...Diário poético-filosófico. Ou, caderninho daqueles pequeninos, capa de couro, pra fazer anotações, recheado de papéis, postais, escritos, uma agenda de memórias. Códice Lili. Moleskine.
Perto, longe mas não só uma questão de lugar.
Tem áudio. Listen to me. Vou silenciar.
***
O que se ouve agora é apenas o silêncio,
tenso e delicioso entre beijos barulhentos
silêncio profundo entre beijos que não serão ouvidos.
Para fazer convites!
Pra avisar coisas legais que vão acontecer!
Pra contar coisas legais que aconteceram!
Pra compartilhar fotos bonitas.
Pra registrar textos escritos soltos na agenda.
Pra propor reflexões.
Pra falar o que estou fazendo.
Pra reclamar.
Pra elogiar.
Mas quem criou o blog e me deu fofamente de presente foi o Souzacampus meu amor!, isso porque eu tinha (ainda tenho) um caderno daqueles artesanais grandes de capa de tecido e cheio de coisinhas escritas e guardadas e ele achava que eu deveria digitalizar e desta forma publicar pra facilitar a leitura, a dele principalmente!
Criou um monstro!
***
A proposta de pensar e postar “porque blogamos” vi no e-code do Eric Messa e ele por sua vez foi inspirado no concurso do Fotosite.
Faça seu post também e cite outros 3 blogs que postaram sobre o tema.
O livro roxo se abriu.
Roxo sempre me cai bem, é roxo é a cor do cobertorzinho que tem na minha acupuntura e lá sempre é feliz e quentinho. Roxo é a cor das camisetas mais gostosas que eu tenho.
Fazia tempos que não sentava, deitava e escrevia como fazia há muitas noites e ouvia música bem alta.
Fora isso, depois de tanto e tonta… é The Hardest Part…publicar.
Melhor juntar, esperar, fazer hora que não tenho e assim mesmo! decidir tacar tudo aqui de uma vez. Parece mais fácil.
Um desejo sabor jaboticaba de quintal moleque.
Um viver na falta do absoluto…o tormento de nunca mais saber a verdade.
E a crença em saber que tudo o que se faz é verdade também.
Eu gosto do sol do pôr-do-sol, aquele que tem uma luz laranja mais balzaquiana. Aquele sol do sol mais queimado pra esquentar as costas de costa para a porta da varanda que ficou entre-aberta, luz perfeito para um filme seu.
(Porque o clarão amarelo branco e frio da manhã já não me apetecem mais)
Já escrevi uns 15 micro-contos e por conta disso, hj rolou uma entrevista pro Vitrine da TV Cultura para falar do concurso e de como funciona a participação.
Estavam presentes o @robertomoreno, grande idealizador do #140 letras, o @tdoria que é jurado, eu e o @tfmoralles que somos participantes.
Vou ver direito o dia da exibição e aviso.
Foi tudo muito divertido e descontraído! A Sabrina é super tranquila e delicada! linda mesmo!
E ainda tinham umas as broinhas de milho com café….hummmm! carinho especial do @robertomoreno
E eu como sempre sou salva pelos fotógrafos de plantão! tá aí uma fotinho feita pelo @robertomoreno que guardarei de recuerdo del día!
De cima da escada viu os cacos rolando.
Uma xícara, um prato e uma vida.
Ainda dava pra ver o café escorrendo pela porcelana.
Desceu e varreu bem forte tudo pra bem longe.
O café é tão grave, tão exclusivista, tão definitivo
que não admite acompanhamento sólido.
Mas eu o driblo,
saboreando, junto com ele, o cheiro das
torradas-na-manteiga que alguém pediu na mesa próxima.
Mario Quintana
Café com pão
Café com pão
Café com pão
Manuel Bandeira
Café expresso – está escrito na porta.
Entro com muita pressa. Meio tonto,
por haver acordado tão cedo…
E pronto! parece um brinquedo:
cai o café na xícara pra gente
Maquinalmente.
E eu sinto o gosto, o aroma, o sangue quente de S.Paulo
nesta pequena noite líquida e cheirosa
que é a minha xícara de café. (…)
Diário poético-filosófico, ou caderninho daqueles pequeninos, capa de couro, pra fazer anotações, recheado de papéis, postais, escritos. Códice Lili. Moleskine.
lilianeferrari@gmail.com