunturistas Tatiana Raiunec e Heloísa Lauar que eu transformei em blogueiras criarem no deck do ofurô num espaço super zen. E dá-lhe mapa energético!
Os sorteios pra variar foram além da imaginação….mil brindes, mil premiadas. Não tem como reclamar da sorte no LuluzinhaCamp! Que venha o próximo em breve! pois somos mulheres e ansiedade é nosso sobrenome!!
Acredito que Paraíso tenha sido a única novela da TV Globo que meu pai acompanhou de verdade. Depois só me lembro de assistirmos juntos no sofá a Pantanal da TV Manchete, porque meu pai não gostava de novela, ele só era um rapaz nostálgico do interior que vivia na cidade grande e ficou fã de Benedito Ruy Barbosa.
Em 1982 eu tinha 7 anos bem urbanos e foi assistindo a abertura de Paraíso que ele me ensinou o que era fazer um contraponto. Simplificando para uma menininha, ele me mostrou que o campo era o oposto da cidade e a moto que o Kadu Moliterno dirigia na cidade seria um contraponto ao cavalo do campo, por exemplo. [O campo então era o 'ideal' porque eu estava interessada em andar a cavalo, e se existia algo além do horizonte da cidade de São Paulo eu queria experimentar também para saber quão diferente poderia ser]
Foi nessa época que comecei a viajar para a fazenda do meu tio que ficava em Aparecida do Taboado-MS e me sentia na própria novela! Lá era o ‘Paraíso’ porque tinha peões, cavalos e mato. Toda referência de interior que eu tinha havia sido formada pelas explicações do meu pai em cima daquela ‘historinha’ que eu assitia na tv [semioticamente falando a novela marcou de verdade a construção dos meus signos]
***
Como recordar é re-viver diferente, vem aí o remake de Paraíso, versão 2009 adaptada, a nova novela das 18h. Uma responsa fazer remake, ainda mais quando na 1ª versão tiveram, por exemplo, atuações memoráveis como a de Eloísa Mafalda interpretando a beata mais beata de todas e que de tão beata foi outra boa beata em Roque Santeiro e depois de novo beata em Pedra sobre Pedra de 1992. Beata de vida longa.
Sérgio Reis então! nossa era um estreiante na teledramaturgia em 1982, hoje a gente sabe que ele pegou gosto e já fez zilhares delas e agora quem faz as vezes é outro estreiante em novelas, o cantor sertanejo Daniel [ será que o Daniel vai ficar tbém malaco no gênero novelístico e virar 'cantor e ator'? filme ele já fez.]
Vale a pena ver de novo! Kadu Moliterno que foi o protagonista da trama original como galã agro-surfista, agora no remake encarna um dono de bar mais tiozão, duro na queda e à prova de amor. E os protagonistas Santinha (Nathalia Dill) e Zé Eleutério (Eriberto Leão) que antes eram vizinhos, nessa adaptação se conhecem casualmente e é amor à primeira vista [sure!]
No remake as filmagens aconteceram na Chapada dos Guimarães e na Bahia [espere por aquelas cenas de babar como sempre], já na 1ª versão da novela as cenas do campo foram rodadas em Vassouras-RJ.
Outra coisa: é muito legal olhar tempos depois para uma novela e ver como o autor faz reaparecer elementos em sua narrativa. Foi nessa novela a 1ª vez que o cramulhão [diabinho de garrafa] aparece na ‘mitologia rural’ de Benedito Ruy Barbosa. [E como é genial essa figura, acho até que o cramulhão tem status de personagem]
Mas fundamentalmente o que está diferente de lá pra cá é que agora comemorarei 34 anos no dia da estréia da novela e não tenho mais o colo do meu pai para assistir a ‘historinha’, as utopias bucólicas da infância também ficaram para trás, sou apenas uma mulher totalmente urbana que recorda as novelas ‘rurais’ como quem preserva as memórias de seu pai [agora com sua neta no colo].
***
Se já viu reveja, se nunca viu assista agora a abertura da 1ª versão da novela Paraíso nos idos 1982. E se quiser acompanhar a produça da nova novela, versão 2009 clica aqui. [aliás achei bem fofo Edmara Barbosa, filha do próprio Bendito fazer a adaptação do remake]
P.S. que não posso deixar passar batido: me apaixonei pela voz do deuso Ney Matogrosso depois de ouvir essa abertura. Há 27 anos eu ainda cantava os versos da canção que tem um toque de Leminski tudo errado! [eu era criancinha e devia ser fofa cantando errado] e era assim mais ou menos:
Precisava não ah sei lá
Precisava não promessas de lá
Precisava não ah sei lá
A felicidade é um rio q vai
O rio que vai me levar
Não passa na sua cidade
O paraíso, o paraíso começa
É só começar num sorriso
O correto é:
Não precisava não acenar
Não precisava não promessas demais
Não precisava não acenar
Muita felicidade é um rio que vai
O rio que vai, o rio que vai me levar
Não passa na sua cidade
O paraíso, o paraíso começa
É só começar um sorriso
***
[tenho estado nostálgica nos últimos posts, não? e por coincidência ou não o que me desperta fortes lembranças são programas de TV dos anos 80]
Essa foi a cena da novela Caminho da Índias em que Bahuan, Marcio Garcia conta a Maya, Juliana Paes que é um dalit e não um brâmane, o que representa muito mais que só ‘coisas de castas que não bicam’.
Esse fator Romeu e Julieta quando é protagonizado por dois lindos tem seu romantismo, mas quando a gente vai ver o que é de verdade ser um dalit na Índia, aí a coisa assusta. Check it out:
Eu fiz uma rápida pesquisinha sobre como são tratados os dalits e fiquei estarrecida MESMO. Eu que me acho esclarecida e que sei o que acontece no mundo, leio jornal, internet, NUNCA SOUBE que tipo de coisas ainda aconteciam ainda em 2009 na Índia. [claro que sabia das castas e de alguns costumes mas NUNCA soube a que ponto chegava essa exclusão]
• crianças dalits são freqüentemente forçadas a sentarem de costas nas suas salas de aula, ou mesmo fora da sala por isso 98% são analfabetos
• a taxa de mortalidade infantil é perto de 10%
• as crianças dalits abaixo de 4 anos estão muito abaixo do peso
• 300 milhões de dalits vivem em Índia
• 60 milhões de dalits são explorados através do trabalho forçado em países hindus
• os dalits são proibidos de beber da mesma água que os de castas mais altas
(Fonte: Dalit Awakening)
Se tiver interessado na minha conversa acompanhe a história em que eu conto como encontrei uma dalit à brasileira na sexta-feira passada em São Paulo.
***
São Paulo, avenida Rebouças x Cardeal Arcoverde, sexta-feira, 15h30, temperatura de 30º como se fossem 300º e o céu ficando num tom preto chumbo com nuvens quase não se aguentando. Nesse belíssimo cenário: eu dirigindo pensativa depois de um teste de VT na Record agora já estava parada no posto de gasolina esperando atendimento. Dentro do carro junto comigo uma sacolona com roupas e sapatos para doar depois da Grande Faxina Anual de Carnaval.
Fato era que o mundo queria chegar antes e ninguém queria estar na rua quando a maldita chuva despencasse, [dava pra sentir a puta tensão no ar entre os motoristas e os pedestres nas ruas. eu sinti. vc não?] E oposta à essa pressa foi proporcional a lentidão do posto minha gente. E de tão lenta essa lentidão, deu tempo de causar e conhecer uma dalit, brasileira, assim numa simples paradinha para completar a água (shame on me tinha esquecido de colocar há tempos).
Eis que o posto estava obviamente cheio de carros e motoristas com pressa. Muita pressa! Parecia aqueles filmes de apocalipse que as pessoas começam a sair das cidades e o caos se estabelece, assim estava o posto com apenas UM FRENTISTA, que também era caixa e também cuidava da loja de conveniência. UMA PESSOA para 8 bombas de gasolina e lojinha numa área über movimentada. [uma frase de memorável bom senso de um motorista que saia na loja de conveniência para outro que estava entrando: - olha se a gente ficar comprando coisas aqui, ele não vai conseguir abastecer nossos carros!!! MORRI]
Mas calma tudo pode piorar, pois nesse momento também chegou a entrega de gelo, daqueles que vendem em pacotões para BIG PARTIES [agree @ladyrasta] e o FRENTISTA tinha que receber o pedido. JURO que comecei a rir, mas gargargalhar mesmo total descontrol. E ria de moi mesmo, já que eu esperava pacientemente, bem ao contrário da minha índole ‘vou contar até 3′ quando o único FRENTISTA encheu o regador da água [não sei como chama aquilo] numa piazinha dentro da loja de conveniência [bem conveniente], porque até então eu mesma já tinha aberto o capô e o tanquinho da água mais fervendo da Terra.
[outro detalhe que quase passou mais acho que ilustra do outro lado da calçada do posto, uma blitz da PM parando zilhares de motoboys e dando aquela geral na galere...tenso, eu disse que o clima estava tenso........]
Well… eis que aparece no posto uma mulher que não precisava dizer nada pra que todos já soubessem que ela era sem-teto, sem-nada e precisando de tudo. Umas sacolinhas com latinhas amassadas numa mão enquanto a outra remexia o lixo. Ela não olhava pra ninguém e não pediu nada também, pior ela ainda se afastava como se fosse ‘em respeito’ a quem passasse perto dela. Olha isso!
Em meu cérebro iniciou-se a operação entrega da sacola de roupas, sai do carro e antes de ser indelicada e levar a sacola simplesmente direto [sei lá eu penso assim sim] fui perguntar se ela queria receber as roupas. Claro que ela quis, voltei com ela CONVERSANDO até o meu para entregar a sacola. Ela me contou que mora embaixo da ponte da Eusébio Matoso com uns ‘meninos’ e sempre morou na rua, disse que tá bem difícil conseguir comer ‘por aí’ e que tudo eles dividem, uma lata de coca-cola dá pra 5 pessoas e que quando alguém topa, ela capina ‘uns matos’ ela ganha uns 15 reais.
Dei a sacolona e ela agradeceu. Na sacola tinha um tênis do @souzacampus bem em cima de tudo e ela me perguntou preocupada se só tinha roupa para homem porque ela sim estava precisando de roupas novas pra ficar mais bonita. Ainda bem que tinham roupas minhas também! Fiquei de prestar atenção quando passasse pela ponte pra quem sabe levar mais alguma coisa.
O lance é que desde a 1ªaproximação com ela fui olhada pelos outros motoristas como se estive na Índia e ela fosse um dalit. Foi estranho porque apesar de toda a preocupação daquelas pessoas para serem atendidas no posto, TODAS tiveram tempo de observar a cena. Acho que isso resume bem todo meu blábláblá, porque existem dalits à brasileira aos montes em São Paulo, a diferença é que aqui no Brasil a gente não tem uma desculpa milenar para excluir é só preconceito e omissão mesmo.
Como este post sai meio atrasadinho, tenho a vantagem de ter lido antes os textos maravilhosos escritos por meus companheiros de viagem ao Rio de Janeiro. Percebo que muito já se contou sobre a agenda do dia: o citytour pela orla, as imagens magníficas do clip da nova novela Caminho das Índias, conversa e almoço com Glória Perez, passeio pelo Projac, visita ao estúdio e papinho com Juliana Paes. Full day!
Tive pensando sobre fama e audiência em blogs depois de ouvir a proposta da autora Glória Perez de que na próxima novela haverá um personagem que bloga. Indra (André Arteche) é indiano, vive em conflito com a tradição de seu país e com os costumes do Brasil. Ele vai postar suas impressões acerca das diferenças de hábitos e os posts poderão desencadear muita ação na trama.
E quem aqui nunca ouviu a frase: Fulano de tal é blogueiro famoso ou o cara tem uma puta audiência. O que será que dessa da fama e audiência perante os números do ibope e abrangência nacional/internacional que o futuro blog do Indra vai alcançar com a força da TV Globo?
Blogueiro famoso mesmo de verdade vai ser o Indra, com um blog que já nasce em ‘rede nacional’ e tem promoção em horário nobre.
Com certeza a proposta de trazer o tema para a TV é bastante interessante para disseminar a linguagem dos blogs. Mas não vamos nos iludir que equívocos não ocorrerão, porque há que se considerar que a forma da narrativa da novela não permite muita profundidade, impreterivelmente precisa de ação e muitas vezes por questões ficcionais e recursos audiovisuais, tem sua devida licença poética.
Na conversa com Glória falei sobre as blogagens coletivas que costumamos fazer e o impulso que pode dar nas campanhas se o personagem se engajar em algumas blogagens do bem.
Fernanda Pineda, Veri Serpa, eu, Sam Shiraishi, Tiffany, Cyn Cardoso e Ana Claudia Bessa. Foto: Wagner Fontoura/Boombust
Fui convidada para participar de um encontro promovido pela Bites - o Café.com Glória.
Tá bom, mas que Glória? você pergunta. A Glória Perez, a autora das clássicas telenovelas O Clone, América, da a minha preferida de longe!! Barriga de Aluguel, entre outras.
Em breve ela vai estrear outra novela: Caminho das Indias. E o nome é direto mesmo: se passa em parte na India mas como tem o ‘caminho’… vem parar no Brasil!! e vai ter blogueiro nessa trama! Aliás a própria autora já circula pela blogosfera.
O plus do convite da Bites é que antes do café, que de fato será um almoço, vamos falar com o diretor da novela Marcos Schechtman e ainda, depois do almoço.com Glória, visitaremos a cidade cenográfica.
Vale lembrar também que é a primeira vez que a Rede Globo receberá no Projac ‘oficialmente’ uma visita de blogueiros e esta será a minha primeira cobertura de evento para o M de Mulher, da Abril.
(Internas: informaçãozinha nº1: o @vitorfasano está no casting da novela; informaçãozinha nº2: a Glória Perez nasceu no Acre, então o Acre deve existir.)
Essa foto do post capturei no blog da Glória Perez, procurei os créditos porém não achei…